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Longe da Árvore: documentário nos convida a repensar o diferente

11/10/2019

Se fosse o caso de resumir o documentário recém-lançado Longe da Árvore em uma palavra, com certeza seria “imperdível”. Ou “necessário”. Ou ainda “profundo”.

Com direção de Rachel Dretzin, o longa de 93 minutos que estreou no Brasil em setembro, é baseado no livro homônimo do jornalista americano Andrew Solomon (autor de outras preciosidades, como O demônio do meio-dia, que fala sobre depressão). Traz diversas histórias de filhos que, ao contrário do que diz o conhecido ditado, não nasceram “perto da árvore”.

São, portanto, muito diferentes das suas famílias de origem. E mais que isso: contrariam profundamente as expectativas dessas famílias.

Relatos pungentes para nos fazer pensar, mesmo se nossos filhos tiverem nascido bem pertinho das nossas árvores

 

Caso do próprio Solomon, que é gay e assumiu sua homossexualidade num momento em que poucos o faziam. Numa das passagens mais tocantes da película, ele relata como se sentiu ao revelar a sexualidade para sua mãe, que a definiu como um “estilo de vida” não aceitável.

Outro ponto muito delicado do filme conta a história de um menino autista, cuja família levou quase uma década para conseguir meios de comunicação com ele, através de um tablet. Uma das primeiras frases que o garoto escreve aos pais é: “eu sou inteligente!”.

  • Um filme sobre diferenças e expectativas

Longe da árvore foca nas diferenças. Nas muitas diferenças possíveis. Da Síndrome de Down ao nanismo. Solomon, em seu livro, queria investigar como as famílias lidam com crianças -e adultos- que são muito diversos em relação à árvore de onde surgiram.

Mas nessa busca pela relação com o diferente, o que salta aos olhos – e aperta o coração – é que mais que as diferenças em si, o que incomoda é a expectativa que temos, como pais, de filhos à nossa imagem e semelhança.

Aqui, você pode organizar uma sessão do filme, gratuitamente, pelo VideoCamp, que disponibiliza material de apoio à exibição

Além de todas as questões práticas de uma criança ou adulto que demanda atenção especial, por exemplo, a principal dor dos pais é ver suas expectativas frustradas. E a dos filhos é sentir-se frustrando profundamente esses pais, nunca sentindo-se plenamente amados por eles.

No fim, fica a pergunta: que direito temos de criar expectativas sobre qualquer pessoa e, pior, cobrar dessa pessoa que cumpra o nosso roteiro?

Relatos pungentes para nos fazer pensar, mesmo se nossos filhos tiverem nascido bem pertinho das nossas árvores.

 

 


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