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Novo “caso” se passa no museu e convida leitor a desvendar mistério

27/01/2021

O urubu está aflito: ele dirige o Museu da Mata, e o quadro mais valioso do acervo sumiu! Ele chama então Dona Aranha, especialista em tramas, para decifrar o mistério.

Assim começa O caso do grande roubo do museu, lançamento de janeiro e novo livro de Milton Célio de Oliveira Filho, leitor apaixonado de livros de mistério desde pequeno.

Você gosta de livros policiais? O autor deste certamente sim! 😉

Quem vai desvendar esse mistério? A Dona Aranha? Ou o leitor atento? Imagem: O caso do grande roubo do museu, de Milton Célio de Oliveira Filho (texto) e Alexandre Rampazzo (ilustrações)

Romance policial infantil?

“Meu interesse por enredos de mistério vem da infância. Comecei a ler as obras de Edgar Allan Poe, Arthur Conan Doyle (o “pai” de Sherlock Holmes) e Agatha Christie (criadora de Hercule Poirot). Hoje, procuro aplicar em meus “casos” o que aprendi com esses mestres do gênero policial, criando pistas a cada página (algumas em código) para despertar a atenção do leitor”.

Claro que não estamos falando, de fato, num livro policial. Aqui não há crimes nem vilões de verdade. Mas aquela deliciosa atmosfera de investigação, mistério e estímulo a botar a cabeça para ver por trás  da trama, isso tem de sobra.

Como em outros “casos” do autor, neste o leitor também é convidado a desvendar o sumiço: cada bicho interrogado pela Dona Aranha dá uma dica de qual será o próximo animal suspeito.

As rimas e as ilustrações potentes, do premiado Alexandre Rampazzo (autor de Este é o lobo, finalista do Jabuti 2017 e publicado pela Pequena Zahar) nos deixam pistas do que vamos encontrar ao virar a página.

Quem será que vai descobrir o paradeiro da obra? E que outra surpresa esse quadro pode revelar?

Mistério nas mãos do leitor

Uma outra característica marcante da obra de mistério de Milton Célio são seus caprichados finais, sempre surpreendentes.

“Meus vilões não são tão vilões quanto parecem”, conta ele.

Em O caso da lagarta que tomou chá de sumiço (com ilustrações de André Neves), por exemplo, o pequenos detetive descobre que a dona lagarta, na verdade, estava era encasulada, ocupadíssima em virar uma linda borboleta.

No E a lua sumiu? (ilustrado por Maté), Milton revela às crianças que ninguém roubou nosso satélite natural: ele estava apenas “escondido” na fase de lua nova 😉

Assim, do mesmo modo, neste O caso do grande roubo do museu, o final revela que as coisas podem não ser bem o que parecem…

A grande diferença é que, para descobrir o que se passa na história, o leitor vai precisar usar literalmente as mãos. Com esse desfecho, Milton brinca com o livro como objeto. Sem manipular a obra, será impossível perceber seu final tão irreverente.

>>Curiosa? Leia um trecho<<

5 dicas para ler em casa ou em sala

Pensar o livro como um objeto já é um primeiro ponto para o mediador adulto, que vai facilitar a leitura com os pequenos, seja em casa, seja na escola.

Trouxemos algumas dicas para você aproveitar ainda mais a leitura com as crianças por aí.

1) Livro em mãos

Essa é uma obra que as crianças precisam manipular. Principalmente por causa do final. Vale vocês se organizarem de uma forma que o livro esteja na mão delas quando se aproximar da “hora H”, mesmo que você tenha ficado com a obra na maior parte do tempo…

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2) Rimas e pistas

Se você puder, leia o livro antes de compartilhar com as crianças.  Ele é cheio de rimas, brincadeiras, pistas e pequenos diálogos divertidos.

Pode ser bacana você desvendar seu próprio ritmo com as rimas, criar um um jeito de contar que ajude as crianças a ir “pegando” as deixas que o autor dá. Outro ponto é: o ilustrador também criou pistas 😉 Deixe as ilustras bem à vista dos pequenos!

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3) Repare nas ilustrações

Sim, elas são fundamentais nos livros ilustrados! Uma boa ilustração nos conta tanto quanto o texto — às vezes, conta até mais ou nos mostra uma nova perspectiva.

Neste caso, repare e instigue as crianças a repararem também, em como o uso de poucas cores cria uma atmosfera mais misteriosa, séria, grave.

Por que será que Alexandre Rampazzo, que ilustrou o livro, escolheu usar lápis de cor de uma cor só?

Não passe batido pelas expressões das personagens nem por seus figurinos. O que será que eles contam nesta história?? 😉

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4) Pesquise obras de arte

Esta história foi inspirada em um fato que realmente aconteceu com o pintor russo Wassily Kandinsky. Milton Célio, que também adora arte, nos contou que o artista ícone da arte abstrata certa vez não encontrou seu próprio quadro. Isso porque tinha… Ah, não vamos dar spoiler, né?

Pode ser interessante aproveitar a deixa para mostrar mais obras do Kandisnky às crianças, organizando tours virtuais por museus: as crianças já visitaram museus? O que se faz por lá?

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5) Ouça o que as crianças têm para nos contar

Diversos bichos vão se sucedendo a cada virada de página. As crianças conhecem todos eles? Já viram pessoalmente? O que sabem sobre cada um?

Alguma criança tem uma história pessoal para compartilhar sobre algum dos bichos? Que tal fazer uma lista com o nome dos animais e convidar as crianças a desenhar os preferidos?

O livro não tem adivinhas, mas sua estrutura também usa informações irreverentes dos animais para dar pistas sobre quem são. Que tal mostrar para as crianças algumas adivinhas de bichos?

Conhecendo os autores

Milton Célio de Oliveira Filho é escritor, professor e advogado. Nascido em Ubatuba, em 1953, dedicou grande parte da sua carreira à educação, atuando sobretudo em escolas públicas. Suas obras já integraram o catálogo da Feira de Bolonha e receberam diversos prêmios. Muitas vezes, são permeadas por mistérios e desafios de lógica a serem decifrados pelo leitor.

Alexandre Rampazzo ilustra e escreve livros ilustrados. Formado em Design, nasceu e vive em São Paulo e já trabalhou como diretor de arte. Recebeu importantes prêmios literários, como Jabuti, FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), Prêmio Biblioteca Nacional, Premio Fundación Cuatrogatos e Troféu Monteiro Lobato, entre outros. Alguns de seus livros foram editados em países como Argentina, Portugal e Itália.

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O caso do grande roubo do museu

Autor: Milton Célio de Oliveira Filho
Ilustrador: Alexandre Rampazo
Temas: Animais / Artes Plásticas / Adivinhas
Faixa Etária: A partir de 2 anos (leitura compartilhada) ou 6 anos (leitura independente)
R$ 44.90

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E você? Compartilhe sua experiência de leitura dessa obra deliciosa com a gente!

 


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