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Brasileiras e brasileiros que fizeram história são tema de novo livro de Sandroni

23/09/2019

Em resumo Para leitor juvenil, autora premiada da série Ludi faz minibiografias de mulheres e homens que foram expoentes em suas áreas e em suas lutas

Maria Quitéria foi a primeira mulher a ser aceita no Exército. Lutou pela Independência do Brasil bem antes que Dom Pedro I desse o famoso grito do Ipiranga.

Maria Quitéria, em ilustração de Guilherme Karsten para o livro Era uma vez

Chiquinha Gonzaga enfrentou e se libertou de um casamento por obrigação, escreveu a primeira marcha de Carnaval e tornou-se uma importante maestrina da música popular brasileira.

Antonieta de Barros, educadora filha de uma escrava liberta, elegeu-se deputada nos anos 30. Nem é preciso dizer que foi não só a primeira mulher a chegar a esse posto, mas também a primeira negra.

Bertha Lutz, cientista, trouxe o feminismo europeu ao Brasil e lutou pelo direito das mulheres ao voto. Já a alagoana Nise da Silveira revolucionou o tratamento psiquiátrico no Brasil, humanizando-o e introduzindo a arte como forma de expressão do inconsciente dos pacientes.

Carmem Miranda, artista ícone da cultura brasileira mundo afora, costurava suas próprias roupas, figurinos e, na juventude, trabalhou numa loja de chapéus. E uma das principais atrizes do nosso país, Cacilda Becker ainda criança pediu à mãe que mudasse de cidade para conseguir estudar. Queria ser presidente de uma companhia de carros, dizia.

Antonieta de Barros retratada pelas mãos de Guilherme Karsten

Quer mais? Claro! O novo livro de Luciana Sandroni (premiada autora da série Ludi – Ludi vai à praia, Ludi na chegada e no bota-fora da Família RealLudi e os fantasmas na Biblioteca Nacional e Ludi na Floresta da Tijuca), com ilustrações de Guilherme Karsten (artista recém-selecionado para a Bienal Internacional de Bratislava, na Eslovênia) e Natalia Calamari, lista ao todo 10 mulheres e 10 homens que marcaram a história do Brasil.

Era uma vez  – 20 pequenas histórias de grandes brasileiras / brasileiros que marcaram o Brasil reúne biografias curtas de cada um deles, ao todo 20 histórias reais, que a autora conta fiel aos fatos, ficcionalizando alguns diálogos e detalhes, o que deixa as narrativas gostosas de ler, leves e atuais para o jovem leitor.

Sandroni quis fugir do tom frio e enciclopédico das biografias. “E se a gente priorizasse a infância dessas pessoas? Fui me animando com essa questão da infância delas todas”, conta.

Como é para jovens, pensou em usar diálogo, leveza e perguntas, para que o leitor imaginasse as situações, cenários, desafios. A família das pessoas que retrata aparecem com destaque e quase todas as histórias começam contando o nascimento dessas personalidades.

De um lado, o leitor encontra as histórias femininas. De outro, virando o livro, as biografias dos homens notáveis, como por exemplo:

Zumbi dos Palmares, um dos mais importantes líderes da resistência negra à escravização no Brasil Colônia.

Zumbi dos Palmares, por Natalia Calamari

Monteiro Lobato, escritor, foi o primeiro a fazer histórias para crianças que realmente retratassem a vida, a imaginação e o jeito de ser delas. Criou personagens inesquecíveis como Narizinho, Pedrinho, Emilia, Cuca e Visconde de Sabugosa.

E Pixinguinha, um dos mais brilhantes compositores brasileiros, autor de sambas e choros que se tornaram ícones da nossa cultural musical.

Cem nomes e um ano de pesquisa

Sandroni recebeu um convite do Grupo Brinque-Book  — o livro sai pela editora Escarlate — para o projeto de Era uma vez. Pesquisou uma lista de cem nomes, entre homens e mulheres. Desses, selecionaram 20 pessoas. Como o texto seria um pouco maior do que uma mini bio, decidiram manter 10 nomes para cada gênero.

Natalia Calamari desenha Pixinguinha para o livro Era um vez, de Luciana Sandroni

A lista final foi definida em parceria com as editoras da Escarlate e Sandroni levou cerca de um ano na pesquisa e redação do texto. Consultou livros — em sua maioria — e também filmes, obras, músicas, entrevistas.

Com algumas dessas personalidades, Sandroni já tinha uma relação afetiva. É o caso de Monteiro Lobato, por exemplo, autor de livros que a mãe lia para ela desde a infância.

Pixinguinha e Villa-Lobos também eram conhecidos de infância e adolescência. Outras personalidades Sandroni foi conhecendo melhor durante a feitura do livro, como Cacilda Becker, cuja determinação desde a infância e o desejo de aprender a surpreenderam.

De Grande Othelo, de quem ela conhecia a obra, também descobriu um pouco mais da vida: aos 8 anos, ele pediu autorização à família para ir embora com o circo. “Eles todos já eram meio geniais desde a infância”.

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A obra está em pré-venda a partir de hoje no site da Brinque-Book  com 30% de desconto.

 

E você? Já pensou em qual seria sua lista afetiva de mulheres e homens notáveis? Conta para a gente nos comentários!


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