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Literatura na escola: livros para divertir, brincar e formar leitores

06/10/2020

Quando falamos em formar leitores na escola, geralmente o que vêm à nossa mente são aulas estruturadas, propostas de leitura, livros obrigatórios, às vezes até provas ou verificações de leitura.

Será que “só” isso dá conta de formar leitores?

Em 12 de outubro, se comemora o Dia Nacional da Leitura. Uma boa data para refletir sobre o tema, não é? 😉

Leitor para a vida é leitor que lê por prazer, por diversão. Bora brincar o livro? Imagem: O livro de Lívio, de Hrefna Bragadottir

“Ler é um direito de cada cidadão, não é um dever”, nos diz Ana Maria Machado em seu livro Como e por que ler os clássicos universais desde cedo.

Quer dizer: livro é prazer, não obrigação. Tem de ser daquelas coisas que nos apaixona, que fazemos por prazer — ou não seremos, de fato, leitores, apenas cumpridores do dever de ler 😉

Claro que temos, na escola, um currículo, livros que apoiam esse currículo, obrigações, avaliações. Mas como apaixonar seus alunos para que eles leiam para além do livro obrigatório — dentro e fora da escola?

Pra formar leitores

Se o prazer da leitura é a chave para formar leitores para a vida, um primeiro passo nesse sentido é retomar e redescobrir o seu próprio percurso leitor. Como você começou a ler? Como descobriu que ler poderia ser divertido?

Essa sua jornada pode servir — e muito — para te ajudar a encontrar o jeito, o formato, as obras para oferecer às crianças. Vamos deixar aqui embaixo três conversas com autores muito especiais contando como se formaram leitores:

Dia do Livro: para Marina Colasanti, não haveria leitores sem livros para crianças

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Crianças e histórias: folclore e oralidade na formação leitora em sala

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Como se traduz um livro? Alexandre Boide conta para a gente neste bate-papo

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Mais dicas? Separamos 3 ideias práticas que podem ser úteis para pensarmos o livro como objeto de prazer e paixão — e não de obrigação.

E para, com isso, convidarmos os pequenos a lerem com e por prazer! 😉

1) Compartilhe os livros de que você gosta

Como apaixonar alguém por livros dos quais não gostamos? Impossível, né?

Quais livros te emocionam, mobilizam, fazem rir, trazem memórias, dão aquele quentinho no coração?

Apresente essas obras aos alunos, conte por que gosta delas, compartilhe as memórias de sua infância leitora, convide quem quiser para ler as obras, emprestá-las, depois contar à turma o que achou.

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2) Monte uma biblioteca de sala

Que livros brincantes, prazerosos, mobilizadores você pode levar e deixar em sala, como um convite permanente ao prazer?

Essa pode ser uma estratégia incrível para que os livros sejam, eles mesmos, os formadores de leitor 😉

Vale pedir que as crianças tragam livros de casa para compartilhar com os amigos via biblioteca de sala. Que tal reservar um  momento em alguma aula para que os próprios alunos apresentem suas obras preferidas aos demais?

Os livros trazidos de casa podem ficar um tempo à disposição dos colegas.

Falamos um pouco mais sobre esse tema no post abaixo:

Formação leitora: descubra como e por que montar uma biblioteca de sala

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3) Crie comunidades leitoras

Lara Meana, a livreira espanhola que também é mediadora de leitura, formadora de mediadores e escritora, sempre diz que parte do prazer de ler é compartilhar o que é lido.

Por isso, é muito legal convidar as crianças para contarem o que estão lendo, o que querem ler. Em torno dessas obras, podem organizar pequenos grupos de leitura, de pesquisa, de trocas.

Uma outra ideia é convidar quem quiser a fazer pequenas resenhas sobre o que está lendo. Sempre como convite! Essas resenhas ou fichas podem ser assinadas e ficar disponíveis para interessados.

3 livros para brincar literatura

Sem ideia de livros para apresentar uma literatura divertida e prazerosa? Selecionamos aqui algumas obras na medida para isso:

1) Cadê o juízo do menino?

Autor: Tino Freitas
Ilustradora: Mariana Massarani
Temas: Humor / Convivência social / Cotidiano / Imaginação
Faixa Etária: A partir de 2 anos

Os parafusos apertam bem apertadinho o juízo no lugar e impedem a cabeça de fazer pequenas – e grandes – confusões. Mas, nesse dia, o menino acordou sem o seu e já foi fazendo trapalhadas. Penteou o cabelo com a escova de dentes, passou manteiga na maçã, foi para a escola de pijamas e assistiu à aula de cabeça para baixo, imagine só! Onde será que foi parar o parafuso?

>>Por que ler?

O livro é todo rimado e cheio de repetições bem ao gosto dos pequenos leitores e ouvintes. As belas imagens de Mariana Massarani são um convite a mais uma diversão, que reserva uma boa surpresa depois que Tino Freitas escreve o (primeiro) “fim”. Quem será que vai achar o juízo do menino? Na lista dos 30 melhores livros do ano da Crescer em 2010.

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2) Três tigres tristes

Autor: Fernando Vilela, Nina Barbieri
Ilustrador: Fernando Vilela
Temas: Pluralidade cultural / Conto / Animais / Tradição oral
Faixa Etária: A partir de 2 anos

“Um tigre, dois tigres, três tigres! Três tigres tristes listrados dos trópicos trafegavam num trator, enquanto traçavam três travessas com trocentos trigos trazidos de Trieste por triunfantes trovadores de trava-línguas!” Fernando Vilela e Nina Barbieri escreveram este divertido livro juntos. A ideia nasceu quando brincavam de falar rápido o famoso trava-língua dos tigres. Depois, resolveram continuar a história nos almoços diários. Para ilustrar o livro, Fernando usou lápis para desenhar, carimbo de borracha para fazer os coqueiros e o computador para colorir.

>>Por que ler?

Essa é uma história deliciosa para ler junto, em voz alta, entre crianças ou entre adultos e os pequenos leitores. Um trava-língua rimado, com uma história non sense, daquelas que a gente não para de rir. Ganhadora do selo Altamente recomendável, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

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3) A queda dos moais

Autoras: Blandina Franco e Patricia Auerbach
Ilustrador: José Carlos Lollo
Temas: Ficção em 29 tipos de texto (crônica, lista, mensagem virtual, gráfico e outros) / humor / curiosidades
Faixa Etária: A partir de 8 anos

Qual seria uma viagem dos sonhos? Os pais de Joaquim acham que é ir para a Ilha de Páscoa, conhecer os famosos moais. Já o garoto… Acha que vai pagar o maior mico! E, para ajudar, quando chegam no destino, as gigantes e misteriosas estátuas estão caídas, de cara no chão. Mas como?

>>Por que ler?

O trio de autores já nos contou que a ideia para essa obra surgiu de uma brincadeira! Esse clima irreverente aparece no livro todo, divertidíssima história sobre uma viagem bem diferente.

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E você? Como tem formado pequenos — grandes — leitores entre seus alunos?

 

 

 


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