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Conheça “Gigantossauro”, livro que inspirou a série infantil da Netflix

18/01/2021

Cabeçudo, Zinho, Bolão e Miúdo acabam de chegar no nosso século, vindos direto de uns milhões de anos atrás!

Um quarteto tão especial como esse não ficaria mesmo só nas páginas de um livro, ainda que seja um livro bacana como Gigantossauro, do premiado autor inglês Jonny Duddle…

De quem será esse rabão? Imagem: Gigantossauro, de Jonny Duddle

 

No dia 21 de janeiro, quinta, estreia na Netflix a primeira temporada da série de animação de mesmo nome, inspirada no livro do Duddle.

Cuidado com o Gigantossauro

Na história, antes de sair para brincar, os quatro amigos são advertidos por seus pais: tomem muito cuidado com o Gigantossauro!

“Seus pés fazem TUM
boca faz THCUM
E aí, bem ligeiro,
Ele engole você inteiro!”

Aventureiras, as crianças se organizam para deixar Cabeçudo de guarda enquanto elas exploram. Mas o amigo decide pregar diversas peças, assustando os colegas com dinossauros que não são carnívoros — e, portanto, inofensivos.

Mas e na hora em que o Gigantossauro chegar de verdade? Será que vão acreditar nele?!?

Informativo e cheio de referências

As brincadeiras de Cabeçudo são a desculpa perfeita para que o autor Jonny Duddle apresente diversos dinos às crianças. Triceratope, Diplódoco, Estegossauro…

Todos esses lagartões vão surgindo nas páginas logo antes de Cabeçudo gritar: “olha o Gigantossauro”, assustando os amigos e se divertindo com isso.

Até que…

O enredo nos lembra da famosa fábula de Esopo O pastor e o lobo — também chamada de O garoto do “olha o lobo!” no livro Fábulas de Esopo (Companhia das Letrinhas).

Na história, o  jovem pastor, querendo companhia nas pastagens solitárias, sempre gritava por socorro: “O lobo! O lobo”. As pessoas iam em sua ajuda, mas lobo mesmo não tinha.

Então quando o lobo apareceu de verdade, ninguém acreditou.

Atualizar fábulas e contos clássicos é sempre bacana, ainda mais quando quem faz isso é o talentoso Duddle, com suas ilustrações coloridas e seu jeito irreverente de contar histórias.

Ele parece gostar de trazer essas referências — e é bom nisso: em sua série Os Bandeira-Pirata, para pré-adolescentes, além de propor divertidas releituras dos personagens clássicos de histórias de piratas, já fez uma dos livros inspirados no clássico O flautista de Hamelin.

A resenha que trouxemos abaixo fala um pouco mais sobre isso:

Nova aventura da família Bandeira-Pirata se inspira no flautista de Hamelin

Rimas e repetições: pequenos leitores adoram!

Quer saber uma outra coisa legal sobre esse livro? O texto é todo rimado e cheio de repetições. As crianças pequenas adoram tanto uma coisa quanto outra.

Rimas dão ritmo e musicalidade às palavras, duas características super importantes para as crianças pequenas, especialmente quando um adulto com quem elas têm um vínculo é quem conta / canta (se tem ritmo, é musical!) a história.

Já a repetição faz com que a criança antecipe os acontecimentos. Assim, se sentem mais seguras e com a sensação de que estào descobrindo um padrão, que estão “desvendando” como alguma coisa funciona.

Puro prazer na faixa etária dos pequenos! 🙂

“Mas não houve TUM
nem houve THCUM
Quem apareceu
não era monstro algum

O que acontece quando o Gigantossauro realmente aparece? Imagem: Gigantossauro, de Jonny Duddle

3 ideias para ler com as crianças

Quer aproveitar que os pequenos vão se empolgar com a série e aprofundar a leitura do livro? Temos três dicas de leitura:

1) Mostre outras contações

Quando há essa possibilidade, é sempre bacana ampliar as referências das crianças com outras histórias que estejam ligadas ao livro que estamos contando no momento.

Depois de ler Gigantossauro com os pequenos, que tal mostrar a fábula do lobo, que conta uma história parecida? Será que as crianças vão reparar nas semelhanças?

Não antecipe essa descoberta! Deixe que elas percebam! 😉

Trouxemos abaixo uma versão dessa fábula, contada pela Flávia Scherner, do Fafá Conta, que também já contou Gigantossauro !

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2) Aproveite as rimas

Leia antes, sozinha, e se dê tempo para descobrir as rimas, o ritmo, a repetição e encontrar seu jeito de contar, a sua própria música.

Vale (re) conhecer momentos de mais tensão, os de alívio cômico, imaginar em que pontos vale dar uma caprichada na voz, na ênfase…

Enfim, é bacana para você descobrir o seu próprio jeito de aproveitar todas as brincadeiras que o autor nos propõe com as palavras!

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3) Pesquise dinossauros!

As crianças amam os dinos, não é? E quem pode achar ruim? Como não se interresar por lagartos enoooormes — alguns com penas — que dominaram a Terra até um dia desaparecerem?

Ou quase, né?, porque os dinos deixaram parentes por aqui até hoje.

A inacreditável história dos dinossauros contada por Guido van Genechten

Esse é um tema super bacana e sobre o qual os cientistas estão descobrindo cada vez mais coisas. Então, já sabemos, por exemplo, que as galinhas e aves são “parentes” distantes de alguns dinos.

Descobrimos que sim, alguns deles tinham penas! O que será que vamos descobrir mais?

Para saber mais, indicamos a revista CHC – Ciência Hoje das Crianças — que faz uma cobertura bem bacana desse tema. Dá uma olhada!

5 curiosidades sobre dinos que você pode encontrar no livro!

Se já topou a dica anterior, que tal começar a pesquisar no próprio Gigantossauro?

1) Conheça todos os dinossauros da história

Ao final do livro, o autor nos apresenta todos as espécies ou gêneros de lagartões que apareceram na ficção. O que você sabe sobre o Diplódoco? Ou o Parassaurolofo?

Jonny Duddle dá umas palhinhas sobre esses animais.

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2) Cabeçudos (quase) ocos

Sabia que em geral, a inteligência dos dinos não era lá seu forte? O Diplódoco, por exemplo, era enorme, mas tinha uma cabeça vazia: cérebro minúsculo para o tamanho.

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3) Explore a linha do tempo

Na história, eles aparecem juntinhos. Mas será que na vida real foi assim também? No final do livro, o autor colocou uma linha do tempo que nos ajuda a entender bem a época em que as espécies viveram. Dessa forma, podemos descobrir também quem conheceu quem.

Será que esse diplódoco (o cinza enooorme) realmente conviveu com um parassaurolofo (o pequeno dino rosa)? Imagem: Gigantossauro, de Jonny Duddle

E quais bichões estavam longe dos outros por nada menos que milhares de anos!

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4) Conheça o Gigantossauro real!

Sim, sim, ele existiu!

Quer dizer, o do livro foi criado pela mente inspiradora de Jonny Duddle. Mas, no fim do livro, ele nos conta que houve um dino que chegou a receber esse nome, de grandão que era.

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5) Pterodáctilos não existem

Não, não existem hoje nem nunca existiram. O que a gente chama de pterodáctilo, na verdade, eram vários bichos diferentes.

Um dos quais com um nome quase impronunciável: Quetzalcoatl. Consegue falar? 😉

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Gigantossauro

Autor: Jonny Duddle
Ilustrador: Jonny Duddle
Tradutora: Gilda de Aquino
Temas: Conto / Humor / Animais / Amizade / Dinossauros
Faixa Etária: A partir de 3 anos
>>Em promoção por R$ 29,90 na Amazon!

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E você? Já leu esse livro? Que dicas pode compartilhar com a gente??

 

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