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5 dicas de filmes, conversas e encontros para ver na “Ciranda de Filmes” deste ano, que começa hoje

23/05/2019

Começa hoje, 23/5,  a 5.a edição da Ciranda de Filmes, que apresenta, anualmente, um panorama temático da produção em cinema sobre crianças e infância. Neste ano, o tema é música, linguagem da vida, e os curtas e longas — a maioria, documentais — mostram a intersecção entre essa arte e a cultura de meninas e meninos em cantos tão distantes quanto grandes metrópoles, aldeias indígenas e países como a Islândia.

São cerca de 70 filmes, nacionais e estrangeiros, além de uma extensa programação de encontros, conversas e cursos com especialistas em áreas diversas, como a educadora e etnomusicóloga Lydia Hortélio, o neurocientista Mauro Muszkat e a musicista Teca Alencar de Brito. A mostra abriga a estreia de Amazônia Groove (Documentário, Brasil, 2018, 84 minutos, 14 anos), de Bruno Murtinho, uma viagem ao Pará amazônico, registrando sons e culturas ancestrais locais, ainda potentes e reveladoras do jeito se ser e sentir daquela região.

Mapa de exploração

Nesta edição, a programação vem com um mapa de exploração temático, que sugere não apenas filmes e eventos da Ciranda, mas também outras artes e espetáculos que tenham relação com a temática. De exposição a livros, o mapa amplia as possibilidades de se aprofundar em assuntos como: resistência, infância, mestres, identidade, cura e escuta, entre outros.

Gratuita, a Ciranda de Filmes acontece de 23 a 26 de maio, no Espaço Itau de Cinema Augusta, em São Paulo. O Blog da Brinque separou cinco atrações imperdíveis — entre filmes, oficinas e encontros — e algumas dicas extras para aproveitar o melhor da mostra.

Filmes

1) Amazônia Groove, de Bruno Murtinho 
Documentário, Brasil, 2018, 84 min, 14 anos

24/5, às 18h, Sala 2

Cruzando a Amazônia paraense, Amazônia Groove revela artistas e tradições musicais que pulsam numa região pouco conhecida pelos próprios brasileiros. As extraordinárias vidas dos protagonistas e a intangível força do lugar estão em cada fotograma do filme. Tal força, fruto de antigas culturas, faz emanar uma sonoridade única, diferente de tudo que a maioria de nós já experimentou nos cinemas. A partir de seus artistas, o filme dá voz a uma parte fundamental do Planeta Terra, estendendo o olhar do Brasil e do mundo para uma quase desconhecida tradição musical que tanto tem a nos revelar. A sessão será seguida de conversa com o diretor.

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2) Grandma Lo-Fi: the basement tapes of Sigrídur Níelsdóttir, de Orri Jónsson, Kristín Björk Kristjánsdóttir e Ingibjörg Birgisdóttir
Documentário, Islândia, Dinamarca, 2011, 62 min, 10 anos

23/4, às 15h30, Sala 1
26/5, às 17h, Sala 2

Na tenra idade de 70 anos, ela começou a gravar sua própria música diretamente da sala de estar. Sete anos depois, ela tinha 59 álbuns com mais de 600 canções – uma imensa e excêntrica mistura de composições cativantes com brinquedos, percussão com utensílios de cozinha e teclados Casio. Sigridur Nielsdottir é o nome dela e em pouco tempo tornou-se uma figura cultuada na cena musical islandesa, representada aqui por seus jovens aprendizes Mugison, Mum e Seabear. 

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3) Nixpu pima – Rito de passagem Huni Kuin, de Pãteani Huni Kuin
Documentário, Brasil, 2015, 31 min, 10 anos

25/5, às 13h15, Sala 2

Desde criança eu via meu pai sair de casa para estudar. Não sabia o que ele estava fazendo. Via ele entrevistando os mais velhos. Minha mãe me disse então que ele queria fazer festa de batismo tradicional huni kuin. Eu fiquei como cineasta da minha aldeia, só eu de mulher huni kuin cineasta. Meu pai fez a pesquisa dele, apresentou na universidade. Fez projeto para realizar Nixpu pima. Ele queria que eu registrasse para o povo aprender. 

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Encontros 

4) Lydia Hortélio

Hoje, às 18h
É preciso retirar senhas a partir das 17h

A etnomusicóloga e educadora conversa sobre Música da Cultura da Infância. A pesquisa de Lydia, desenvolvida no Brasil, na Alemanha e na Suíça, recolheu exemplares de músicas, cantigas e brinquedos cantados do sertão e da área rural brasileiras. Para a pesquisadora, que já lançou ao menos três CDs com sua coleta, dois livros e é dona ainda de um vasto acervo de fotos e registros em diversas mídias, a música, a dança e o brincar são fundadores da cultura e da identidade. As crianças — “que têm a alma na frente” — produzem cultura em seus brinquedos, pois criam e vivem em inteireza, ou seja, com ação, pensamento e desejo em sintonia, em realização.

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5) Therezita Pagani

24/5, às 14h30 – Sala 3

Após a exibição de Música na Te-Arte (direção: Fernanda Heinz Figueiredo; documentário, Brasil, 2012, 20 min.) Small Things, Big Things (direção: Saumyananda Sahi; documentário, Índia, 2014, 67 min.), a idealizadora e fundadora da Te-Arte, primeira escola democrática brasileira, que reúne até 75 crianças em seu quintal, em São Paulo, para aprender, brincar, pesquisar, tudo permeado por muita arte e natureza, conversa sobre sua experiência.

Veja aqui as sinopses dos filmes exibidos nesta sessão.

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Para ver com os pequenos

-Sessão ComKids 

25/5, às 14h – Sala 1

A sessão reúne diversos curtas, a maioria de animação, nacionais e internacionais — Argentina, Espanha, China e Lituânia, entre outros, estão representados nessa cuidadosa curadoria:

João, o galo desregulado, de Camila Carrossine e Alê Camargo (animação,Brasil, 2013, 10 min.);  O menor homem do mundo (El Hombre más chiquito del mundo), de Juan P. Zaramella (animação, Argentina, França, 2016, 1 min.); Sabaku,
de Marlies van der Wel (animação, Holanda, 2016, 3 min.); O menino e o ouriço (El niño y el erizo), de Marc Riba
e Anna Solanas (animação, Espanha, 2016, 3 min.); Gatos e cachorros (Gatos y perros), de Jesús Pérez (animação, Bolívia, Suíça, 2016, 6 min.); O rapto (El rapto), de José Luis Jiménez Diáz (animação, Colômbia, 2016, 8 min.); Dente de leão (Diente de león), de Jorge Bellver (animação, Espanha, 2016, 7 min.); Cassippeia (Cassiopea), de Paulina Urreta (ficção, México, 2017, 18 min.); As criaturas de Leonor (Leonor’s lullaby), de Quentin Paquignon (animação, China, 2016, 5 min.); Luzes caminhantes (Running lights), de Gediminas Siaulys (animação, Lituânia, 2017, 11 min.).

Veja aqui as sinopses dos filmes exibidos nesta sessão.

-Papageno, de Lotte Reiniger
animação, Alemanha, 1935, 11 min

24/5, às 17h – Sala 1

Essa obra-prima da diretora alemã é de 1935 e conta a história do caçador de pássaros Papageno, personagem da ópera A Flauta Mágica, de Mozart. Além da trilha sonora — toda extraída da obra clássica do compositor austríaco –, o curta é imperdível por ter sido todo feito a partir do teatro de sombras. Lotte recortava seus personagens em papel para depois animar a sombra que projetavam. Um primor!


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