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19 de abril – Dia do Índio e a cultura indígena no cotidiano escolar

19/04/2018

“O que sabemos sobre os povos originários? Quantos povos indígenas existem no Brasil? Quantas línguas são faladas? Qual história nos foi contada? O que conhecemos sobre as músicas, as artes e os mitos desses povos indígenas? Como incluir a diversidade cultural indígena no cotidiano escolar?”

Esses são apenas alguns dos questionamentos que o Estúdio Mawaca – espaço cultural em São Paulo para quem procura ampliar seu repertório cultural e vivenciar a diversidade cultural do mundo, além de sede do grupo Mawaca – traz para sua Semana dos Saberes Indígenas, que ganha aqui no Blog da Brinque uma pequena apresentação no dia de hoje, 19 de abril, o Dia do Índio.

Falar sobre a cultura indígena no cotidiano escolar, tema tão abrangente, é um desafio que jamais poderia ser concluído em apenas um texto. No entanto, o Blog da Brinque pensou que falar um pouco sobre isso, através de pesquisadores, estudiosos e profissionais comprometidos com a cultura indígena, seria um caminho para apresentar fontes confiáveis e respeitosas, colaborando, então, para que os professores (e também os pais) saíssem desse post interessados em conhecer a nossa história, com desejos de saber mais sobre a diversidade do nosso País.

A seguir, vamos mostrar uma pequena seleção de projetos, ideias e iniciativas que conhecemos e que merecem ser compartilhadas e pesquisadas por todos que trabalham com a Infância ou convivem com as crianças. O Mawaca, que abre essa matéria, nos convida com o vídeo abaixo a mergulhar em seu projeto e nos demais:

1. GRUPO E ESTÚDIO MAWACA

Como vocês viram, o documentário do projeto Cantos da Floresta é apenas uma das pesquisas do Mawaca. Para quem quiser saber mais, a visita ao Estúdio é um ótimo começo. Por falar nisso, três eventos estão sendo organizados para o sábado, dia 21:

E para comemorar os 23 anos de carreira, o grupo fará um grande show no Auditório Ibirapuera, em 20 de maio. Basta clicar aqui para saber mais.

2. VÍDEO NAS ALDEIAS

O Vídeo nas Aldeias, fundado por Vincent Carelli, é um projeto que surgiu em 1986 como uma iniciativa precursora de produção audiovisual, no apoio das lutas indígenas e fortalecimento de suas identidades e patrimônios. Do centro de produção que registra a realidade dos povos indígenas no Brasil e forma cineastas indígenas há mais de 30 anos, com suas oficinas, agora o VNA acaba de anunciar uma plataforma onde é possível alugar ou comprar todo seu catálogo.

“Por meio deste link, é possível assistir a 88 filmes, em streaming ou por download, e que podem ser comprados ou alugados por uma semana. Até então, os vídeos eram distribuídos em DVD mas, segundo Carelli, o streaming permite ampliar o acesso ao material”, diz a matéria no site do Instituto Socioambiental, o ISA, outra grande fonte para educadores e famílias. Por falar nisso, fica a dica do Mirim – Povos Indígenas do Brasil para quem quiser navegar com as crianças e aprender muito.

Além da plaraforma “on demand”, o site do Vídeo nas Aldeias – VNA traz uma série de imagens, textos, depoimentos e notícias sobre o trabalho e a cultura indígena. É, certamente, um recurso excelente para a sala de aula!

3. VIA DOS SABERES, COLEÇÃO EDUCAÇÃO PARA TODOS (MEC)

No site do Ministério da Educação, o MEC, há uma série de publicações interessantes que servem como registro e apoio aos educadores. Foi ali que entramos um livro organizado por Gersem dos Santos Luciano – Baniwa, lançando em 2006 para integrar a série Vias dos Saberes, desenvolvida pelo Projeto Trilhas de Conhecimentos: o Ensino Superior de Indígenas no Brasil / LACED – Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento / Museu Nacional – UFRJ, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad).

Em oito capítulos distribuídos por 226 páginas – clique aqui para baixar a publicação -, estão textos de referência que ensinam sobre termos, organizações sociais e culturais, movimentos de resistência, cidadania, meio ambiente, diversidade, educação, saúde e economia, entre outros temas. Mas, acima de tudo, ensinam sobre as contribuições dos povos indígenas para o Brasil e o mundo.

“Esperamos contribuir não só para difundir as bases conceituais para um renovado conhecimento da sociodiversidade dos povos indígenas no Brasil contemporâneo, como também para fornecer subsídios para o fortalecimento dos estudantes indígenas no espaço acadêmico, e tornar mais complexo o conhecimento dos formadores sobre essa realidade e sobre as relações que se estabelecem no convívio com as diferenças culturais. Finalmente, esperamos que a sociedade aprofunde sua busca pela democracia com superação das desigualdades sociais”, diz o texto de abertura escrito por Ricardo Henriques, na época Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad/MEC).

Para educadores ou famílias, é só clicar e ler. Vale escolher um capítulo de maior interesse e desdobrar a leitura com outros materiais disponíveis no site do ISA, por exemplo.

E para o assunto não se perder, saiba que em breve nós iremos contar no Blog da Brinque sobre um kit pedagógico (de brinquedos indígenas) e uma exposição prevista para junho deste ano no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, o MAE.

Por fim, uma campanha que nos mostra que o que define um indígena é sua essência, e não a roupa que ele veste. Com a tag #MenosPreconceitoMaisÍndio a gente se despede desse post, esperando que o conhecimento esteja apenas começando (ou se renovando).

 


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