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Mariana Massarani comemora aniversário no Papo Brinque-Book :-)

25/04/2018

Já ganhou um pangaré de presente? Nossa convidada neste Papo Brinque-Book já teve essa sorte. No domingo, 22, a ilustradora Mariana Massarani fez aniversário. Autora de mais de 150 livros -entre os que escreveu e desenhou e aqueles para os quais emprestou seus lápis, tintas, cores e técnicas-, essa carioca de recém-completados 55 anos está lançando, pela Brinque-BookCadê o juízo do menino?, parceria com seu amigo Tino Freitas.

A aniversariante mostra suas cores e técnicas para o “Blog da Brinque”

 

Nessa conversa muito especial, divertida e colorida – como são os traços inconfundíveis de Mariana -, falamos de aniversários, processos criativos, cores, livros (claro!) e publicamos em primeira mão a resenha do novo livro da ilustradora. Ah, resgatamos também nosso trecho favorito da participação dela no Brinque-Book Brinca.

O que é fazer aniversário para você?
Quando eu era criança, era uma delícia fazer aniversário. A gente fazia tudo, bolo, brigadeiro, sanduichinho, cachorro quente, a casa da gente virava uma mini fábrica de festa. Dois dias antes já tinha cheiro de brigadeiro no ar! Depois, a festa! Que ansiedade! E lá vinham os avós, primos e amigos do colégio. Eu gostava mais da bagunça do que de ganhar presente. Mas uma vez ganhei um pangaré de verdade! Meu pai me deu um bilhete escrito assim: vale 1 cavalo, e tinha um desenho (do meu pai)!  Hoje em dia não acho muita graça em aniversário! Nesse ano vai cair num domingo e para comemorar vou comer um acarajé na baiana aqui do Aterro do Flamengo [no Rio de Janeiro, cidade natal da Mariana Massarani].

Acho que essas cores todas vêm do Brasil mesmo

 

As cores são elementos muito fortes e expressivos no seu trabalho. Qual é a sua relação com as cores?
Acho que essas cores todas vem do Brasil mesmo! Um país tropical e solar. Flores e pássaros para todo lado. Bom demais!!!! Sem falar do mar, pois moro no Rio. Todo dia ele muda de cor.

Quando você descobriu que seria ilustradora?
Não sei. Sempre desenhei o tempo todo mas nunca pensei que isso ia virar uma profissão.

Você ainda lembra do seu primeiro trabalho? Como foi?
Ilustrei um livro para a minha tia sobre um índio que se perde na cidade. Pidjô, o índio que se achou, se perdeu e foi achado. Só a capa era colorida. É de 1986. Me lembro que foi tão difícil fazer a pesquisa de imagem. Não tinha nada, livros e nem muita coisa no Museu do Índio aqui do Rio. Não existia a internet! Uma das coisas que mais gosto num livro é pesquisar!

Uma vez ganhei um pangaré de verdade! Meu pai me deu um bilhete escrito assim: vale 1 cavalo, e tinha um desenho (do meu pai)!

 

Como é o processo de criar um livro ilustrado em parceria com outro autor?  Como foi, por exemplo, com Cadê o juízo do menino?
Primeiro, recebo o texto por e-mail da editora e vejo se ele é a minha praia. Quando começo um livro novo, saio bolando como vão ser os personagens, os cenários. Demora um pouquinho. Depois esboço o livro todo a lápis e, quando a editora& autor aprovam, passo tudo a limpo. Na maioria das vezes não tenho contato direto nenhum com o autor.  No caso do Juízo, o Tino [Freitas, autor] é meu amigo. Mas ele não deu muito palpite, não. Ele só pediu para eu melhorar o desenho do violão. Fiz um muito “livre” e ele, como músico, quase enfartou.

E o que muda nesse processo quando o livro é inteirinho seu?
Primeiro desenho o livro todo e depois é que escrevo o texto. As vezes é mais difícil. Já fiz várias estórias só com a narrativa visual e depois a Bia Hetzel [escritora premiada] escreveu a estória. O contrário do que normalmente acontece.

Você também cria para a Tatuí Design. Conta um pouco dessa experiência criativa?  O que é a Tatui?
A Tatuí é uma estamparia que tenho com uma amiga arquiteta, a Bitty Talbot. A gente viu que quase não tinha nada para crianças aqui no Brasil com DNA nacional. Uma vez fomos numa loja de tecidos, e a dona falou com todas as letras: nada brasileiro vende! Eu queria justamente o contrário. Bolamos uma estampa que chama Pindorama! E depois transformei as imagens em um livro. Bolar estampas me renova, dá uma escovada no cérebro, aprendo muito e vejo as imagens por outra ótica. Fiz [faculdade de] desenho industrial, e arte aplicada faz parte de mim.

Quando começo um livro novo, saio bolando como vão ser os personagens,    os cenários

 

O que os livros são pra você, representam na sua vida?
Tudo! Vivo cercada deles e quando não tenho um para ler todo dia de noite é como se a geladeira estivesse vazia, só com água. Adoro uma livraria, descobrir coisas novas. Um bom livro para crianças de outra pessoa, um romance, livros de estória, principalmente sobre o Brasil. Pena que no meu bairro não tenha uma biblioteca.

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Brincando com a gente

Espie abaixo um trechinho do Brinque-Book Brinca com Mariana. Pode ler tudim, no entanto, por aqui, ó.

Como é que você tem uma ideia para escrever ou desenhar? E como tira ela da cabeça e coloca no papel?
Geralmente é quando estou desenhando de bobeira sem pensar em nada, em algum caderninho, num papel qualquer.

Também gosto de desenhar em bananas.

 

E ovos.

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Perdendo os parafusos

“Cadê o juízo do menino?” / Tino Freitas (texto) e Mariana Massarani (ilustrações)


O livro Cadê o juízo do menino?, recém-lançado, é o novo trabalho da Mariana com a Brinque-Book.

Os parafusos apertam bem apertadinho o juízo no lugar e impedem o cérebro de fazer pequenas –e grandes confusões. Mas, nesse dia, o menino acordou sem o seu e já foi fazendo trapalhadas. Penteou o cabelo com a escova de dentes, passou manteiga na maçã, foi para a escola de pijamas e assistiu a aula de cabeça para baixo, imagine só!

Onde será que ele deixou o parafuso? Ao longo do livro, rimado e repleto de repetições, que tornam a leitura ainda mais convidativa para os pequenos leitores e ouvintes, as belas imagens de Mariana Massarani viram uma brincadeira à parte, que começa depois que Tino Freitas escreve o (primeiro) “fim”. Quem será que vai achar o juízo do menino?

Em sala de aula ou em casa
O livro trabalha, de forma lúdica e divertida, com questões complexas, como o autocontrole, o que fazer em diversas situações corriqueiras do cotidiano das crianças, convenções sociais, flexibilidade x rigidez e o que arte tem a ver com isso. O que é ter juízo?

Além dessa questão, é interessante conversar com as crianças sobre outra ideia de que trata o livro: parafuso um pouquinho frouxo pode ser bom. Quando e como pode ser bacana “parafuso frouxo”? As crianças conhecem alguém que possa se enquadrar nessa “categoria”? Arte solta ou aperta os parafusos? Às vezes é legal relaxar um pouco as regras e fazer coisas diferentes, esquisitas, inusitadas? As crianças já perderam um parafuso? O que aconteceu?

Vale estimular relatos por desenhos, narrativas orais, pinturas, danças… Que tal soltar o parafuso um pouco na hora de tratar do tema?

Quem se animar, pode contar para a gente aqui nos comentários quando e como gosta de afrouxar os parafusos. E seus aniversários? Que cor tinham?

 


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