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Especialista conta como escolher os livros informativos para crianças

19/08/2020

Seus filhos fazem mil perguntas? Gostam de fuçar em tudo ou descobrir como funcionam as coisas? Têm curiosidade infinita? Adoram contar para você o que acabaram de descobrir na aula ou na conversa com um colega?

Neste informativo ficcionalizado, uma galinha revela às crianças que tem parentesco com tiranossauros, velociraptors e estegossauros. Imagem: A incrível, porém verdadeira, história dos dinossauros, de Guido Van Genechten

Você não está sozinha (o)! 😉 Uma pesquisa recente, conduzida por especialistas da Universidade de Vanderbilt, dos Estados Unidos, concluiu que as crianças preferem livros que as ajudem a compreender o mundo e descobrir as coisas.

Quanto mais detalhes, melhor! A pesquisa foi publicada numa importante revista científica e Crescer falou um pouco sobre esse estudo em sua edição de agosto, indicando o livro Como eu cheguei aqui?, de Philip Bunting, para as crianças interessadas em informação…

Nest post aqui embaixo, mostramos mais opções desse tipo de obra para leitores pequenos e maiorzinhos:

Livros informativos imperdíveis para responder e estimular os porquês!

As informações são muitas, complexas, variadas, fragmentadas.

“Os livros podem ajudar as crianças a ordenar esse mundo de informações dispersas”, escreveu a especialista Ana Grralón em seu Ler e saber – os livros informativos para crianças (Gato Letrado, Editora Pulo do Gato).

Para saber mais e escolher melhor

Como escolher um livro informativo para o seu filho ou sua filha? Já está na hora de mostrar dados sobre o universo? O que define um bom livro desse tipo?

Conversamos com Ana Paula Campos, especialista apaixonada por livros e infância.

 

Conhece a vida da Chiquinha Gonzaga? Sua infância? Este é outro ótimo exemplo de informativo, livro que reúne 20 biografias. Imagem: Era uma vez 20, de Luciana Sandroni (texto), Guilherme Karsten e Natália Calamari (ilustrações)

Ana é a pessoa ideal para ajudar você a descobrir o que é, de fato, um informativo, o que avaliar na hora de escolher e para qual idade eles são mais indicados.

Mestre em design e divulgação científica para crianças, ela é professora da pós-gradução em Livros para Crianças e Jovens, do Instituto Vera Cruz e também conduz cursos e grupos de estudo sobre os informativos no Lugar de Ler, em São Paulo.

Ela é sócia do Estúdio Voador, laboratório de criação e edição de conteúdo para e sobre crianças. Entre os projetos mais legais que ela toca por lá, tem o Guia Botânico, um manual sobre coleta e classificação de plantas para crianças, editado junto com o Ser Criança é Natural.

E programas cheios de propostas lúdicas do SESC Ribeirão, como esse aqui.

Ana conversou com a gente sobre esse, que é seu tema preferido! E a gente compartilhou os principais trechos, dá uma olhada 😉

Brinque-Book: Como a gente pode definir livros informativos para crianças?

Ana Paula Campos: São os livros de não ficção, de maneira geral, aqueles que tratam das coisas do mundo.

Buscam contar, informar, explicar, descrever, mas também encantar, divagar e até fazer poesia sobre tudo que nos rodeia.

Podem ser livros de ciências, abecedários, numerários, biografias, imagiários, de curiosidades, mapas, manuais, guias e enciclopédias… tem uma variedade enorme de assuntos e formatos!

BB: Livros informativos são livros ilustrados?

Ana: Sim, na maior parte das vezes. Os informativos não ficaram de fora [nem] do boom dos livros ilustrados (entre os livros para as infâncias) [nem] de todas as possibilidade e experimentações feitas nos últimos anos por artistas e editoras.

BB: Quais os tipos mais comuns de livros informativos?

Ana: Além dos já citados, acredito que os mais abundantes no mercado sejam os abecedários, os livros de ciências e os livros de referência, como dicionários, guias, atlas, enciclopédias etc.

Mas seria interessante conhecer mais a fundo, saber mesmo como se comporta essa produção e publicação.

 

“Os livros informativos podem interessar de maneiras diferentes a crianças de idades diversas”_

 

BB: Livros informativos têm faixa etária?

Ana: Como todos os livros, e isto vale especialmente para os ilustrados, eles podem interessar de maneiras diferentes a crianças de idades diversas.

Tudo vai depender do tipo de conteúdo e de como ele é contado e mostrado. Muitos livros informativos oferecem entradas variadas e camadas de leitura que podem acontecer em diferentes momentos da vida, ficando vivas e interessantes por muito tempo para as crianças.

Os mais novos podem viajar nas imagens, enquanto os mais velhos podem querer ler e memorizar cada detalhe curioso para depois compartilhar seus novos conhecimentos sobre dinossauros, o corpo humano ou uma região distante, por exemplo.

BB: Livros informativos precisam “ensinar” alguma coisa -seja na leitura em família ou seja em sala de aula?

Ana: Alguns livros ensinam, outros convidam a pensar e ainda outros simplesmente partilham o assombro diante de algum aspecto de uma realidade.

Quem cuida da mediação -em casa ou na escola- pode buscar conhecer diferentes obras de um jeito aprofundado, para aproveitar da melhor maneira possível as oportunidades para a leitura e fruição como um todo.

BB: Como oferecer os livros informativos para as crianças?

Ana: Eles podem ser disparadores para conversar sobre os assuntos que trazem, e aí pode ser interessante ler junto com as crianças e ficar disponível para pesquisar, ajudar a encontrar os caminhos, caso elas queiram saber mais.

 

“Há diversidade e representatividade? Os textos são bem escritos e envolventes? A inteligência das crianças é respeitada? A linguagem engaja?”_

 

A ideia é que os informativos respondam, mas principalmente que suscitem muitas novas perguntas. Por outro lado, assim como os livros literários, os informativos podem ser lidos pelo simples prazer da leitura, um prazer estético e de satisfação intelectual, que não precisa necessariamente estar relacionado a uma disciplina ou objetivo específico.

BB: Na hora da escolha do livro, quais são os critérios básicos para se observar e saber se é uma obra bacana?

 

Alguns livros ensinam, outros convidam a pensar e ainda outros simplesmente partilham o assombro diante de algum aspecto de uma realidade

 

Ana: Os mesmos que usamos para os livros em geral, com especial atenção para a linguagem dos textos e imagens e para como os conteúdos são apresentados.

Primeiro, os critérios subjetivos: a obra me afeta? A criança para quem estou escolhendo está interessada no assunto?

Depois, o livro é atraente visualmente, as ilustrações são estereotipadas, existe uma variedade de tipos de representação que apresente às leitoras e leitores diferentes maneiras de mostrar o mundo?

Há diversidade e representatividade? Os textos são bem escritos e envolventes? A inteligência das crianças é respeitada? A linguagem engaja? Quem são as autoras ou autores? E a editora? O livro traz informações adicionais, como glossários, listas de referências e afins? Quem fez a pesquisa? Há consultores técnicos ou científicos envolvidos? Como os conteúdos são organizados, divididos, sequencializados?

 

“Acredito que um livro conta em cada milímetro”_

 

BB: O que formato do livro, tipologia, cores, papel, ilustração, recursos gráficos etc têm a ver com a qualidade do livro?

Ana: Acredito que um livro conta em cada milímetro, então quanto mais esses recursos todos contribuírem para o que está sendo dito e mostrado, melhor. Nem sempre é possível ter os recursos mais incríveis e, ainda assim, a obra pode ter qualidade se essas as coisas estão bem ajustadas.

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E você? Já experimentou livro informativo por aí? Compartilhe sua experiência com a gente!

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