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Livros bacanas para falar de empatia com os pequenos leitores

04/07/2019

Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro e de ver e sentir o mundo com os olhos dele. É uma habilidade essencial para as relações, baseada no acolhimento e no respeito. Além de ser uma característica muito bem vinda para a construção de um mundo mais justo e inclusivo, ser empático fortalece nossa habilidade de lidar com uma realidade cada vez mais complexa, diversa e simplesmente desafiadora.

Ilustração Jordi Sempere no livro Eu sou uma noz

A pedagoga e premiada autora Michelle Borba publicou, no ano passado, um livro cujo tema é justamente empatia. Em sua nova obra -ela tem dezenas delas sobre temas relacionados à autoestima e educação-, escreve sobre o tema apresentando inclusive  pesquisas que mostram a empatia como promotora de bem-estar e saúde nos pequenos que têm essa habilidade desenvolvida.

Todos nascemos capazes de cuidar e de nos preocupar com os outros. Boa parte dessas habilidades serão desenvolvidas ao longo da vida, especialmente durante a infância. Mas já é possível identificar nos bebês -quando choram porque outro nenê está chorando, por exemplo- sentimentos precursores da empatia.

Muitas habilidades são aprendidas a partir do exemplo, da relação do adulto cuidador com a criança, das oportunidades de observar o outro, dos limites e conversas estabelecidos pelos pais. Empatia não foge à regra. Exemplo, limite e relação com pessoas diversas de si desde pequeno são bons caminhos para ajudar os pequenos a serem empáticos.

A literatura pode ajudar muito nesse processo. De acordo com um estudo das universidades de Hashemite, na Jordânia, e de Chicago, nos Estados Unidos, a leitura frequente para crianças foi capaz de aumentar a preocupação empática e a generosidade entre as crianças ouvintes do projeto literário observado na pesquisa.

Ilustração de Carolina Rabei em Nhac!

Segundo outro levantamento, adultos leitores de ficção são mais empáticos que aqueles que preferem outros tipos de leitura.

Blog da Brinque selecionou três livros do catálogo das editoras Brinque-Book Escarlate que podem render boas conversas, inspirações e reflexões sobre esse tema. O que as crianças sentem quando conhecem outras crianças diferentes? Como falar de temas delicados e apresentar aos pequenos realidades diferentes e meios de se relacionar com elas? O que é ser empático, afinal? Eis aqui uma seleção de títulos que pode ajudar a ampliar a sensibilidade e a compreensão desses temas.

1) Eu sou uma noz! 

Beatriz Osés (texto) e Jordi Sempere (ilustrações)
Tradução: Alexandre Boide
Editora Escarlate
A partir de 8 anos

Omar “cai” no quintal de uma advogada, vindo de um lugar longínquo, num barco-noz que naufragou. Sua tarefa: sobreviver e convencer um juiz de que por ser uma noz, precisa ficar com Marinetti, uma advogada solitária que deseja cuidar dele. Refugiado, decide fazer o que precisa -inclusive “assumir a identidade” de uma castanha” – para ter o direito a uma nova família. Sobrevivendo, Omar traz uma nova vida também aos vizinhos de sua nova cidade. O livro delicado, tocando, profundo, trata de um tema tão inquietante quanto atual, mostrando, com muita poesia e afeto, o absurdo da realidade enfrentada por muitos meninos e meninas vítimas de conflitos. 

>>Leia aqui uma resenha desta obra.

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2) Nhac!

Carolina Rabei
Tradução: Gilda de Aquino
Editora Brinque-Book
A partir de 2 anos

Nesta fábula divertida, um porquinho da índia que não queria compartilhar sua comida aprende, pela amizade, o que significa colocar-se no lugar do outro. De forma lúdica e divertida, os pequenos leitores vão percebendo esse exercício de cuidar das necessidades daqueles que amamos. Uma obra leve e, ao mesmo tempo, profunda.

>>Confira uma resenha deste livro aqui.

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3) Uma família é uma família é uma família…

Sara O’Leary (texto) e Qin Leng (ilustrações)
Tradução: Gilda de Aquino
Editora Brinque-Brinque-Book
A partir de 4 anos

Instados a contar sobre suas vidas familiares pela professora, cada uma das crianças da sala de aula dessa obra destaca uma característica marcante e afetiva de suas famílias. Nas entrelinhas, enquanto contam rotinas ou hábitos, hobbies ou profissões, as crianças revelam também que cada família é diferente: uma tem um pai, uma mãe e muitos filhos; outra, tem duas mães; outra ainda, dois pais; uma terceira é formada por crianças e avó e tem também aquela em que pai e mãe vivem separados. Mas, ao final do relato, percebe-se que o que define mesmo família é o amor. Uma boa forma de mostrar aos pequenos que somos diversos e iguais.

 

 

 


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