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Dom Quixote nos dias de hoje: os clássicos para pré-adolescentes

19/05/2021

Como é a leitura dos pré-adolescentes na sua casa? O que eles gostam de ler? Vocês já leram juntos algum clássico?

A leitura para os mais velhos é sempre um tema que suscita mais perguntas do que respostas. Conforme crescem, temos menos controle sobre o que eles gostam de ler, sobre as referências e influências do grupo e muitos de nós até paramos de ler para as crianças que se tornam leitoras autônomas.

O que apresentar? Como equilibrar a oferta de livros entre o que gostaríamos que eles lessem e o que eles de fato querem ler?

Recentemente, o tema ganhou proporção maior com uma declaração do youtuber Felipe Neto em sua conta no Twitter. Ele escreveu que “forçar adolescentes” a ler autores como Machado de Assis e Álvaro de Azevedo, dois clássicos brasileiros, “gera jovens que acham literatura um saco”.

Rapidamente, a publicação gerou debate e possibilitou uma conversa pública — nas redes e fora delas — sobre a validade ou não de se oferecer clássicos para os jovens de hoje.

Esse é um tema tão importante que, para tratar dele, trouxemos:

  • Algumas reflexões sobre ler ou não ler os clássicos para os jovens e apontamos também formas de preparar o leitor progressivamente para um encontro o mais natural possível com os livros mais “difíceis”;
  • Uma entrevista com a escritora Luciana Sandroni, que está lançando As aventuras de Dom Quixote e de seu fiel escudeiro Sancho Pança
  • Uma lista de livros que podem suscitar a leitura dos clássicos para essa faixa etária

clássicos pré-adolescência sereiasHistórias clássicas muitas vezes derivam da tradição oral e podem ser contadas oralmente às crianças ainda hoje. Imagem: O guardião da floresta e outras histórias que você já conhece, de Heloísa Prieto (texto) e Laurabeatriz (ilustrações)

Clássicos para os pré-adolescentes

Por que, afinal,  ler um clássico?

Um clássico, como dizia Italo Calvino, é aquela obra que sempre tem o que dizer, cuja mensagem continua atual, apesar de todas as diferenças que possam existir entre a época em que foi a escrita e o mundo no século XXI.

Para a pesquisadora, crítica literária e professora Marisa Lajolo, que concorda com essa ideia de Calvino, também costumamos chamar de clássico uma obra que alcançou certa qualidade estética, que se destaca como obra de arte.

Além de estudar o tema, Lajolo traduziu e adaptou, em 2019, o clássico Poliana publicado pela Escarlate.

LEIA MAIS: Marisa Lajolo traduz clássico que “ainda tem o que dizer aos jovens leitores”

Por que apresentar os clássicos

A leitura dos clássicos é importante, no mínimo, por essas duas qualidades: sua atualidade e sua qualidade.

A questão colocada por muitos especialistas que responderam publicamente a Felipe Neto — e por alguns outros que ouvimos para o Blog da Brinque — é mais como apresentar os clássicos aos pré-adolescentes e adolescentes do que se devemos apresentar.

A autora e educadora Glaucia Lewicki, por exemplo, que lançou em janeiro a aventura distópica Pedro e o portal, para pré-adolescentes, diz o seguinte:

—“

Não gostei nem um pouco de ter que ler alguns clássicos na escola; porém, adorei ser apresentada a outros, que eu não leria se não fosse por obrigação, digamos assim.

Por isso, no final das contas, sou a favor da leitura de alguns clássicos na adolescência. Afinal, estamos na escola para sermos desafiados também, e não ficar apenas em nossa zona de conforto.

“—

Como apresentar os clássicos: progressão na leitura

Um do primeiros pontos a se refletir é: não se forma leitores já na adolescência e, sobretudo, começando a ler justamente com os clássicos. A formação leitora precisa começar desde antes da alfabetização, desde antes da fala, com livros e contação de histórias desde bebês.

LEIA MAIS: Por que ler para bebês, como ler e quais livros escolher em 5 perguntas e respostas

Ler — e gostar de ler — precisa ser compreendido como uma progressão de habilidades, assim como outras que vamos aprimorando ao longo da vida, ampliando nossas ferramentas e capacidades.

Quando um adulto com quem a criança tem um vínculo a coloca no colo e conta — oralmente, por exemplo — uma história, adaptando-a à linguagem verbal dos dias de hoje, com a entonação carinhosa, dando ênfase às partes mais emocionantes, rindo e se emocionando junto, está formando um leitor.

Foi assim, por exemplo, que a escritora Ana Maria Machado conheceu a história clássica de Dom Quixote, muito antes de ler num livro a saga do “cavaleiro andante”.

Ela nos conta isso em seu livro Os clássicos universais desde cedo, de onde vem também o trecho abaixo:

—“

Se o leitor travar conhecimento com um bom número de narrativas clássicas desde pequeno, esses eventuais encontros com nossos mestres de língua portuguesa [nos livros clássicos com texto original] terão boas probabilidades de vir a acontecer a acontecer quase naturalmente, no final da adolescência.

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Como apresentar os clássicos: outras obras

Um outro ponto é que família e escola não precisam apresentar o clássico original desde sempre. Ainda pensando nessa ideia de progressão da habilidade leitora, é interessante começar com releituras, obras inspiradas na original, contos que “atualizam” a história e, mais tarde, o texto clássico propriamente (que, como sugere Ana Maria Machado, pode ser até uma consequência natural das etapas anteriores de leitura).

Alexandre Schneider, pesquisador do Transformative Learning Technologies Lab, da Universidade Columbia (Nova York), do Centro de Economia e Política do Setor Público da FGV/SP e ex-secretário municipal de Educação de São Paulo, escreveu um artigo na Folha de S. Paulo sobre a fala de Felipe Neto. Ele sugere:

—“

A escola pode preparar os estudantes para a leitura do ‘Bruxo do Cosme Velho’ [como também é chamado Machado de Assis] com a leitura, ainda no ensino fundamental, de dois livros de autores brasileiros: ‘O Mistério da Casa Verde’, de Moacyr Scliar, e ‘O Alienista Caçador de Mutantes’, de Natalie Klein, que revisitam o conto ‘O Alienista’, de Machado de Assis com histórias voltadas ao público infanto-juvenil. No ensino médio, a escola trabalharia com ‘O Alienista’, retomando as leituras realizadas nos anos anteriores.

“—

 

Muito prazer! Os clássicos podem chegar às mãos dos pré-adolescentes e crianças pelas adaptações e recontos. Imagem: O guardião da floresta e outras histórias que você já conhece, de Heloísa Prieto (texto) e Laurabeatriz (ilustrações)

Assim, na leitura dos clássicos, podemos começar com adaptações — para TV, para o cinema –, peças de teatro, novas versões e até mesmo obras que brincam com a original.

LEIA MAIS: Nova aventura dos Bandeira-Pirata é inspirada no clássico Flautista de Hamelin

Basta começar. Há uma infinidade de obras relidas, reescritas, adaptadas para diversas faixas etárias, atualizadas… A premiada autora Luciana Sandroni, que acaba de adaptar As aventuras de Dom Quixote e de seu fiel escudeiro Sancho Pança para a Escarlate, por exemplo, teve seu primeiro contato com o “cavaleiro da triste figura” em outra adaptação, feita por Monteiro Lobato:

—“

Lembro da adaptação do Monteiro Lobato, Dom Quixote das crianças. Dona Benta conta a história, ‘traduzindo’ o português arcaico para os netos. Ela conta adaptando, e as crianças fazem comentários sobre a aventura, a linguagem, a época.

“—

Como apresentar os clássicos: contextualizando

Quando apresentamos uma adaptação, uma releitura — como sugeriu Schneider — ou mesmo quando apresentamos a obra original é essencial contextualizar.

Quem a escreveu? Em que momento e com quais motivações? Como era a vida naquela época? Como a obra se inseria naquele contexto? Por que obra foi importante em seu período e por que ainda é? Quais as possíveis relações da obra com outras obras contemporâneas? E com as experiências dos leitores de hoje?

Para Glaucia Lewicki:

—“

  Traçar paralelos dos clássicos com histórias contemporâneas e amadas pelos alunos sempre ajuda, sejam elas em  forma de outros livros ou filmes.

Uma boa contextualização e mediação são essenciais para tornar a leitura dessas histórias mais atraentes, compreendidas e valorizadas, assim como priorizar a qualidade e não a quantidade.

“—

A escritora Luciana Sandroni concorda com a importância da mediação e deixa uma sugestão / provocação que vale em sala de aula, mas também nas famílias:

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Vejo o trabalho dos professores do Fundamental I mediando a leitura: eles leem, discutem, fazem comentários. É uma roda de leitura. Conversam sobre os personagens, sobre a história, as referências. Acho que, com os adolescentes, teria que ser a mesma coisa: o professor tem que instigar o aluno para a história, mostrar seu amor, sua admiração pelo livro.

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PRA INSPIRAR

“Boa adaptação leva o leitor ao original”

Conversamos com Sandroni sobre esse tema, aproveitando que a autora acaba de lançar sua versão de um clássico de nada menos que 400 anos de idade.

Os principais trechos dessa conversa você lê abaixo:

Blog da Brinque: Você já tinha lido Dom Quixote? Quando? Chegou a ler na infância? Ou mais velha um pouco?

Luciana Sandroni: Lembro da adaptação do Monteiro Lobato, Dom Quixote das crianças. Dona Benta conta a história, “traduzindo” o português arcaico para os netos. Ela conta adaptando, e as crianças fazem comentários sobre a aventura, a linguagem, a época.

Como [a pesquisadora, professora, escritora e crítica literária] Marisa Lajolo apontou, se trata de uma “meta-adaptação”, todo o processo é discutido pelos personagens. Paralelamente, alguns deles passam por aventuras semelhantes às do herói. Mas me lembro mais das situações engraçadas da história.

—“

É uma obra que deixa o leitor admirado pela complexidade e atualidade de um texto de mais quatrocentos anos

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BB: Você fez relações entre o original e a adaptação escrita por Lobato que leu quando criança?

Luciana: Ao ler a obra original, percebi como o livro de Cervantes inspirou Lobato. Dom Quixote, de tanto ler livros de cavalaria, perde a razão e parte em busca de aventuras. [Na versão de Lobato, as crianças], de maneira parecida, após a leitura de algum livro, ou uma conversa com Dona Benta, partem em busca de alguma reinação. Alguns anos depois de lançar Dom Quixote das crianças, o cavaleiro andante voltou ao Sítio, no livro O Picapau Amarelo, e fez novas aventuras.

BB: Qual é a sua relação com essa história? O que o Dom Quixote acende em você?

Luciana: Fiquei impressionada. É uma obra que deixa o leitor admirado pela complexidade e atualidade de um texto de mais quatrocentos anos. Ele aborda tantos temas fundamentais, como a justiça, a loucura, a verdade.

É um livro genial, que vai do humor ao drama.

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A editora me disse para pensar como eu contaria essa história para uma criança. Aos poucos, fui perdendo o medo [da grandiosidade do texto]

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Você percebe que ele influenciou muitos artistas, não só escritores. Está tudo lá: Gordo e o Magro, Chaplin e, ao mesmo tempo, quando Dom Quixote discursa ou argumenta é sempre de uma profundidade, de uma sensatez imensa. Acho que me despertou, sem dúvida, vontade de ler outras obras de Cervantes, ler sobre Dom Quixote, tentar entender a obra.

BB: Como foi seu processo para adaptar esse romance? O que você leu e pesquisou? Onde pesquisou? Anotou? Comparou versões?

Luciana: Foi difícil. Li a primeira tradução feita no Brasil, de Almir de Andrade e Milton Amado, com ilustrações de Gustave Doré, editada atualmente pela Nova Fronteira. No começo, lia e anotava cada capítulo, as características dos personagens. Fiquei encantada pelo livro, mas, ao mesmo tempo, paralisada com a grandeza do texto, sem saber como fazer.

Também recorri ao próprio Lobato e a uma adaptação muito divertida do Origines Lessa. Comentei com [a editora] Anna Rennhack a minha dificuldade e ela me disse para pensar como eu contaria esta história para uma criança. Aos poucos, fui perdendo o medo. Ouvia o concerto de Aranjuez, de Joaquim Rodrigo, para ter um clima de Dom Quixote, de Espanha. E [ouvia] outros compositores espanhóis.

OUÇA MAIS:

BB: Quais foram as características do romance que você quis manter na adaptação?

Luciana: Mantive o humor, a comédia, mas tentei passar um pouco das conversas entre Dom  Quixote e Sancho ao longo da aventura. Cervantes narra a aventura sempre utilizando a forma de diálogo entre o herói e o escudeiro. Elas não são só sobre as novelas de cavalaria, mas sobre empatia, o bem governar, a importância da arte, da cultura e até da linguagem. O cavaleiro andante vive corrigindo a maneira “errada” do Sancho falar, e este, por sua vez, reclama do patrão falar empolado demais. Tentei passar isso, a amizade que se construiu entre personagens tão diferentes, um erudito e um camponês. Dom Quixote vive nos livros, no mundo do sonho, da imaginação, e Sancho é pé no chão, realista. Ele adverte o herói o tempo todo.

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É uma primeira leitura de um clássico. É uma maneira da criança ou do jovem entrar em contato com a literatura universal e ver como ela influenciou e influência vários escritores

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BB: O que você pensa sobre as adaptações de romances clássicos? O que é uma boa adaptação para você?

Luciana: Acredito que é importante. É uma primeira leitura de um clássico. É uma maneira da criança ou do jovem entrar em contato com a literatura universal e ver como ela influenciou e influência vários escritores. Que um escritor carrega marcas de um outro escritor. Que um texto não nasce do nada, sempre tem referências.

Acho que uma boa adaptação é aquela que matem uma fidelidade ao original, no sentido de recontar as aventuras, as características dos personagens e, quem sabe, fazer o leitor, mais tarde, procurar o livro original.

BB: As adaptações são boas entradas para esse tipo de livro?

Luciana: Com certeza. Acho que é uma maneira de falar de outras épocas, países, culturas.

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Vejo a escola, o professor, mais do que nunca, com esta bandeira de propiciar o debate, a discussão. É um espaço de troca de ideias, de diversidade cultural e, por isso mesmo, tão perseguido atualmente

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BB: Você deve ter lido que o YouTuber Felipe Neto tem escrito e declarado sobre a leitura dos clássicos por adolescentes. O que você pensa disso? A escola deve ou não obrigar a leitura desses livros?

Luciana: Acho que a escola não deveria “obrigar”, mas despertar o interesse do aluno. Vejo a escola, o professor, mais do que nunca, com esta bandeira de propiciar o debate, a discussão. É um espaço de troca de ideias, de diversidade cultural, e, por isso mesmo é tão perseguido atualmente.

Da mesma forma como os professores fazem mediação dos livros ilustrados com as crianças menores, é preciso mediar os clássicos com os pré-adolescentes. Imagem: As aventuras de Dom Quixote e de seu fiel escudeiro Sancho Pança, de Miguel de Cervantes com Luciana Sandroni (adaptação do texto) e Ana Matsusaki (ilustrações)

Acho importante a escola apresentar o Machado. O clássico, num primeiro momento, assusta, mas, com a ajuda do professor, pode despertar o interesse. Pode começar pelos contos, as crônicas. O ideal seria envolver o aluno para a leitura. Vejo o trabalho dos professores do Fundamental I mediando a leitura: eles leem, discutem, fazem comentários. É uma roda de leitura. Conversam sobre os personagens, sobre a história, as referências. Acho que, com os adolescentes, teria que ser mesma coisa: o professor
tem que instigar o aluno para a história, mostrar seu amor, sua admiração pelo livro.

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5 Livros para apresentar os clássicos

aos pré-adolescentes

Muitas famílias e mesmo educadores sentem dificuldade maior na hora de escolher obras para crianças maiores. Isso porque os leitores mais experientes expressam mais facilmente o próprio gosto, estão experimentando mais e também olhando com mais interesse para o grupo, aumentando as referências que tinham de casa.

Trouxemos aqui uma lista de cinco obras, bem diferentes entre si, mas que têm em comum a possibilidade de apresentar livros clássicos aos leitores na pré-adolescência.

clássicos pré-adolescência quixote1) As aventuras de Dom Quixote e de seu fiel escudeiro Sancho Pança

Autor: Miguel de Cervantes
Adaptação: Luciana Sandroni
Faixa Etária: A partir de 8 anos (leitura independente)

O fidalgo Alonso Quixano já tinha seus cinquenta anos, era alto, forte, magro e madrugador. Possuía uma fazenda em Mancha, na Espanha, mas a estância ia de mal a pior, porque o nobre não tinha nenhuma disposição para trabalhar nela. Tudo o que ele queria era ler novelas antigas de cavalaria, ocupação a que se dedicava sem parar – com muita paixão.

Um dia, imaginou que podia ser ele mesmo um cavaleiro andante: “Sairei pelo mundo para proteger os fracos e oprimidos! Ah, nesse mundo há tantas injustiças por desfazer!” Assim, Quixano se transforma em Dom Quixote e deixa sua casa em busca de aventuras, mesmo onde elas não existem.

Luciana Sandroni adapta este que é considerado o primeiro romance moderno. Engraçado, irreverente e tocante, apresenta ao jovem leitor, com projeto gráfico e ilustrações de Ana Matsusaki, esse personagem icônico, “quixotesco”, que se tornou sinônimo dos que lutam por um ideal, mesmo que inalcançável.

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clássicos pré-adolescência poliana2) Poliana

Autora: Eleanor H. Porter
Tradutora e adaptadora: Marisa Lajolo
Temas: Relacionamento familiar / Convivência social / Otimismo / Cotidiano / Religião / Perseverança / Solidariedade / Amizade
Faixa Etária: A partir de 8 anos

A menina Poliana, com apenas 11 anos, tem muito a ensinar. Após a morte dos pais, ela foi viver com sua severa tia Polly. A mudança foi inesperada para as duas, mas Poliana, com seu jeito doce, conquistou a todos ao seu redor.

No clássico da literatura para jovens leitores, escrito em 1913, é emocionante ver como uma garotinha com uma brincadeira simples – o Jogo do Contente – pode enxergar o lado bom de todas as situações, mesmo quando os outros não conseguem. Aqui é a forte e corajosa menina protagonista que irá mostrar a todos da cidade a importância da solidariedade, do amor ao próximo e de uma atitude positiva em relação à vida.

O best-seller mundial agora chega à Escarlate com tradução e adaptação da renomada crítica literária, autora e professora Marisa Lajolo, e projeto gráfico leve e moderno da designer Ana Matsusaki.

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clássicos3) Os Bandeira-Pirata e o flautista bucaneiro

Autor / Ilustrador: Jonny Duddle
Tradutor: Alexandre Boide
Temas: Piratas / Clássico recontado / Aventura / Astúcia / Amizade
Faixa Etária: A partir de 8 anos

O flautista de Hamelin, narrativa popular recontada pelos irmãos Grimm, ganha uma versão pirata! No quarto livro da série “Os Bandeira-Pirata”, Mar-Nublado é tomada por ratos. Depois da visita de um enigmático flautista bucaneiro, o problema parece resolvido.

Mas, um problema muito maior deixa a cidade aflita: da noite para o dia, todas as crianças desaparecem! E Fofa, a gata de Matilda, parece ser a única a saber de seu paradeiro. Com humor, essa nova aventura pirata, ricamente ilustrada, prende a atenção do leitor da primeira à última página.

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4) Esopo – liberdade para as fábulas

Autor: Luiz Antonio Aguiar
Ilustradora: Márcia Széliga
Temas: Fábulas / Tradição oral / História / Imaginação
Faixa Etária: A partir de 8 anos

Histórias como a da raposa e das uvas, da lebre e da tartaruga ou da cigarra e da formiga são conhecidas por quase todos, mas muito pouco se sabe sobre seu criador. Neste livro, de forma intrigante e original, o autor Luiz Antonio Aguiar procura jogar luz sobre a enigmática vida de Esopo, a respeito da qual pouquíssimo se sabe.

Intercalando e criando paralelos entre algumas das mais conhecidas fábulas do narrador grego com a história de sua vida, o autor cria um livro que interessará tanto aqueles familiarizados com as fábulas de Esopo quanto os que entram em contato com sua obra pela primeira vez.

Ganhador do Prêmio AEILIJ (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil) na categoria melhor Texto Literário Juvenil.

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5) O guardião da floresta e outras histórias que você já conhece

Autora: Heloisa Prieto
Ilustradora: Laurabeatriz
Temas: Clássico recontado / Humor / Imaginação
Faixa Etária: A partir de 4 anos

Neste belo livro, a autora e a ilustradora propõem novas leituras de contos clássicos como Chapeuzinho Vermelho, Os três porquinhos e o Gato de botas, entre outros. Leitores jovens, ou nem tanto, irão se surpreender com as versões aqui apresentadas, que mantêm o espírito das histórias tradicionais ao mesmo tempo em que atualizam seus contextos.

Livro presente no Catálogo FNLIJ para Feira de Bolonha 2018 e finalista do Prêmio AEILIJ (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil) na categoria Texto Literário Infantil.

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E você? Conte para a gente o que pensa sobre esse tema e como tem sido a leitura dos clássicos para seus pré-adolescentes.


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