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Crianças grandes também gostam de ler e ouvir histórias

22/07/2019

Um dos enganos mais comuns que nós adultos cometemos quando falamos de literatura para pré-adolescentes é supor que, nessa faixa etária, não se lê, não se gosta de ler ou só se lê por obrigação. Segundo o levantamento Retratos da Leitura no Brasil, no entanto, 86% dos jovens entre 11 e 13 anos são leitores.

A princesa e o gigante, de Caryl Hart (texto) e Sarah Warburton

E mais um dado que desdiz o senso comum: os mais jovens leem prioritariamente por prazer, por diversão, porque gostam — e menos por obrigação ou dever escolar. Os dados aparecem na mesma pesquisa, cuja edição mais recente é de 2016, e foi analisado com cuidado em um texto do professor da Unesp e pesquisador do tema João Luís Ceccantini.

Em seu artigo, publicado com a pesquisa, Ceccantini mostra que nada menos que 58% dos leitores que têm entre 11 e 13 anos declaram ler por “gosto” ou “distração” e apenas 37% leem por “obrigação”. Entre os ligeiramente maiores – de 14 a 17 anos -, 48% leem por prazer.

Não são poucos os que gostam de ler, portanto, entre os mais jovens, contrastando com o percentual da população em geral: nesse recorte, apenas 40% recorrem aos livros por prazer.

Por que ler para os jovens leitores

 

Todo esse interesse mostra que não é só para as crianças pequenas que devemos estar atentos na oferta de livros e na criação de uma rotina de leitura -mediada ou compartilhada.

Se por um lado os pais estão cada vez mais preocupados com a formação leitora das crianças e interessados em proporcionar acesso aos livros para os filhos desde bebês, por outro, às vezes a leitura para os filhos mais velhos é deixada de lado.

A princesa e o gigante, de Caryl Hart (texto) e Sarah Warburton (ilustração)

Seja porque, com a entrada das crianças na escola, o acesso aos livros se amplia e a família deixa de sentir-se tão responsável, seja porque alguns pais e mães acreditam que não precisam ou não devem ler para os maiorzinhos, já alfabetizados e autônomos ou independentes.

A escritora, mediadora de leitura e livreira espanhola Lara Meana, do coletivo Las Tres Brujas e da livraria El Bosque da la Maga Colíbri, um espaço acolhedor com um trabalho especial de formação leitora, pensa o contrário: adultos não precisam nem devem abrir mão da leitura mediada e compartilhada com as crianças mais velhas.

“Em primeiro lugar, [não se deve parar de ler para os filhos alfabetizados] por puro egoísmo: como perder esse momento cotidiano tão fantástico com seus filhos, quando pode deixar para trás os conflitos do dia para focar no que é importante de verdade, que é compartilhar histórias, risadas, aventuras e medos, quer dizer, tudo aquilo que cria vínculo entre nós?”, pergunta ela.

Luciana Conti, jornalista, mestranda em Literatura e autora do blogue Gato de sofá, sobre livros para crianças e jovens, é mãe de dois meninos, um de 12 e outro de 15. Ainda lê para o mais novo e, eventualmente, também para o mais velho. Foi descobrindo os livros para os pequenos enquanto lia para os seus e, apaixonada, acabou se dedicando a esse universo profissionalmente.

Cadê o juízo do menino?, de Tino Freitas (texto) e Mariana Massarani (ilustração)

Para ela, um pequeno leitor em processo de alfabetização não pode ser considerado fluente: mesmo que tenha dominado os códigos da língua escrita, o processo de leitura ainda é penoso para as crianças e continua assim até que sejam de fato leitoras maduras. Conti compara com adultos lendo em língua estrangeira. Há um período em que decodificar a língua dá tanto trabalho que as crianças não conseguem se envolver com a história e aproveitar o momento de prazer.

Além disso: ouvir histórias é uma delícia! Por que parar então?

Se o seu medo é que, se continuar lendo, seu filho ou filha não tomará gosto por ler autonomamente, fique tranquilo: Lara Meana ressalta que “ler para nossos filhos nos permite manter o interesse deles pela literatura enquanto alcançam uma autonomia leitora real”.

Como ler para – e com – crianças maiores e jovens leitores

 

Claro que, conforme os pequenos crescem, a dinâmica de leitura mediada e compartilhada entre pais e filhos muda muito. Em primeiro lugar, é preciso estar atento para o interesse que a criança ou o jovem demonstra em continuar a leitura mediada ou a leitura oral pelos pais. E também valorizar muito o que ela traz para ler – aliás, isso sempre, desde muito pequena.

Enquanto os filhos quiserem ouvir, leia para eles!

Em algum momento, no entanto, é provável que reivindiquem um espaço leitor independente, que não queiram mais que a leitura mediada seja a regra. Isso aconteceu com Luciana Conti e seu filho mais e velho e com Lara e um de seus filhos. É necessário, óbvio, respeitar esse espaço.

Mas mesmo nesses casos, é possível e desejável propor leituras compartilhadas. Por exemplo: a pedido do filho, Luciana leu para ele um trecho do livro A hora da estrela, de Clarice Lispector. “Eu gostei de ler, ele gostou de ouvir”.

Os Imaginários, de A. F. Harrold (texto) e Emily Gravett (ilustração)

O filho de Lara já pediu indicações de poesia, a filha propõe leituras à mãe para que, depois, conversem a respeito, e a família desenvolveu uma rotina leitora compartilhada:

1- Cada membro da família tem uma vez para escolher um livro de leitura compartilhada e sugerir que todos leiam para conversarem a respeito, coletivamente.

2- Uma vez escolhido o livro, cada um precisa dar uma chance à obra e ler ao menos uns quatro ou cinco capítulos para decidir se quer ou não seguir com a leitura. Se todos toparem, a leitura coletiva segue.

3- Direito ao veto garantido. Se não gostar da obra, depois desse período de “prova”, qualquer integrante da família pode vetar; os que gostaram mantém a leitura individual e outro livro é eleito coletivamente.

Assim, forma-se uma comunidade leitora, cria-se um espaço comum de experiência e pertencimento, que Lara coloca como uma das formas mais importantes e fortes de se fazer e manter leitor. Ceccantini, analisando os dados da já citada pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, também notou que a comunidade e o sentimento de pertença são importantes fatores de escolha de uma obra.

Conversar sobre obras que esteja lendo é outra forma de o adulto manter a relação com a experiência literária da criança e do jovem, dando o exemplo ao mesmo tempo em que abre mais um canal de conversa, diálogo e vínculo.

O aviso é apenas que esses momentos não sejam jamais de controle da experiência leitora dos filhos ou de qualificação ou crítica do que leem. Quanto mais horizontal for a troca, melhor.

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A seguir, confira a conversa que o Blog da Brinque manteve, por e-mail, com Lara Meana. A especialista já havia concedido esta outra entrevista, em 2017.

Lara Meana como e por que ler para jovens

A escritora e mediadora de leitura Lara Meana, em sua livraria El Bosque de La Maga Colibrí, na Espanha

“Defendo a necessidade de estabelecer tempos de leitura por prazer, tanto na escola como na família”, diz Lara Meana

 

De acordo com uma pesquisa de 2016 —  a mais atualizada que temos –, a faixa etária das crianças acima de 11 anos até os 18, fase escolar, é um dos grupos que mais lê no Brasil. Porém, apesar de lerem a maioria das obras por prazer, boa parte do que leem é por obrigação escolar ou por recomendação da escola. É possível formar leitores por obrigação?

As leituras obrigatórias no contexto escolar são um tema controverso no campo da mediação leitora. E, para mim, pessoalmente, também o é. É difícil defendê-las, porque, como leitora, odiava que na escola me obrigassem a ler determinados títulos. Não suportava o fato de que alguém decidiria por mim em que universo literário deveria submergir.

Aos dez anos, lia muitíssimo e obras muito variadas, desde O senhor dos anéis à série completa dos romances de Agatha Christie. E as leituras que a escola me impunha estavam muito distante de meu interesse, me pareciam simples e demasiadamente “educativas”.

Ler para nossos filhos nos permite manter o interesse deles pelos livros literários enquanto alcançam uma autonomia leitora real

 

Assim que, desde minha própria experiência como aluna, as leituras obrigatórias não contribuíram especialmente para a minha formação leitora. A questão nem é a obrigatoriedade em si, mas definir o que entendemos por formar leitores e colocar ênfase neste processo dentro da escola.

A educação literária e a formação de leitores competentes deveriam estar no centro da nossa análise, muito além das valorações quantitativas de hábitos leitores de crianças e jovens.

Em geral, a escola se preocupa mais com o controle que pela educação literária. Há um uso funcional constante dos textos literários, que sempre devem “servir para algo”: para buscar adjetivos, analisar sintaticamente as orações ou para trabalhar o texto. Algo que está bastante longe da formação de leitores.

O que seria então uma formação leitora?

A formação de leitores deveria estar mais focada em desenvolver nossa capacidade de reflexão sobre aspectos narrativos, estabelecer relações com nossas vivências e experiências culturais, conversar sobre quais personagens nos importam ou nos atraem, sobre as expectativas que temos sobre a história que estamos lendo.

Para trabalhar estes aspectos, defendo a prática em aula tanto da leitura compartilhada quanto da conversa literária que nos propõe Aidan Chambers: suas metodologias básicas que contribuem a uma formação real de leitores.

Para colocá-las em prática, sim, é necessária uma leitura comum dentro do grupo. Quando o objetivo de ler juntos é compartilhar nossas impressões, nos comunicar e chegar a uma leitura coletiva que englobe todos os pontos de vista leitores sobre uma obra que convivem em sala de aula, neste caso as leituras propostas pelo professor/mediador não são percebidas pelos alunos como uma imposição, mas como uma proposta literária que vale a pena ser explorada.

Desta forma, vamos criando pouco a pouco comunidades leitoras, que, para mim, são de vital importância para afiançar o hábito leitor: não há nada mais poderoso que o sentimento de pertencimento, porque é a base para a construção da identidade leitora. Quando alguém se sente “leitor”, é raro que no futuro abandone os livros.

Mesmo em famílias leitoras, quando a obrigação escolar entra na vida dos filhos, a literatura por prazer vai saindo aos poucos. Até por falta de tempo. Como equilibrar isso? O que é possível fazer para ajudar filhos leitores a seguirem apaixonados por ler? Dá para fazer isso?

As crianças passam várias horas por dia lendo. O mundo da escola, o estudo, gira em torno do texto escrito que, juntamente com um exame de leitura literária, deixa pouco tempo para ler por prazer.

Eu defendo a necessidade de estabelecer tempos de leitura para o prazer, tanto na escola como na família. Leia em voz alta aos nossos alunos textos que nos entusiasmam, nos fazem rir, nos deixam desconfortáveis ​​ou nos assustam.

E, ao ouvi-los, também aprendemos sobre o modo de ler e os interesses deles, o que nos permite não apenas recomendar novos livros, mas também continuar nossa própria evolução da leitura e nos deixarmos recomendar por eles

 

Poesia, histórias ou um romance que estamos lendo todos os dias por capítulos, sem servir especialmente para “trabalhar” um tema preciso ou para avaliar um aspecto curricular. Leia-os de graça, porque sim, por puro prazer.

Em casa, procurar espaços dentro do cotidiano para compartilhar uma leitura também nos oferece um momento de cumplicidade, comunicação e afeto. É um tempo de ninguém, fora das tarefas diárias e do estresse de combinar o trabalho com a criação.

Esse parêntese pertence somente a nós, permite-nos falar com calma sobre o que nos preocupa, gera o silêncio que precede a confiança.

Se além disso os mediadores adultos se acostumarem a comentar nossas próprias leituras, o prazer que produzem e o que achamos interessante neles, estaremos desempenhando o papel de modelo.

Assim, as crianças e os jovens podem construir seu próprio modo de ser leitores, de falar sobre suas experiências literárias, identificando-os (mas também de oposição) com os nossos.

Finalmente, idealmente, a relação do mediador adulto com os leitores deve ser a mais horizontal possível: o mediador é mais um membro do coletivo, e só difere do resto porque sua trajetória é mais longa do que a dos demais.

Desta forma, a comunicação será mais livre e também mais real, sem o peso de satisfazer as expectativas dos adultos.

Os pais, em geral, param de ler para os filhos quando eles aprendem a ler sozinhos. Em uma outra entrevista que você concedeu ao Blog da Brinque, declarou que os pais não deviam parar de ler para os mais velhos. Por que não? 

Primeiro de tudo, por puro egoísmo: como você vai perder aquele fantástico momento cotidiano com seus filhos, no qual você pode deixar os conflitos para trás para se concentrar no que é realmente importante: compartilhar histórias, risadas, aventuras e medos, ou seja, tudo o que cria um vínculo entre nós?

Não só deixamos de ler a eles por prazer, como também transformamos
esta atividade compartilhada em um exame permanente de avaliação
de suas capacidades.

 

Nós paramos de ler para eles principalmente por causa da ignorância. O conceito de “leitores vagos” está profundamente enraizado na cultura escolar; é dado como certo que, se o adulto ler em voz alta, as crianças ficarão preguiçosas e não lerão sozinhas.

Assim, quando elas começam a lançar-se timidamente à leitura, em vez de dar a importância devida a esse feito e enfatizar as vantagens de poder interpretar o código escrito por si mesmo, nos tornamos controladores de seus avanços, policiais de sua leitura.

Não só deixamos de ler a elas por prazer, como também transformamos esta atividade compartilhada em um exame permanente de avaliação de suas capacidades.

E escolhemos deixá-las sós em um momento em que seu interesse pela complexidade literária é muito alto, mas no qual elas só conseguem decifrar textos muito curtos e muito simples.

Assim, além do esforço envolvido na aquisição da mecânica de leitura e da compreensão escrita, quando chegam ao final do texto, descobrem que não estão nem um pouco interessadas. Então, por que você vai fazer tanto esforço?

Ler para nossas crianças nos permite manter o interesse delas pelos livros literários enquanto alcançam uma autonomia leitora real.

E como continuar lendo? Porque muda a dinâmica da relação mesmo conforme as crianças crescem. Os filhos continuam querendo a companhia dos pais?

Como é natural, acabam por separar-se, reclamando seu próprio espaço leitor. Eu tenho vivido duas experiências: “já leio sozinha, obrigada”, me disse minha filha quando fez 12 anos, expulsando-me desse tempo compartilhado.

Não se trata apenas de ler para elas, mas de compartilhar leituras e conversas, de manter esse espaço de comunicação no tempo.

 

Sem dúvida, agora retomamos as conversas sobre nossas leituras, nos recomendamos livros uma a outra, às vezes ela me pede que leia uma novela para que possamos trocar sobre ela.

Meu filho, por outro lado, manteve mais ou menos o costume de lermos juntos até agora, que já tem 16 anos. No ano passado, me pediu que descobrisse poetas, inaugurando um tempo que durou meses lendo poesia, duas ou três noites por semana.

Agora estamos em um período em que ele necessita compartilhar comigo outras narrativas, as digitais, e tenho que reconhecer que nem sempre dedico o tempo que ele pede, porque às vezes me custa muito esforço adentrar nessas narrativas, já que não me interessam muito.

Conto minha experiência porque creio que é um exemplo de como cada leitor é diferente um do outro. O importante é escutar, sermos honestos com nós mesmos, adaptarmos as necessidades, na medida do possível, e construirmos verdadeiramente um caminho comum.

Vale cada um ler seu livro, pais e filhos? Juntos no mesmo espaço, mas separados em seus mergulhos literários?

A leitura compartilhada é independente da leitura autônoma e ambas convivem no tempo mesmo quando as crianças ainda não conquistaram a alfabetização.

Ou para criar outros “grupos de leitura compartilhada” na família ou na sala de aula, formados por irmãos ou primos, que não têm a presença de nenhum adulto.

 

Defendo o tempo adequado de leitura a todos os membros da família, especialmente o meu. Meus filhos sabem que quando estou absorta no final de um romance, só podem me interromper em caso de vida ou morte (risos). As leituras independentes também podem ser compartilhadas: explicar o que nos fascina sobre um personagem, como nos decepcionamos com o final de uma história ou como estamos absorvidos por uma trama é a base da educação literária.

Assim, criar espaços e tempo para a leitura autônoma, tanto na escola como na família, é tão importante como ter momentos compartilhados. O fundamental, mais uma vez, é dar liberdade ao leitor para escolher que livros interessam e não nos transformarmos em controladores das leituras dos outros.

Há uma questão muito recorrente quando converso com mães e pais de filhos mais velhos: a escolha do acervo. Porque, quando são muito pequenos, os pais escolhem. Pais leitores geralmente se apaixonam pelos livros e leem com prazer para os pequenos. Mas quando os filhos crescem, as escolhas são das crianças e nem sempre os pais se apaixonam pelos livros que apaixonam os filhos. Dá para ler mesmo assim? Como? Ou só vale os pais lerem para os filhos aquilo de que realmente gostem?

Se lermos como uma família, deve haver um compromisso ao selecionar as leituras que vamos compartilhar. No início, as propostas surgem dos pais e mães, mas também é verdade que são as crianças que exigem repetidas vezes uma história concreta, e nem sempre conseguimos propor novas leituras.

Quando crescem, as regras para a escolha de leituras podem ser acordadas em comum. Na minha casa, por exemplo, nós tínhamos as seguintes regras:

> Cada membro tem um turno para escolher a leitura. Pode ser escolhida na biblioteca pública, na biblioteca da família ou na livraria (no último caso, de forma consensual), e as razões pelas quais é considerada uma leitura interessante para compartilhar serão explicadas.

> Uma vez que o livro é escolhido, os outros membros devem dar uma chance, lendo quatro ou cinco capítulos para poder avaliar se a história realmente nos interessa ou não.

> O direito ao veto [já explicado acima]. Qualquer membro do grupo familiar pode decidir, uma vez terminado este “período de avaliação”, que não quer continuar a ler esse título em particular, fornecendo argumentos que convençam o resto da família.

Como a leitura autônoma continua existindo, os livros banidos para leitura compartilhada são agora apreciados individualmente, ou mesmo em pares. É uma maneira a mais de fomentar a leitura compartilhada e a autônoma.

Ou para criar outros “grupos de leitura compartilhada” na família ou na sala de aula, formados por irmãos ou primos, que não têm a presença de nenhum adulto.

Como exemplo, posso citar uma série que eu vetei para leitura compartilhada em família, porque me aborrecia demais: “Diário de um banana”, de Jeff Kinney, e que meus filhos liam juntos, vez ou outra, rachando de rir.

Compactuar uma leitura é um exercício de convivência e de respeito. Não tem sentido embarcarmos durante semanas na leitura coletiva de uma obra que não vai satisfazer a todos. Obrigar-nos a começar o livro é importante, porque nos ajuda a não nos deixar levar pelos preconceitos, a dar uma oportunidade à proposta.

Mas se a leitura não flui, ou não funciona para algum dos membros, é melhor abandoná-la e buscar uma nova. Especialmente se somos nós que vamos lhe dar a voz todas as noites.

 


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