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Importância da criatividade: cinco dicas para educar crianças mais criativas

30/08/2019

Em resumo Habilidade essencial dos dias de hoje, ligada a competências como inovação e resolução de conflitos, criatividade pode ser desenvolvida desde a infância

Criatividade é uma habilidade cada vez mais essencial. Precisamos dela para conviver e resolver conflitos, para amadurecer emocionalmente, para aprender, para resolver problemas, para criar e até para as descobertas científicas e tecnológicas.

“Criatividade é do campo social e de seus afetos”, explica Raquel Franzim, coordenadora do programa Escolas Transformadoras, parceria entre Ashoka e Instituto Alana.

Criatividade é uma habilidade essencial

Use a imaginação, de Nicola O’ Byrne (texto e imagem): coelho escapa do lobo mau usando muita criatividade e imaginação, recursos que nos ajudam a resolver problemas também

Isso quer dizer que ser criativo é algo amplo, que pode ser usado em todas as situações, não apenas nas artes ou na expressão artística.

Um cientista, por exemplo, precisa ser criativo para, a partir dos dados iniciais que colhe, imaginar hipóteses que expliquem o fenômeno.

Em um mundo cada vez mais complexo e com cada vez mais desafios, é uma habilidade essencial.

  • É possível aprender criatividade

Muitas vezes, a criatividade está associada a competências inatas e individuais. Algo como ou você é criativo ou não é.

Mas não é assim. Todos nós nascemos criativos, pois criar é uma capacidade humana. Isso significa que é possível aprender a ser mais criativo, ou aprender a usar melhor esse recurso que já temos, em todas as suas possibilidades, que são muitas.

Raquel Franzim, do Escolas Transformadoras, acaba de organizar, junto com outros dois especialistas, a publicação de um livro com a colaboração de 43 convidados.

O livro Criatividade: mudar a educação, transformar o mundo pode ser baixado gratuitamente. As descobertas que ele gerou ajudam a entender porque a criatividade é tão importante e como desenvolvê-la desde cedo.

  • Como fazer em casa?

As crianças são hábeis imaginadoras. Também são muito capazes de agir integralmente, 100% presentes no que estão fazendo, com mente, corpo e sentimentos agindo juntos, focados.

Em casa, precisam de um ambiente e um contexto que dê a elas mais liberdade de ação e criação — e até mais responsabilidades.

Onde começa a história?, de Marie-Louise Gay (texto e ilustrações): estar na natureza, ao ar livre, com o “tempo alargado”, diversidade e desafios é fundamental

1- Menos é mais

Raquel recomenda que as crianças tenham menos estímulos, menos pressa e mais tempo livre, mais ócio, experimentem mais o  “não ter nada para fazer”.

São nessas situações em que surgem as competências de cada um para encontrar, no ócio, no “nada” alguma coisa interessante para criar.

Exercitar o brincar livre pode ser mais preparador para o futuro do que outros aprendizados que acabamos priorizando.

2- Mais conflito

As crianças são capazes de lidar com o conflito, com o “vazio” de respostas e soluções. Os adultos têm de deixar esse espaço.

Por exemplo, se dois irmãos se desentenderam por causa de um brinquedo ou de uma brincadeira, antes de intervir ou de dar uma solução, o cuidador pode observar, atento e presente, mas apenas observando: será que as crianças chegam juntas a uma solução?

Se for preciso intervir, o adulto deve sempre pedir que as crianças sugiram a negociação ao invés de ele mesmo definir o que fazer.

3- Mais responsabilidades, menos controle

Ter responsabilidades de acordo coma faixa etária é ótimo também, pois coloca desafios para os pequenos, que precisam exercitar a criatividade para resolvê-los.

Arrumar a cama, levar o prato para a pia depois das refeições, colocar a mesa para todos, guardar os brinquedos…

Quando essas tarefas viram hábitos, as crianças se sentem à vontade para pensar em novas formas de fazê-las e respondem bem a desafios imprevistos, como não encontrar a toalha da mesa no lugar de sempre.

4- Valorização dessa capacidade da criança

Uma outra dica valiosa da Raquel Franzim é: valorize respostas novas e soluções diferentes das suas que seu filho e sua filha derem.

Esse é um desafio para os adultos, sempre acostumados a esperar respostas “certas” e padrão, seja em casa, seja na escola.

O adulto às vezes pode sentir que fica sem autoridade ao deixar ao valorizar as competências, os saberes e as hipóteses das crianças.

“Mas não é isso. Só que nosso papel é mais de incentivo e fomento que de controle da trajetória”, avalia Raquel.

Raquel Franzim, coordenadora do projeto Escolas Transformadoras: “nosso papel é mais de incentivo e fomento que de controle da trajetória” / Foto: Divulgação Instituto Alana

5- Mais natureza e diversidade

Estar na natureza é essencial. Isso porque o espaço natural tem um “tempo próprio”. Um convite à pesquisa, à exploração e à pergunta. Por que a borboleta voa? Por que chove? Como a lagarta anda, se não vemos os pés dela? Onde moram as formigas? Como a minhoca respira se ela enfia a cara no meio da terra?

Quem já passeou um pouco que seja com os pequenos a céu aberto sabe que eles são ótimos em observar e indagar — e a natureza é ótima em oferecer situações que podem gerar perguntas e um certo risco.

Fechados em casa, em ambientes cada vez mais controlado, como as crianças vão criar? “Criatividade envolve um certo risco”, explica Raquel.

Claro que isso não significa expor os pequenos a situações perigosas, mas deixá-los em contato mais livre com desafios, inclusive físicos. Que criança hoje em dia tem o privilégio de subir numa árvore?

Conhecer pessoas diferentes, explorar diferentes realidades e alargar a experiência é essencial.

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E você? O que acha desse tema? O que faz em casa para desafiar seus pequenos a soltar a imaginação? Conte para a gente!

 


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