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Conheça esta obra rimada sobre uma cabra viajada e premiada: assista aqui

10/06/2020

Já foi a São Paulo? Theatro Municipal, MASP, Ibirapuera? Conhece o Rio? A Lapa, o Cristo, a praia? E nos pampas? Já esteve? Frevo, maracatu, já dançou lá no Recife? Amazonas? Já viu de pertinho, a ponto de sentir o cheirinho do açaí brotando?

Pois a cabra que acompanhamos nessa deliciosa — e divertida — história, já esteve em todos esses lugares. Viajante e viajada, ela saca sua lâmpada e dá-lhe abrapracabra, a palavra mágica!

Cabra e jacaré viajam pelo Brasil de norte a sul, em cores e com texto cheio de rimas. Imagem: Abrapracabrasil, de Fernando Vilela

Pronto! Com seu amigo jacaré e as cores e técnicas incríveis do premiado ilustrador Fernando Vilela, lá se vai a cabra — e nós, leitores — para outro canto do País.

Estamos falando de Abrapracabrasil, obra que brinca com a palavra mágica “abracadabra” e faz várias referências a outras histórias. Quer ver só?

O livro nos leva para outras obras: boa história puxa outra. Imagem: Abrapracabrasil, de Fernando Vilela

Hum, conheço essa história

Se o enredo lhe parece conhecido, é porque é mesmo! A lâmpada maravilhosa, conhecemos de outras narrativas, como as que nos trazem as aventuras de Alladin.

Referências nos clássicos

Essas referências vindas de outras histórias são muito importantes quando se lê com as crianças, porque ajudam a apresentar os clássicos e a  formar repertório, que enriquece leituras e acrescenta sentidos.

Um livro não se faz sozinho: muitas vezes, vai “convocando” outras obras que já lemos para complementar e ampliar o sentido de sua própria narrativa.

Uma história puxa a outra e vai ficando mais gostosa e rica na medida em que lemos mais e mais obras. Já reparou?

Se a lâmpada tem um pezinho no Oriente idílico de Alladin, a cabra é bem brasileira e nasceu de um livro anterior de Fernando Vilela, o Abrapracabra.

Pantanal e Amazonas, já conhece? Que tal viajar para lá também nas páginas de um livro? Imagem:Abrapracabrasil, de Fernando Vilela

Histórias de viagem pelo Brasil

Abrapracabra é a primeira história em que essa personagem aparece. Nele, nossa companheira descobre a lâmpada, sua palavra mágica e aventura-se mundo afora.

Numa conversa exclusiva com o Blog da Brinque, Fernando Vilela nos contou que a ideia de cabra viajante surgiu assim, do nada, como se viajasse pelo ar, uma ideia brincante e divertida.

Se no primeiro livro a cabra conhece o mundo, neste aqui Vilela resolveu passear com sua cabrinha pelo Brasil, viajando por suas próprias memórias de lugares pelos quais passou.

Do Pantanal à São Paulo, Vilela vai nos contando seu Brasil afetivo nas idas e voltas do divertido animal.

Para isso, usa as palavras e, claro, suas maravilhosas gravuras — o autor nos conta, no próprio livro, que usa lápis, gravura com carimbo feito em borracha e o computador para desenhar a cabra e suas paisagens.

Leia para os bebês

Com suas cores e — especialmente — com suas rimas, esta é uma obra que cativa os bebês! Sim, se você tem um pequeníssimo leitor em casa, aproveite!

Não à toa, o Abrapracabra, que também e todo rimado como o Abrapracabrasil, foi escolhido pela A Taba em seu e-book de livros para ler com bebês exatamente pelas rimas!

Cores, ritmos, rimas: tudo o que um bebê ama num livro! Imagem: Abrapracabra, de Fernando Vilela

Bebês amam rimas!

Às vezes, podemos pensar que os bebês só se interessam por livros brinquedo, pelos cartonados, por livro imagem… Mas não é bem assim, pelo contrário!

Bebês amam poesia, porque adoram o ritmo das rimas, a repetição, o jogo de palavras.

“O bebê tem sede de ritmos. Ele gosta daquilo que acontece regularmente: a presença e a ausência da mãe, o ritmo das refeições, a alternância do dia e da noite… Ele adora os refrões, as cantigas de ninar, parlendas e brincadeiras de linguagem”, nos contam Evélio Cabrejo-Parra e Marie Bonnafé no livro A pequena história dos bebês e dos livros, publicado no Brasil em 2013 pela revista “Emilia” e pelo SESC.

Imagine que os pequeninos acabaram de chegar a um mundo onde tudo é compartilhado por palavras e sons, que eles ainda não dominam. Mas querem muito dominar: nossas palavras, o som de nossa voz, a entonação carinhosa com que falamos com eles, tudo isso é afetuoso, acolhedor e interessante.

Ao mesmo tempo, o ritmo acompanha os bebês desde a barriga. Na vida deles, tudo é regido pelos ritmos e rotinas. Quando conseguem perceber que há um ritmo no que falamos, ficam encantados.

Rimas bem brasileiras

Também adoram leituras de repetição, ou seja, que você leia leia leia e releia histórias preferidas muitas vezes. Assim, antecipam sons e ritmos e sentem-se muito competentes quando fazem isso.

Esse Abrapracabrasil é todo ele feito em quadras rimadas, como um repente, o que pode ser muito bem explorado pelos bebês e pequenos leitores.

>>Leitura é um banho de afeto! Leia mais sobre o tema a leitura com bebês aqui, post-conversa com a especialista Edi Fonseca.

Os pequeníssimos leitores

Se os pequenos amam rimas e ritmos, confira abaixo algumas dicas para que o momento de leitura com seu bebê e criança pequena seja ainda mais prazeroso.

Algums dicas vieram desse post aqui, em que juntamos as pesquisas de vários especialistas sobre bebês e leitura — como Evélio Cabrejo-Parra e Marie Bonnafé, dupla francesa, ou Denise Ghilherme, de A Taba.

1-) Estude o ritmo

Comece lendo o livro sozinha (o), repetidas vezes, para compreender o ritmo proposto pelo autor no modo como organizou rimas e palavras.

Assim, você consegue “levar” a leitura do seu jeito, explorando a “música” que o autor escreveu, dando ênfase nas partes que quiser destacar, nos momentos de aventura. E também adaptando esse ritmo e esse “balanço” às reações do seu bebê.

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2-) Escolha pelas qualidades literárias

Não se preocupe tanto com a faixa etária na hora de escolher as obras.

Livros com qualidades estéticas funcionam bem para qualquer idade e, além disso, duram.

Ou seja, são tão instigantes em termos do uso da palavra, das imagens e dos temas e conteúdos que, a cada nova leitura e a depender da idade do leitor, suscitam novas interpretações; revelam outras camadas.

Mesmo que um bebê não compreenda racionalmente contextos e palavras, ele com certeza aproveitará o contato com os pais, o uso literário da linguagem oral, a sonoridade do idioma e será instigado por um estética mais complexa.

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3-) Deixe os bebês se moverem

Os pequeninos precisam se movimentar para dar conta das emoções. Quando você lê para seus filhos e eles saem andando ou não param de se mexer, podem estar amando a experiência e precisando de “ajuda” do corpo para extravasar tanto entusiasmo.

Repare no seu filho para saber se gosta ou não da história. Mas deixe ele se movimentar livremente enquanto lê!

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Veja a contação musicada

Gostou dessa obra de Fernando Vilela e da possibilidade e contá-la para seu bebê? Ficou curiosa (o) para conhecer mais das suas possibilidades?

Olha que bacana: as meninas do grupo Histórias de Brincar contaram justamente esse delicioso Abrapracabrasil no nosso canal do YouTube.

Você pode conferir por lá — indo por aqui — ou dando play no tocador aqui embaixo:

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Abrapracabrasil

Autor: Fernando Vilela
Ilustrador: Fernando Vilela
Temas: Humor / Geografia / História / Amizade
Faixa Etária: A partir de 2 anos
R$ 44

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E você? Volte para contar como são suas experiências leitoras com seu bebê. E nos conte o que achou do vídeo e do livro! 😉

 

 

 

 

 


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