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Amor paterno: como criar memórias de pai para filho em 7 dicas e 3 livros

05/08/2021

Há algum tempo atrás, os homens ficavam totalmente à margem da criação dos filhos, o que era um prejuízo para a família toda. Mulheres sobrecarregadas e impossibilitadas de viver uma carreira, crianças sem um vínculo afetivo importante com os pais e homens privados de viver as delícias -e aprender com os desafios- da paternidade.

Dia dos pais criar memóriasO bacana é que é no dia a dia que a gente cria vínculos e memórias. Imagem: Só mais cinco minutos,de Marta Altés

Essa realidade vem mudando, ainda bem!, e esse “novo pai” está mais inserido no dia a das crianças, espaço onde efetivamente se criam as nossas principais memórias -as mais queridas, que vamos contar para os nossos filhos, nos reconhecendo tanto neles quanto nos nossos pais, com quem vivemos essas experiências memoráveis.

Quando as crianças são pequenas, é um momento para criar memórias com os filhos, daquelas que vão ficar para sempre na lembrança! A memória é afetiva! E isso com impactos muito positivos na autoestima dos pequenos. Como tem sido sua experiência de paternidade – ou a do seu companheiro?

Memórias e amor de pai para filho

A gente sempre diz que o maior presente é a presença. Isso vale muito para relação de pais e filho, não é mesmo? Pensando nisso, listamos abaixo 7 dicas-inspirações-ideias para você, pai, criar mais e mais memórias com seus pequenos e suas pequenas.

1) Esteja no dia a dia – e curta essa relação

A pediatra Emmi Pikler, que se tornou também educadora e é considerada uma das principais teóricas da Educação Infantil, dizia que são os momentos de cuidados diários os mais importantes para criar aquele vínculo com os bebês e as crianças pequenas.

Olhar nos olhos na hora da troca de fralda, o toque delicado e amoroso no corpo da criança, segurar com firmeza, dar um banho relaxante, rindo, brincando: tudo isso proporciona momentos afetivos, que serão base para todas as relações dos nossos filhos dali por diante. Forte, não?

Mesmo que os bebês não se lembrem racionalmente de que você trocava as fraldas dele, fazia gracinha na hora do almoço, saía diariamente com ele para passear e tomar sol, narrando as coisas da vizinhança, certamente esse carinho e esses momentos de confiança e alegria compartilhada estarão firmes no imaginário dele e na forma como ele vai sempre se lembrar de você.

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2) Compartilhe suas memórias

O que você viveu de mais bacana na infância? As crianças adoram ouvir nossos histórias, conhecer nossas memórias, rir com a gente daqueles momentos cômicos que vivemos em família, da viagem que não deu certo, mas rendeu histórias para contar, de alguma trapalhada do avô ou da avó…

Mostre fotos, conte como se sentia naquelas ocasiões, do que gostava de brincar na infância, qual era a sua sensação quando fez alguma coisa pela primeira vez. É mágico!

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3) Compartilhe seus gostos

Qual é a sua banda preferida? Já colocou pra tocar em alto e bom som no Spotify pra ouvir com as crianças na cozinha enquanto assam um bolo ou preparam uma refeição?

Seus filhos sabem qual sua cor favorita? Já contou a eles daquele dia em que você leu pela primeira vez aquela HQ que você adora até hoje?

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4) Mostre filmes de infância

Isso é uma delícia, não é? Rever aqueles filmes dos anos 80, 90, que marcaram a nossa geração e que nos fizeram rir ou fugir de medo, mesmo sabendo que era só de mentirinha?

Esses momentos nos aproximam das crianças, porque estamos ali, nós mesmos meio criança de novo, revivendo momentos que foram importantes para nós quando tínhamos a idade deles. A paternidade e a maternidade é um pouco como um túnel do tempo mesmo, que nos leva direto à nossa própria infância.

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5) Faça refeições juntos

Outra dica deliciosa, literalmente. Sempre que puder, tome café da manhã, almoce e jante com as crianças. Geralmente é ao redor da mesa que trocamos ideias, confidências, contamos como foi nosso dia ou quais os planos temos para o dia que vai começar.

Conte os seus e ouça os deles. Ouça, nesse momento, na condição de ouvinte mesmo, ou seja, não no papel de quem precisa organizar, aprovar, controlar. Troquem. Quer maior momento de vínculo do que esse, do que as trocas?

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6) Aproveite os momentos de ócio

Sabe aqueles momentos em que estamos à toa? Sim, são poucos! Mas eles existem! Aproveite para fazer alguma coisa com as crianças. Escolha com eles algo que agrade a todos e todas.

Pode ser um jogo juntos, pode ser um passeio a pé pelo bairro, fotografando as cenas, locais e natureza que mais chamarem a atenção.

Pode ser ler embaixo das cobertas, tomar juntos um café na cama… Correr até a praia (lembrando de todas as precauções sanitárias e de não aglomerar!), ver TV.

Qual é seu hobby? Inclua as crianças nele!

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7) Ouça as crianças e se engaje em projetos delas

Se, por um lado, é bacana aproximar as crianças do seu hobby, não se esqueça de se engajar em hobbies e projetos delas também. Do que elas gostam? Pelo quê se interessam? O que elas gostam de fazer? O que anima o coração dos seus pequenos?

Entre de cabeça no mundo deles, sem reservas, e aproveite! Você se divertir, se surpreender e aprender um monte, além de ficar cada vez mais perto das memórias e do coração dos seus filhos e suas filhas.

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3 livros para celebrar o amor paterno

Não pode faltar uma boa lista de livros na hora de celebrar e criar memórias com os pequenos, certo? Nossa lista do coração vem a seguir, tomara que você aproveite! 🙂

Dia dos Pais criar memórias1) Só mais cinco minutos

Autora / Ilustradora: Marta Altés
Temas: Passagem do tempo / Cotidiano / Paternidade
Faixa Etária: A partir de 2 anos (leitura compartilhada) / A partir de 6 anos (leitura independente)

Os pais sempre dizem: “nós não temos tempo!”, “estamos atrasados”, “precisamos correr!”. Mas será que isso é verdade? Porque as crianças sempre têm tempo! Tempo de pular na poça de água, tempo de fazer aquela pergunta desconcertante, tempo de reparar nas borboletas, folhas, gravetos, formigas, céu, sol, lua. Tempo de brincar e de fazer novos amigos. Por que o tempo dos adultos é diferente do tempo das crianças? Neste livro divertido, a premiada autora e ilustradora espanhola Marta Altés, de obras como Não! e A macaquinha, nos convida a conhecer a rotina de um pai sempre sem tempo e de seus dois filhos, que encontram um tempinho para tudo. O que o olhar das crianças pode nos ensinar?

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2) A árvore magnífica

Autor: Nick Bland
Ilustrador: Stephen Michael King
Tradutora: Gilda de Aquino
Temas: Meio ambiente / Conto / Humanos / Criatividade / Relacionamento familiar / Dia da Árvore (21 de Setembro) / Respeito às diferenças
Faixa Etária: A partir de 2 anos

Bia e Papai adoram os pássaros e gostariam de conviver mais com eles. Mas, para isso acontecer, vão ter de colocar em prática uma ideia muito especial… Bia e papai estão estourando de ideias. As ideias de papai são grandes e corajosas e as de Bia são simples e bem pensadas. Quando os dois decidem construir algo para atrair os pássaros, vão ter de juntar seus esforços para criar algo magnífico.

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3) O homem que amava caixas

Autor e Ilustrador: Stephen Michael King
Tradutora: Gilda de Aquino
Temas: Ética / Conto / Humanos / Brincadeiras / Criatividade / Dificuldade de expressão / Relacionamento familiar / Amor / Dia dos Pais (2º Domingo de Agosto) / Respeito às diferenças
Faixa Etária: A partir de 2 anos

O Homem que Amava Caixas conta a história de um homem que era apaixonado por caixas e por seu filho. O único problema é que, como muitos pais, ele não sabia como dizer ao filho que o amava. O autor Stephen Michael King já contou que essa obra é inspirada em sua relação com o próprio pai.

Stephen Michael King encontra leitores: “o desenho é minha primeira linguagem”

 

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E você? O que tem feito para manter trocas mais afetivas com as crianças?

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