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Ideias e livros para inspirar sua família por um caminho com menos plásticos

30/07/2020

Já ouviu falar em Julho sem plástico? Esse é um movimento internacional, que começou em 2011, com o objetivo de conscientizar as pessoas e levar a uma mudança de atitude em relação ao jeito como consumimos e também descartamos o plástico.

Plástico? Só se for pra virar luneta, foguete, microfone 😉 Imagem: A garrafa, de Patricia Auerbach

De acordo com estimativas da ONU Meio Ambiente, se mantivermos nosso uso e consumo desse material da forma como fazemos hoje, em 2050 haverá mais plástico do que peixe nos oceanos.

Pode parecer que 2050 está longe, mas quantos anos seus filhos ou netos terão daqui a apenas 30 anos? E você? Quantos anos terá?

Como vamos viver em um mundo em que a principal fonte de oxigênio — e uma das principais fontes de alimento — poderá estar completamente tomada por um poluente que não se sabe quanto tempo leva para se degradar?

A gente precisa pensar nisso. Vamos juntos e juntas?

Trouxemos para este post algumas dessas reflexões sobre esse tema tão urgente:

  • vamos mostrar todos os tipos de plásticos que usamos no dia a dia e os dados que mostram quanto descartamos desse tipo de material;
  • também damos 5 dicas de como começar — ou aprofundar — uma rotina de recusa do plástico ou diminuição de seu uso;
  • trazemos 3 livros inspiradores que tratam do tema da ação humana na natureza para ler com os pequenos leitores.

 

O lixo nosso de cada dia

Pode parecer que um canudinho aqui, uma sacolinha acolá, uma esponja de louça mais ali não fazem mal a ninguém, não é mesmo?

O problema é que fazem, sim. Um convite que a gente tem visto pela internet, nesse assunto do #julhosemplástico, é na verdade um desafio para que se observe o quanto de lixo plástico a gente produz em um período: um dia, uma semana…

Topa observar seu lixo? O que tem lá de plástico e quanto?

Segundo um estudo conduzido pela WWF Brasil — que você pode ler aqui –, nós, brasileiros e brasileiras, produzimos nada menos que de 4 a  5 quilos de lixo plástico por mês! Somos o quarto maior gerador desse tipo de rejeito no planeta!

Não é só a sacolinha

Já notou tudo o que você consome e descarta que é feito de plástico? Não são só as sacolinhas descartáveis…

Na cozinha, temos o plástico filme nos alimentos, potes plásticos de manteiga, cream-cheese ou requeijão, embalagem dos frios, do leite, dos iogurtes…

O mar talvez se torne habitat de plástico — não mais de peixes. Imagem: Amélia e o peixe, de Helga Bansch

Sem falar nas embalagens de produtos de limpeza e na esponja de louças, que vai acabar indo pro lixo uma hora, certo?

E no banheiro? Shampoo, condicionar, cremes variados, desodorantes, sabonete líquido, aparelho de barbear, touca plástica, esponja, haste flexível de ouvidos, escova de dentes… Tudo isso é feito de plástico ou vem dentro de embalagens plásticas que vão para o lixo!

Boa parte do plástico, infelizmente, continua por aí depois que a gente “joga fora”: o Brasil recicla apenas 3% do lixo produzido, como mostra essa reportagem aqui.

Sem plástico em 5 dicas

Por isso, o caminho não é apenas separar o lixo, mas também diminuir o uso de plástico! Parece difícil e complicado, mas vamos dar aqui algumas dicas — para os iniciantes e para os iniciados  — de como diminuir bastante, de acordo com a sua possibilidade, a produção de lixo plástico.

1) Trocar embalagem descartável por permanente

A gente já começou fazendo isso trocando as embalagens descartáveis em supermercados, farmácias, empórios pelas retornáveis. Mas ainda dá para melhorar nesse quesito.

>>Fácil:

Por exemplo: há embalagens retornáveis projetadas para a gente levar na feira e nos supermercados e carregar as frutas, verduras e legumes, deixando para trás esse tipo de sacola plástica também.

>>Intermediário:

Outra ideia é levar um recipiente próprio, de casa, para as padarias e açougues. Assim, você não traz frios e carnes em bandejas de isopor com plástico filme. Que tal?

Já em casa, vale a pena trocar o filme plástico, que embala as sobras, por panos que fazem o mesmo papel. Já há bastante opções de panos encerados — sim, feitos com cera de abelha — que são reutilizáveis e próprios para tampar aquele pote sem tampa que precisa ir para a geladeira.

>>Avançado:

Quer dar um passo além? Que tal a compostagem? Esta é uma forma de dar uma destinação ao lixo úmido, que vai virar adubo e deixar para o descarte apenas o lixo seco.

Desse modo, você pode usar embalagens de papel ou até jornal para forrar os baldes de lixo, uma vez que só vai descartar ali o que é seco. Deixa de comprar sacolinhas plásticas de lixo, olha que bacana!

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2) Substituir utensílios de plástico dentro e fora de casa

Canudinhos, copos descartáveis, embalagens descartáveis… A gente não precisa de nada disso.

>>Fácil:

Tanto em casa quanto fora, é possível ter um “kit lixo zero”, como diz a blogueira e especialista no assunto Cristal Moniz — que mantém um ótimo blog sobre o tema.

A ideia é levar com você o canudinho de metal, o copo retornável, um guardanapo de pano… E não aceitar esse utensílios descartáveis nos cafés, restaurantes, bares e etc.

A praia de Ludimila, que precisou de uma ajuda especial para ser despoluída. Imagem: Ludi vai à praia, de Luciana Sandroni (texto) e Eduardo Albini (ilustrações)

Quer mais ideias? Troque as esponjas — de louça ou de banho — por buchas vegetais. Sim, quelas que nossas mães e avós compravam na feira, lembra? Elas são naturais, esfoliantes, revigorantes e, descartadas, são 100% biodegradáveis!

As escovas de dentes podem ser substituídas por escovas de bambu ao invés de plástico. E mesmo os aparelhos de barbear descartáveis têm um substituto à altura: o bom e velho conjunto de barbear permanente, aquele que só se troca a lâmina.

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3) Troque embalagens de plástico por similares

Shampoo, cosméticos variados, cremes. Tudo em embalagem de plástico, certo?

>>Fácil:

Nem sempre! Há no mercado opções de cremes e desodorantes naturais em embalagem de vidro.

Para os cabelos, há shampoos e condicionadores em barra! Podem ser inclusive mais baratos, porque, em geral, duram mais lavagens.

Vale dar uma boa pesquisada nessas opções, ainda mais agora que está tudo ao alcance de um clique nas redes e que você não precisa ir até a loja do pequeno produtor, por exemplo, para ter acesso a esses produtos geralmente mais artesanais — mesmo quando industrializados.

>>Intermediário:

Outra ideia é comprar a granel. Isso principalmente no caso de alimentos (de arroz e feijão a especiarias e temperos). Algumas grandes redes de supermercados estão ampliando o sortimento desse tipo de produtos.

Nas cidades, tem crescido também o número de empórios que vendem a granel.

No interior, sempre tem uma vendinha que faz esse serviço 😉

>>Avançado:

Ah, você quer uma experiência completa? Claro! Lembra que falamos do blog da Cristal Muniz? Bom, a blogueira que difundiu a ideia de “lixo zero” por aqui faz quase tudo em casa!

Isso mesmo: de cosméticos a produtos de limpeza, ela faz tudinho, ela mesma, sozinha, usando alguns poucos ingredientes. Além de não consumir plásticos, ela avisa que economiza!

E dá as receitas no blog, vem cá dar uma olhada!

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4) Não usar cosmético com esfoliante químico

Essa é uma dica simples e única: cosméticos com esfoliante químico é feito com partículas de um tipo de plástico. Evite.

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5) Reutilizar e destinar adequadamente

Mesmo depois disso tudo, é possível que ainda sobre uns quantos plásticos escondidos por aí.

Nesse caso, o ideal é ver algo pode ser reaproveitado: para guardar um novo produto, para virar brinquedo ou utensílio de exploração das crianças, para se transformar num foguete ou nave espacial…

Caso vá mesmo para o lixo, separe do úmido para fazer o descarte adequado, junto com o material reciclado. É importante que as embalagens estejam limpas e secas.

Se houver coleta seletiva na sua cidade, bairro, rua, ótimo!

Se não, você pode procurar uma cooperativa que receba o material ou postos de coleta.

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Três livros inspiradores sobre mares e meio ambiente

A arte, essa danadinha, sempre mostra caminhos e nos conecta com ideias, possibilidades, inspirações, não é mesmo? E faz isso pela via do afeto, não da razão.

Separamos aqui três livros maravilhosos para nos fazer refletir  — juntos com filhas e filhos, alunos e alunas, netas e netos — sobre esse tema da nossa relação com a natureza. Bora lá?

1) A garrafa

Autora: Patricia Auerbach
Ilustradora: Patricia Auerbach
Temas: Livro de imagem / Imaginação / Reciclagem / Brincadeiras
Faixa etária: A partir de 2 anos

À primeira vista, parecia uma garrafa vazia e nada mais. Mas foi só olhar de pertinho para ver quantas brincadeiras cabiam ali! Nesse livro de imagem, a garrafa de plástico deixada na pia da cozinha se transforma em objeto de observação pelos olhos de uma criança muito curiosa.

>>POR QUE LER: Que tal nos inspirar na imensa criatividade dessa personagem? 😉

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2) Amélia e o peixe

Autora / Ilustradora: Helga Bansch
Tradutor: José Feres Sabino
Temas: Defesa dos animais / Amizade / Respeito às diferenças
Faixa Etária: A partir de 3 anos

Em seu primeiro dia à beira-mar Amélia se sente intimidada pelo novo ambiente: as ondas e o cheiro da maresia a deixam um pouco desconfortável.

>>POR QUE LER: A súbita aparição de um simpático peixinho, que se transforma num colega de brincadeiras, deixa-a mais à vontade, mas quando a menina decide tomar o peixe para si, precisa aprender os limites e as diferenças entre afeto e posse.

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3) Ludi vai à praia

Autora: Luciana Sandroni
Ilustrador: Eduardo Albini
Temas: Meio ambiente / Relacionamento familiar / Defesa dos animais
Faixa Etária: A partir de 8 anos

Ludimila estava em casa, entediada, sem a menor vontade de fazer lição ou contar à mãe, jornalista, que Ludi estava em recuperação justo em Português. Foi então que uma estranha brisa soprou pela janela, trazendo consigo uma vontade incontrolável de ir à praia do Flamengo. Mas, bem no instante em que a menina pisa a areia, uma onda enorme aparece.

>>POR QUE LER: Engolida pelas águas, Ludi – ou a Marquesa dos Bigodes de Chocolate – se viu no Fundo da Baía de Guanabara com uma missão: despoluir o reino dos peixes junto com o Zé do Polvo, a Dona Concha, o Tatuí e o Rei Barbatano.

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E você? Conte nos comentários o que tem feito para diminuir o uso de plástico por aí.


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