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Que tipo de mãe leitora você é?

12/05/2018

Ler para os filhos – e para as crianças de um modo geral – é daqueles atos de afeto que a gente leva para a vida. Um carinho inesquecível que, além do vínculo incrível com pais, avós, tios, professores, ainda cria uma ligação única dos pequenos com as histórias, com a literatura.

“Porcolino e mamãe” / Margareth Wild (texto) e Stephen Michael King (ilustrações)

“Minha avó lia para mim e para meu irmão todas as noites, mesmo quando já sabíamos ler… Era um momento delicioso do dia e com certeza contribuiu para formar nossos hábitos de leitura e interesse pelos livros que dura até hoje…”, conta a artista plástica e professora Daniela Elias, 40, mãe de duas meninas.

Ler na cama, ler sentadinho junto, ler logo que acorda, naquele momento de preguiça antes do café, ler fazendo graça… Cada um tem seu jeito especial de se relacionar com os livros e apresentá-los às crianças.

Neste Dia das Mães, o Blog da Brinque ouviu mulheres sobre suas lembranças de leitura na infância e o modo como leem, hoje, para seus pequenos. Entre muitas semelhanças e algumas diferenças, identificamos alguns jeitinhos especiais de viver essa relação, que listamos abaixo.

No fundo, todas as mães têm um pouquinho de cada perfil, mas uma característica sempre prevalece. Que tipo de mãe leitora é você?

#mãe pesquisadora: é aquela que lê revistas sobre literatura, navega em sites que indicam livros, lê as resenhas, dá uma olhada nos livros escolhidos e premiados pelos meios de comunicação e organismos de literatura infantil, pede indicações a amigos e mães em quem confia, troca ideia com os vendedores nas livrarias…

É o caso da Cintia Grininger: “Um hábito: sigo vários grupos que falam sobre literatura infantil (…) e pego muitas dicas de livros bons para a idade dos meus filhos”.

#mãe intuitiva: para comprar, visita livrarias, passeia por bibliotecas, folheia obras e escolhe o que emociona quando ela bate os olhos no livro. Não é de pesquisar previamente. Mesmo na hora de escolher o que ler, já em casa, “sente” o momento, o dela e o do filho, e propõe títulos afins.

#mãe prática: essa mãe combina regras previamente e faz uma boa gestão do tempo na hora da leitura. Na casa da jornalista Mariana Desimone, 34, por exemplo, há um rodízio na escolha do livro. Cada um escolhe num dia sua obra preferida. Também há um rodízio de cama: cada noite a mãe deita na cama de um dos filhos para ler.

Entram nesse grupo também aquelas mães que escolhem o livro dependendo do horário, vetando os maiores e mais – digamos – animados se estiver tarde. E as que combinam tempo e trecho de leitura por noite: um capítulo por vez, dois poemas a cada café da manhã, só vinte minutinhos por hoje…

#mãe de 2 (ou mais): se você tem mais de um filho, entra automaticamente nesta categoria, mesmo que já tenha se identificado com as outras também… Porque só quem é mãe de dois – ou três ou quatro ou cinco… – sabe o jogo de cintura que é preciso para contentar a todos.

Tem mãe que organiza as escolhas e reveza dia de ler o livro preferido de cada filho, tem mãe que lê um trecho do livro preferido de cada em todas as noites, tem mãe que pede consenso entre os pequenos: que escolham juntos uma obra só… E tem mãe que se emociona ao ver as crias crescendo e lendo autonomamente.

“Agora que as meninas já sabem ler sozinhas, nós temos os livros que elas estão lendo autonomamente e os livros que lemos juntas… À noite lemos juntas, no momento estamos lendo Pippi Meialonga [um clássico da escritora sueca Astrid Lindgren]. Às vezes eu escolho e proponho uma leitura, às vezes elas escolhem… Sozinhas, a Amanda agora está lendo Harry Potter [série de 7 livros da inglesa J. K. Rowling] e Mariana gosta muito de livros de poesia e de gibis”, conta Daniela Elias.

#mãe qualquer hora é hora: ler de noite? Claro! Ler de dia? Sempre! Ler na hora do banho? Vamos lá! Ler um pouquinho antes da escola? E por que não? Até ler no caminho para aula vale para essa mãe, que nunca resiste a uma boa leitura com as crianças.

Moahra Fagundes Pereira, 33, indigenista da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) e mãe de Manih, a quem ela define como “um pisciano cheio de historietas geniáveis – geniais e admiráveis”, lê todas as noites durante a semana e, aos fins de semana, sempre que o filho quiser – e se ele quiser.

#mãe boa de memória: Vanessa Beck, 38, mãe de Sara, talvez seja um ótimo exemplo dessa categoria. Ela guardou seus livros preferidos de infância para ler para filha.

Paula Nepomuceno Ribeiro, mãe de dois, também se emociona ao ler para os pequenos livros importantes de sua formação leitora: “é uma alegria partilhar com os filhotes”.

A física Luciana Cunha, mãe de Elisa, 5, adorava A mulher que matou os peixesA vida íntima de Laura, de Clarice Lispector, que ainda não leu para a pequena. Entre seus preferidos está também o clássico Flicts, do Ziraldo, que ela já apresentou à filha.

#mãe divertida & animada: nesta categoria estão aquelas mães que se divertem junto – ou até mais – que os filhos no momento da leitura. Fazem vozes diferentes, se empolgam, interpretam, gargalham nas partes engraçadas e vão dormir com o um nozinho no peito quando a obra é daquelas de fazer pensar. Quem nunca?

#mãe tia do livro: “Eu tenho muito orgulho de ser aquela tia que só dá livro para as crianças”, conta Mariana Desimone. Neste grupo estão as mães que, não contentes em ler e apaixonar os próprios filhos pelas livros, saem espalhando poesia pelo mundo de outros pequenos sempre que podem!

E você? Em qual categoria se encaixa? Ou tem uma outra para sugerir para a gente? O #BlogdaBrinque deseja um Dia das Mães repleto de histórias deliciosas e singelas!

 

 

 


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