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Procurando ideias de brincadeiras para os seus pequenos? Tente os tecidos!

06/02/2020

Quem nunca gastou uma pequena fortuna em um brinquedo educativo, que foi esnobado sem dó pelo bebê ou criança pequena?

Quem nunca viu seu pequeno se divertir muito mais com a embalagem do que com o conteúdo dela?

*Imagem: de Patricia Auerbach no livro A garrafa

Quem nunca flagrou o filho “atacando” as gavetas de tampas e potes?

Quem nunca ficou em dúvida se estava estimulando demais — ou pouco — seu bebê, oferecendo muitos — ou poucos — brinquedos?

#quemnunca?

As boas notícias para você, que se encaixa nos exemplos acima como se a gente tivesse dado uma passadinha na sua casa e conhecesse seu dia a dia, são três:

1) bem-vinda ao clube e saiba que é absolutamente normal passar por todas essas situações.

2) os bebês e crianças pequenas gostam muito mais mesmo de desvendar o funcionamento dos objetos comuns do dia a dia do que de explorar brinquedos “prontos”.

O que significa que, fique tranquila: um simples paninho pode dar muito o que brincar — e descobrir — para seu filho.

E 3) neste post, vamos falar sobre a importância desse brincar exploratório do bebê e da criança pequena e te dar dicas do que pode oferecer aos seus pequenos.

Bebês, crianças e o brincar para Emmi Pikler

Por que será que os bebês gostam mais de tampas, potes, panos e caixas de papelão do que de brinquedos teoricamente “pensados” para agradá-los?

Pikler e as famílias 🙂

Bom, muitos teóricos, educadores e estudiosos dos bebês se debruçaram sobre as particularidades dessa fase do desenvolvimento.

Entre eles, há uma pesquisadora em especial, que está se tornando muito respeitada e referência em educação infantil, chamada Emmi Pikler.

*Imagem: de Patricia Auerbach no livro A garrafa

A abordagem proposta por Pikler, médica húngara que desenvolveu sua teoria cuidando das crianças de um orfanato, vem sendo tratada em revistas e sites voltados para pais e mães.

Por exemplo, no dia 22.1.20, o site Lunetas entrevistou a pediatra francesa Isabelle Deligne, especialista na abordagem Pikler, sobre a potência dos tecidos de poá — aqueles vermelhos com bolinhas brancas:

“A estampa vermelha de bolinha branca (muito comum na Hungria), desperta interesse do bebê pelo fato de ter poucas cores e as bolinhas convidam a criança a focar o olhar”, diz a pediatra ao Lunetas.

Ela conta que esses tecidos, cortados em pedaços de 35 cm x 35 cm, permitem às crianças exploração sensorial, liberdade de movimentos das mãos e dedos e muitas possibilidades.

Na entrevista, a pediatra ressalta, por exemplo, que, de acordo com Pikler, o papel dos adultos no brincar das crianças é preparar os espaços, oferecer elementos que possibilitem essa exploração sensorial.

Não é preciso estimular ou dirigir a brincadeira.

Brincadeira e etapa de desenvolvimento

Como bem destaca a pediatra entrevistada pelo Lunetas, os bebês e as crianças pequenas têm interesses por objetos que coincidem com suas etapas de desenvolvimento, tanto motoras quanto emocionais.

*Imagem: de Patricia Auerbach no livro O lenço

Sim, os bebês e crianças pequenas aprendem quando brincam com alguma coisa que desafia suas habilidades motoras, seus sentidos, seu controle sobre seu próprio corpo ou sobre os objetos.

Do mesmo modo que vão aprendendo o autocontrole das mãos, por exemplo, vão também amadurecendo emocionalmente.

Outra médica muito estudiosa do universo infantil, a psiquiatra italiana Maria Montessori, também já dizia que o trabalho que as crianças fazem com as mãos e com o corpo reflete no desenvolvimento neurológico — tanto emocional quanto intelectual.

Portanto, podemos dizer que os bebês intuitivamente sabem do que precisam para seu próprio crescimento tanto físico quanto emocional. E nos mostram isso ao escolherem com o que preferem brincar, em que posição desejam ficar…

Respeitar o estágio de habilidade e de equilíbrio físico do bebê é essencial, diz Pikler e nos lembra a pediatra Deligne, em sua conversa com o Lunetas.

Outra estudiosa dos bebês, Elinor Goldschmied notou a incrível curiosidade e capacidade de “xeretar” dos bebês e desenvolveu teorias e propostas de atividades em que os pequenos exploram objetos e a combinação deles com outros elementos.

Aproveite essas ideias

Saiba que você pode então oferecer muito mais que brinquedo para o bebê e a criança pequena brincarem, dependendo da idade e sempre sob sua supervisão, claro!, muito com:

  • Tecidos (que ele possa manipular em segurança e com sua supervisão);
  • Tampas de tamanhos variados;
  • Potes de tamanhos variados;
  • Recipientes de tamanhos e formas variados;
  • Potes variados e água (para brincarem de encher, transferir, esvaziar…);
  • Potes variados e pedrinhas (fique de olho no tamanho das pedrinhas);
  • Colheres, peneiras, panelas;
  • Folhas, sementes, pequenos galhos;
  • Caixas de tamanhos variados.

*Imagem: de Patricia Auerbach no livro O jornal

Você pode escolher um local e, nele, criar um espaço só para acomodar esse tipo de exploração, de preferência sempre no mesmo lugar, no chão, sobre um papel craft ou tapete que delimite a área de ação da criança.

Assim, ela identifica que aquele é o lugar da experimentação e ficará feliz, toda vez que o espaço for montado, em conseguir antecipar para que ele servirá novamente.

Anote e fotografe o que o bebê pesquisar, o que ele vai mostrar a você, quais palavras vai falar para descrever o que está fazendo.

Você vai notar o tanto de aprendizado.

 

>>Detalhe importante que merece ser reforçado: supervisione, esteja junto e não deixe o bebê sozinhos com nenhum material. Avalie também a habilidade de seu bebê para lidar com os materiais para sua idade.

Bebês muito pequenos vão levar tudo à boca, então, nessa fase, melhor oferecer os potes grandes, as tampas, as peneiras — em lugar das pedrinhas.

Melhor oferecer materiais suaves, como plástico, que não vão machucá-lo.

E inspire-se nesses livros

Na já citada matéria do Lunetas, eles recomendam como inspiração o livro O lenço, da premiada Patricia Auerbach, que mostra as mil brincadeiras de uma menina com o tecido vermelho de bolinhas brancas, recomendado por Pikler.

Além da recomendação do Lunetas (acima), temos mais duas dicas de livros para se inspirar, os dois da Patricia Auerbach, repletos de possibilidades com materiais simples:

O jornal

Autora: Patricia Auerbach
Ilustradora: Patricia Auerbach
Temas: Livro de imagem / Narrativa visual / Humanos / Criatividade / Imaginação / Relacionamento familiar / Brincadeiras
Faixa Etária: A partir de 2 anos

Ao ver que seu pai não larga o jornal, um garotinho quer brincar com ele também. O menino quer descobrir o que há de tão especial nesse objeto. A obra revela até onde a imaginação de uma criança pode ir ao transformar um pedaço de papel nas mais divertidas aventuras.

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A garrafa

Autora: Patricia Auerbach
Ilustradora: Patricia Auerbach
Temas: Livro de imagem / Imaginação / Reciclagem / Brincadeiras
Faixa etária: A partir de 2 anos

À primeira vista, parecia uma garrafa vazia e nada mais. Mas foi só olhar de pertinho para ver quantas brincadeiras cabiam ali! Nesse livro de imagem, a garrafa de plástico deixada na pia da cozinha se transforma em objeto de observação pelos olhos de uma criança muito curiosa – como toda criança é. Carrinho, foguete, megafone, tromba de elefante e orelhas de coelho são algumas das possibilidades que se multiplicam quando, na lata de lixo reciclável, várias outras garrafas são encontradas. Das coisas nascem coisas? Se olhar de pertinho, com aquela curiosidade de criança, a resposta é sim!

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Depois conta para a gente como foram as experiências dos pequenos aí na sua casa com essas ideias! 😉


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