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Em “Eric faz tibum”, urso supera medos e ansiedade com imaginação e amizade

17/03/2020

Eric vivia preocupado: com os barulhos à noite, com as aranhas que poderiam entrar no seu sapato, com a lama que suja a roupa…

O Eric, de Emily Mackenzie, se parece com muitas das nossas crianças: quem nunca teve medo?

Experimentar coisas novas também não era com ele, nem se a coisa nova fosse um delicioso sanduíche com mel.

A situação de Eric parece familiar? Toda criança sente medo de muitas coisas — do monstro embaixo da cama, da prova na escola, de ficar longe dos pais.

Medo é natural

Sentir medo é natural para todos nós, medo é um dos sentimentos básicos, responsável por nos manter vivos, como nos conta a psicóloga Danielle Rossini, do canal Bom pra Cuca.

No caso das crianças, lidar com esse sentimento é ainda mais desafiador do que para nós, adultos.

Em primeiro lugar, porque é uma emoção muito forte, básica, com repercussões físicas, no corpo mesmo. Para as crianças pequenas, é difícil lidar com tamanha sensação.

Aprender a manejar o medo e suas consequências físicas é uma questão de maturidade emocional, que vamos ganhando conforme crescemos.

Em segundo, as crianças se percebem vulneráveis diante do mundo. Sabem que dependem dos adultos para muita coisa, não compreendem bem o funcionamento de muitas outras e enfrentam desafios que, para elas, são bem grandes.

Identificação com o Eric

As crianças, assim, vão se identificar com esse urso super preocupado, que, de “se” em “se”, tem dificuldade para viver a vida e a infância livremente.

Seja para brincar numa poça de lama, seja para comer um sanduíche, Eric preocupa-se, ansioso e amedrontado.

Vida moderna e ansiedade

Acesso às telas desde bebê, correria da vida moderna, relações sociais restritas à escola, excesso de tarefas, compromissos, afazeres e de cobranças e pouca natureza estão entre as razões que explicam por que as crianças e adolescentes estão tão ansiosas.

Estima-se que, em uma década – entre os anos 2000 e 2010 -, os casos de ansiedade entre os pequenos saltaram 60%.

Segundo dados da Associação Americana de Pediatria, 1 em cada 8 crianças tem sofre com transtornos de ansiedade.

Esse também é um tema que perpassa o livro e que pode ser explorado com as crianças de forma lúdica.

Amizade e imaginação

Na história, é também a imaginação e a ludicidade que se sobressaem e apontam os caminhos para o ansioso Eric vencer seus medos e preocupações.

E se ficar escuro? E se uma aranha entrar no sapato? Eric vivia preocupado e ansioso

Sua melhor amiga, Flora, é corajosa e valente! Muito admirada por Eric — e sempre por perto –, ela é quem estimula o amigo a experimentar o que o assusta.

Para conseguir isso, a alegre coelha não argumenta, não racionaliza, não julga nem diminui a importância dos sentimentos do amigo — coisa que, às vezes, tentando ajudar, nós, adultos, fazemos. Quem nunca?

Acolhendo no lúdico

Mas a esperta melhor amiga, ao invés disso, sugere a Eric que dê asas à imaginação e ao faz de conta para lidar com o que é tão desestabilizador.

Quando ele não quer experimentar mel, por exemplo, ela o convida: “por que você não faz de conta que é um urso, Eric?”

Ou ainda, diante do medo do amigo de ficar escuro: “Vamos fingir que somos corujas, Eric”.

É com esse tipo de sugestão que Flora vai, pouco a pouco, levando Eric ao mundo da imaginação e do sentimento, onde as racionalizações do tipo “e se” não tem vez.

 O lúdico, o mágico, a imaginação e o acolhimento de Flora dão à Eric a tranquilidade necessária para lidar com preocupações e medos

Até que chega um convite para uma festa na piscina. Só que Eric nem sabe nadar! Será que ele dá conta? E Flora?

O final surpreendente reforça não apenas o papel da amizade, da empatia e do acolhimento, mas também o poder do exemplo.

E, no final das contas, não deixa dúvidas de que todos temos medos!

 

 

 

 


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