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#defendaolivro: Literatura é um direito de todas e de todos

20/08/2020

Ter acesso aos livros é direito de todos e de todas. Desses direitos que a gente guarda do lado esquerdo do peito, bem onde bate o coração.

As histórias nos unem desde tempos imemoriais, quando contávamos aventuras, romances, “causos” e mitos em torno de uma fogueira.

Os conhecimentos e a cultura; os sentimentos e desejos; as dúvidas e ensinamentos; a ciência e as artes: de geração em geração, tudo isso chegou até nós nas páginas de um livro, na voz de um contador de histórias.

Aquilo que nos torna humanos, passou, passa ou passará pelas palavras e ilustrações de uma narrativa, pelas páginas de um livro.

“Literatura é uma necessidade universal experimentada em todas as sociedades”_

Antonio Candido, sociólogo e crítico de literatura, para quem os livros são um direito humano, em entrevista ao CEDAC, exibida pelo Itaú Cultural em virtude da Ocupação Antonio Candido, de 2016.

Não é à toa que a Constituição Federal de 1988 proíbe que se criem impostos sobre os livros, os jornais, os periódicos e o papel usado na impressão desse tipo de produto.

Essa imunidade tem como objetivo, claro, baratear o acesso à cultura e garantir a circulação de ideias, informações, arte e pensamento.

Em 2004, uma lei federal isentou o livro de contribuições (que são diferentes de impostos) e é essa isenção que está sob risco com a nova Reforma Tributária, que pode criar uma contribuição com alíquota de 12% e elevar o preço desse tipo de produto para o consumidor.

Por ser um direito, o acesso precisa ser de todos e de todas. Ou seja, os livros e as histórias têm de estar em todas as casas que quiserem abrir suas portas para eles. E são muitas.

“Cresci numa casa repleta de livros. Não tínhamos muito dinheiro, mas sempre tivemos muitos livros. Quando meu irmão e eu nascemos, meu pai não quis que perdêssemos a beleza dos livros. Ele lia para a gente todas as noites, às vezes inventando histórias, às vezes relendo nossas obras preferidas de novo e de novo e de novo”

Stephen Michael King, autor e ilustrador de O Homem que Amava Caixas, em entrevista ao Blog da Brinque

Segundo dados da Flupp, a Festa Literária das Periferias, 97% do público do evento declara ser leitor assíduo de livros — e 68% dos quais se diz integrante das classes C, D e E. Esses dados foram citados por Luiz Schwarcz, editor e presidente da Companhia das Letras, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo.

“Nunca, em tantos deslocamentos e em momentos difíceis, vivi em uma casa sem livros. E transmiti a minhas filhas o conceito de que os únicos elementos indispensáveis numa casa são o colchão, o fogão e uma estante”_

Marina Colasanti, escritora ganhadora de 7 Prêmios Jabuti, autora de Tudo tem princípio e fim, em entrevista ao Blog da Brinque

Nos unimos em #defesadolivro, neste manifesto, pelos direitos dos leitores, pequenos e grandes, de viverem aventuras e afetos, com carinho, palavra e imaginação. De novo. E de novo. E de novo.

Acesse o link e assine o abaixo-assinado!


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