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Conheça livros incríveis para falar sobre refugiados com as crianças

29/06/2020

Junho é o Mês Internacional dos Refugiados. Já pensou que, a cada minuto, 25 pessoas são obrigadas a deixar suas casas para fugir de conflitos?

Esse é um tema urgente, que nos coloca diante de diversos desafios. Um deles é como abordar o assunto, tão delicado, com as crianças e jovens?

O que faz de uma casa em outro país um verdadeiro lar? Imagem: Mustafá, de Marie-Louise Gay

Você já se pegou pensando nisso e com dificuldade de explicar aos pequenos as injustiças sociais que, infelizmente, ainda nos cercam?

No lugar do outro

A literatura — e as artes no geral — pode ajudar muito nisso, pois nos permite viajar para outras realidade e perceber as condições de vida a partir do que as histórias nos fazem sentir.

Pode até parecer que não, mas sentir, por vezes, é mais complexo do aprender racionalmente. Especialmente se falamos de experiências tão delicadas e, ao mesmo tempo, tão difíceis de explicar — por que o mundo ainda experimenta tantos conflitos?

Separamos aqui cinco livros muito muito muito especiais que podem ajudar você e seus pequenos leitores nessa viagem em busca do “outro”.

Todas as obras têm esse tema do refúgio e da imigração (lembrando que em 25 de junho comemoramos o Dia do Imigrante).

1-) Poderia

Autora: Joana Raspall
Ilustradora: Ignasi Blanch
Tradutor: Alexandre Boide
Temas: Empatia / Identidade / Solidariedade / Compaixão / Imigração / Preconceito
Faixa Etária: A partir de 3 anos (leitura compartilhada) ou 7 anos (leitura independente)

“Você teria sido criado de outra maneira, talvez melhor, talvez pior. (…) Você poderia ler contos e poemas, ou não ter livros nem conhecer as letras”. Como seria sentir o que o outro sente? Como seria viver o que outro vive? Numa sequência de versos intensos e singelos, a obra nos transporta para mundos distantes e para outros muito próximos, nos faz pensar sobre nós mesmos e a nossa relação com o outro. A cada virada de página, as palavras ganham força, e as cores vivas das ilustrações irradiam empatia e afeto. Dos pequenos aos mais velhos, com extrema leveza, o livro sensibiliza e encanta.

>>POR QUE LER: De uma delicadeza sem par, esse poema em prosa da premiada Joana Raspall nos propõe uma reflexão simples e, por isso mesmo, poderosa: quão diferente seríamos se tivéssemos nascido em outro lugar? Já pensou nisso?

Veja um trecho do livro aqui.

E leia a resenha que fizemos indo neste post.

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2-) Um porco vem morar aqui

Autora: Claudia Fries
Ilustradora: Claudia Fries
Tradutora: Gilda de Aquino
Temas: Ética / Pluralidade cultural / Conto / Animais / Boas maneiras /Convivência social / Respeito às diferenças
Faixa Etária: A partir de 3 anos

Quando um Porco se muda para o apartamento vago no prédio, os outros bichos ficam apavorados. “Porcos são sujos e bagunceiros”, dizem Gabriela Galinha, Clóvis Coelho e Doutor Raposo, e logo culpam seu novo vizinho por tudo que acontece de errado. Mas será mesmo que a culpa é dele?

>>POR QUE LER: De forma delicada e engraçada, essa fábula mostra como, muitas vezes, julgamos as pessoas por preconceitos, que nos impedem de enxergar a realidade. A rejeição do porco deixa à mostra também como muitos imigrantes são tratados nos países para onde vão.

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3-) Mustafá

Autora / Ilustradora: Marie-Louise Gay
Tradutora: Gilda de Aquino
Temas: Solidariedade / Amizade / Empatia / Resiliência / Relacionamento Familiar / Imigração / Refugiados
Faixa Etária: A partir de 3 anos (leitura compartilhada) / A partir de 7 anos (leitura independente)

Mustafá conta a história de um garoto que teve de sair de seu país com a família e aos poucos descobre seu novo lar. A Lua, as estações, as flores, os insetos e a música desse lugar ora lhe lembram a sua antiga terra, ora o encantam pelo que têm de diferente do que ele já conhece. Mesmo com esse mundo novo a descobrir, Mustafá sente-se invisível ali onde as pessoas falam uma língua que ele não entende. Mas, um dia, uma menina, com um gesto simples, irá mostrar a ele que a amizade, a gentileza e o afeto superam as fronteiras entre línguas e lugares.

>>POR QUE LER: O tema do refúgio é visto do ponto de vista das crianças e com as cores e traços irreverentes e coloridos da premiada Marie-Louise Gay. Uma história ao mesmo tempo profunda e doce, traz as questões de quem deixa sua casa, revelando também como um lugar estranho vira um lar.

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4-) Todo mundo é misturado

Autora: Beth Cardoso
Temas: Convivência social / Identidade / Geografia / Amizade
Faixa Etária: A partir de 8 anos

Pablo, o novo menino da classe de Júlia, é boliviano. Curiosa, ela logo quer saber mais sobre ele, mas seus colegas de classe não tem uma opinião tão favorável sobre o aluno novo que veio de longe. Uma série de mal-entendidos e palavras trocadas em português e espanhol armam um cenário nada amigável para Pablo. Será que Júlia conseguirá ajudar o novo amigo e fazer todos entenderem que, no fundo, somos todos “misturados”?

>>POR QUE LER: Finalista do Prêmio AEILIJ (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil) na categoria Texto Literário Juvenil, essa obra juvenil fala sobre o diferente a partir do ponto de vista dos pré-adolescentes, em situações que eles conhecem bem.

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5-) Eu sou uma noz

Autora:Beatriz Osés
Ilustrador: Jordi Sempere
Temas: imigração / refugiados / solidariedade /
convivência social / identidade / astúcia
Faixa Etária: A partir de 8 anos

Eu sou Omar e sou uma noz! Com essa declaração, aparentemente tão descabida, tudo o que o personagem quer é o direito ao amor e à mãe que decidiu acolhê-lo. Omar “cai” no quintal de uma advogada, vindo de um lugar longínquo, num barco-noz que naufragou. Sua tarefa: sobreviver e convencer um juiz de que merece essa chance. Quando a realidade é absurda, ser uma noz faz todo o sentido.

>>POR QUE LER: Comovente, mas narrada de um modo leve e divertido, essa história nos apresenta uma realidade dura e aos muitos desafios que estão diante dos refugiados. Não basta chegar ao outro lado do oceano. É preciso poder viver em terra firme. Não basta ter alguém que se ame. É preciso que esse amor seja autorizado por um lei, que nem sempre é justa. O discurso do narrador, os depoimentos de Omar e da vizinhança onde ele “caiu” nos conduzem, com suas múltiplas vozes, nesse conto de renascimento e imaginação.

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E você? O que esse tema tem a dizer aí na sua casa?

 


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