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Livro “Eu sou uma menina” mostra que não há limites para brincadeiras e infância

23/06/2020

Criança faz barulho! Criança corre feito foguete! Criança desenha, canta, dança, pula. É corajosa, destemida, ousada. Criança brinca com barco! Brinca com bonecos e bonecas! Brinca com pipa, barro, folhas. Inventa, fabula, vive papéis. Pergunta, questiona e quer saber sempre tudo tudinho!

Criança é colorida por essência: espalha alegria por onde passa. Imagem: Eu sou uma menina, de Yasmeen Ismail

Como são as crianças aí na sua casa?

Minha irmã é uma menina!

Eu sou uma menina, da premiada autora e ilustradora irlandesa Yasmeen Ismail, é uma divertida história sobre uma menina feliz com quem é e livre para ser o que é, uma criança:  inventiva, curiosa, em movimento e brincante.

>>Deguste! Leia um trecho do livro aqui!

Na história, a personagem principal já logo anuncia: “sou doce e azeda, não sou uma florzinha”. E quem é fofa o tempo todo, não é mesmo?

Os meninos são barulhentos? Que nada! Criança é que faz festa e música com tudo! Imagem: Eu sou uma menina, de Yasmeen Ismail

Depois, ela aparece tocando de violão à bateria, lendo e aprendendo, competindo, correndo com patins, se sujando com sorvete. Criancices que conhecemos bem de perto, não é?

Em diversas e coloridas situações, a protagonista surge fazendo coisas de criança que, para parte das pessoas, parece “coisa de menino”. Será mesmo que existe isso de “coisa de menina e coisa de menino” quando o assunto é infância e brincadeira?

Uma história de 30 anos

Quando era pequena, a premiada autora de livros infantis Yasmeen Ismail adorava sua irmã mais velha. Foi com ela que aprendeu direita e esquerda e como andar de bicicleta. “Ela era um ídolo”, contou a ilustradora, em uma entrevista para o jornal inglês The Guardian (no link, em inglês).

Sua irmã tinha cabelos curtos e brincava do que quisesse. Por isso, ela era frequentemente confundida com um menino. “Ela não era ‘menininha’ o suficiente”, relembra Yasmeen na matéria.

Ué, será que as meninas não podem ser destemidas? Corajosas? Competitivas? E os meninos? Podem ser sensíveis, reflexivos, acolhedores?

Brincar faz bem! E é coisa de criança — não de menina ou menino! Imagem: Eu sou umamenina, de Yasmeen Ismail

Yasmeen — que sempre teve modelos femininos fortes e independentes, da avó à mãe –, acha incômoda essa ideia de que as meninas corajosas, destemidas, barulhentas e que brincam do que querem são “marias moleques”.

“Essas meninas chamadas de ‘moleques’ são apenas crianças fazendo coisas de criança”, diz ela. Do mesmo modo que, ao contrário, os meninos brincando com “coisas de meninas” são apenas crianças fazendo o que é essencial que façam: brincar!

Brincar livre

Inspirada pela história da irmã, Yasmeen resolveu escrever Eu sou uma menina, mostrando que meninas e meninos podem ser quem quiserem, brincar do que quiserem — e que isso é muito bom e saudável!

Brincar é como as crianças se expressam, refletem sobre si mesmas, inventam mundos para entender o mundo em que vivem, se desafiam fisicamente, testam possibilidades, aprendem, trabalham emoções, desenvolvem físico e intelecto, negociam, convivem, pactuam.

Brincar livre não quer dizer fazer o que quiser, subir no lustre e “causar”. Pelo contrário, se brincam, as crianças ficam mais focadas, concentradas e tranquilas.

Quando se fala em livre brincar, a ideia é o adulto não interferir, sugerir ou dirigir a brincadeira. Deixar que as crianças, entre elas, pactuem o que vão fazer, qual será a fantasia envolvida, os papéis ou mesmo os desafios físicos (como uma corrida, um pega-pega, uma disputa de patins).

Para isso, é preciso tempo, espaço e um adulto presente, que observe e esteja pronto para limitar e intervir apenas se for necessário para a segurança dos envolvidos 😉

>>Demos muitas dicas de brincadeiras livres para fazer em casa. Inspire-se aqui!

>>Mostramos também que brincar é simples: pano, tecido, utensílios, areia, pedrinhas e até caixas.

Dicas de leitura

Para enriquecer ainda mais a experiência, separamos três dicas que podem fazer a diferença aí na sua casa.

1-) Leia antes

Todo o texto do livro é baseado na repetição de “eu sou uma menina”. Às vezes mais gentil, às vezes mais brava, a personagem vai desfazendo os mal entendidos e reforçando que pode brincar e aprender o que quiser.

Para dar ritmo à leitura, é bacana ler antes e ir encontrando “sua voz” na leitura para os pequenos.

2-) Ouça as histórias

Leia sem pressa, porque o livro pode gerar conversas. Ouça o que as crianças têm a dizer, deixe-as expressar seus pontos de vista.

Geralmente, quando se identificam com as personagens, os pequenos costumam comentar suas experiências.

Esse é um momento muito rico de diálogo em família, de conhecer vivências e interpretações que, talvez, a gente não conhecesse se não fosse assim, nesses momentos afetivos.

Será que já aconteceu por aí o mesmo que na história?

3-) Mergulhe nas imagens

Yasmeen tem uma técnica apurada e lindíssima com aquarela, cores, e tintas. Combina tudo isso com espaço em branco na medida e cria ilustrações muito potentes. É uma aula estética!

Deixe as crianças viajarem nas imagens. Reserve tempo só para isso!

E mais: vá acompanhando com elas a narrativa visual, que vai acrescentando elementos à história verbal…

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Eu sou uma menina

Autora / Ilustradora: Yasmeen Ismail
Tradutora: Gilda de Aquino
Temas: Identidade / Autoconhecimento / Respeito às diferenças / Brincadeiras / Cotidiano
Faixa Etária: A partir de 2 anos (leitura compartilhada) ou 6 anos (leitura independente)
R$ 39,50

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E você? Do que brincava quando criança?

 

 

 

 


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