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Por que ler para bebês? Leitura é um banho de afeto e de repertório emocional

10/12/2018

É comum nos perguntarmos a partir de quando ler para os bebês, se faz sentido ler para crianças tão pequenas e o que ler para elas. Os bebês são ótimos leitores, porque muito curiosos pela linguagem e interessados na presença dos adultos e no afeto.

 

Tanto é que a pedagoga, formadora de professores, contadora e especialista em leitura para bebês, Edi Fonseca, ressalta que ler para bebês é uma espécie de alimento psíquico para os pequenos, desses que vão durar a vida toda.

Segundo ela, o mais especial é compartilhar o momento de leitura, aquele momento especial em que mãe e bebê, pai e bebê, vovô e bebê estão juntos mergulhados na mesma história, observando o mesmo objeto, as mesmas ilustrações, se deixando tocar pelos mesmos fatos narrados, pelas mesmas cores, pela mesma musicalidade das palavras.

“Porcolino e mamãe” / Margareth Wild (texto) e Stephen Michael King (ilustrações)

Embora possa parecer uma coisa corriqueira, a leitura diária, cotidiana, funciona como um “banho” -para usar a expressão de Edi- de afeto e de vínculo. Afeto porque, para se ler, é preciso estar inteiro ali, 100% disponível para aquela ação; ninguém consegue ler atendendo ao celular ou dando uma olhadela na TV. Essa entrega integral é muito especial para as crianças, vital até, especialmente para seu psiquismo; dá a elas a sensação de ser amadas e acolhidas. Um ambiente seguro para crescer e ser.

Compartilhar esse momento cheio de emoção, contato físico e descobertas é uma ótima forma de criar vínculo com os pequenos. O que é mais forte para uma criança que construir sentido ao lado dos pais? Quando leem juntos, crianças e adultos dão sentido àquele livro, àquela história, àquela imagem. Um sentido profundo e compartilhado.

Linguagem & imagem

Como se tudo isso já não fosse muito, ler para bebês é um importante modo de cercá-lo de linguagem, pois oferece ao pequeno palavras, textos, expressões, formas de dizer e nomear que são diferentes das que a família oferece. Assim, amplia-se o repertório e o interesse. “O bebê percebe que aquela é uma ‘música’ diferente”, conta Edi, referindo-se à “música” do livro.

Por isso, não tem problema que não entendam racionalmente um texto. Estão entendendo o afeto, o ritmo, a música, as imagens… E se apropriando do que faz sentido naquele momento. O “au-au” do cachorro, por exemplo, porque acabaram de descobrir o que é um; a cara feia do monstro, porque às vezes sentem medo do escuro e conseguem elaborar esse medo com aquele monstro inofensivo do papel…

A primeira infância é considerada uma das fases mais privilegiadas da vida para tomar contato com as artes, pois a forma com que observamos o mundo é muito mais integrada e intuitiva do que racional (quando estruturamos as informações e as separamos em “caixinhas” para facilitar o acesso a elas). Ou seja, nascemos mais “alfabetizados” nas linguagens artísticas que nas racionais. Formar um repertório estético e artístico desde cedo é essencial.

Como estão abertos a todos os tipos de linguagem -especialmente as menos “estruturadas” racionalmente- e como estão ávidos pela língua materna, os pequeninos são ótimos leitores de poesia, de parlendas, contos de acumulação e de repetição.

>>Na quarta, dia 12/12, vamos publicar uma lista especialíssima de livros bem ao gosto dos bebês: com rimas, com ritmo, com repetição e acumulação, com imagens…

E, para pensar sobre como ler para os pequenos, fica aqui essa dica: não se preocupe se eles estão entendendo ou não e não se limite a livros-brinquedo ou cartonados. Pelo contrário: diversifique o ofereça livros com qualidades literárias.

>>Por aqui, você pode ler mais sobre como formar um acervo inicial para o seu bebê.

>>E aqui, cinco dicas maravilhosas da Edi Fonseca sobre leitura e livros para os muito pequeninos.

 

 


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