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5 dicas de como preparar as crianças para a volta às aulas

25/01/2018

Janeiro está acabando; fevereiro bate à nossa porta e, com ele, traz de volta a escola, a rotina, um pouco de correria e o “vamos, filho!”, “termina de colocar a roupa, filha!”, “escova esse dente se não a gente se atrasa para a aula!”.

Antes de tudo voltar ao normal, as 5 dicas dessa semana são justamente para ajudar as crianças a aproveitar melhor o finzinho dessas férias de verão e chegar tinindo à volta às aulas. O legal é que as opções não são excludentes: dá para fazer uma, duas, três, quatro ou todas!

“A princesa Tiana e o sapo Gazé” / Márcio Vassalo (texto) e Mariana Massarani (ilustrações)

Vem com a gente, que a nossa lista está bacana, está brincante, está em clima de sombra e água fresca:

1) Ser turista (na própria cidade): Já experimentou olhar a cidade com se fosse a primeira vez? Se você fosse turista, para onde iria, o que faria, como aproveitaria seu tempo?

A ideia é partir dessa premissa e convidar as crianças a passeios exploratórios, de fruição, de ócio, de ocupação e revelação da cidade, seja em locais conhecidos -o que podemos encontrar de novo e surpreendente em nosso bairro?; pergunte isso a uma criança e saia flanando com ela por aí-, seja indo a locais não visitados, a museus e parques famosos, a pontos turísticos…

Pode levar máquina fotográfica, caderno de anotações, caderno de desenho, gravador… qualquer forma de registro. E deixar que as crianças registrem também. A diversão vai continuar depois, na hora de olhar, separar e conversar sobre o material.

2) Ser leitor (de livros inusitados): Livros imagem, aqueles cuja narrativa é construída com imagens, sem palavras, são deliciosos convites à criação, à imaginação, sem pressa, no ócio. Você deve conhecer vários deles. O desafio aqui é instigar a si e aos pequenos a brincar com as obras de uma forma diferente, inusitada. Que tal inventar e escrever a história para as imagens? E que tal subverter a história original? Narrar um conto de terror com um livro de imagens fofas ou um causo de amor sobre um livro-imagem de monstros? Que tal gravar essas narrativas para ouvir depois?

Ou: é possível criar uma galeria de arte imaginária só com as ilustras dos livros. Se você fosse o galerista, que imagens escolheria expor, em que ordem? Por quê? 

“Vira-lata” / Stephen Michael King (texto e ilustrações)

3) Ser artista (na própria casa): Caneta, lápis, aquarela, canetinha, giz, revistas velhas, jornais lidos, papeis velhos de presente, tesoura, cola. Não requer conhecimento tampouco habilidade. É só juntar meia dúzia de suportes (como os papéis) e meia dúzia de materiais para interferir nesses suportes. E experimentar chamar uma criança para se divertir com a mistura desses elementos. Arte na certa. 

Outra dica é carimbo. Que criança -e nem tão crianças assim- não gosta e carimbo? Dá para se divertir com os carimbos prontos por aí e também dá para criar os próprios carimbos de um jeito bem fácil: desenhando com caneta esferográfica numa borracha branca, comum, de apagar lápis. Depois é sair carimbando o desenho enquanto a tinta ainda estiver forte. 

Para quem gosta de surpresas, sempre tem a tinta plástica “mágica”: oriente as crianças a pingar o tanto de tinta e o tanto de cores que desejarem no papel. Então é só dobrar a folha ao meio, dar uma esfregadinha de leve e abrir. O que será que saiu desenhado pela tinta? Pode ser uma diversão a mais tentar dar nomes -e outras características- às figuras “mágicas” reveladas pela tinta. Mas é preciso lembrar que funciona melhor com tinta plástica.

4) Ser ouvinte (de histórias da vida real): Todo mundo tem muitas histórias bacanas para contar. Que tal selecionar algumas que aconteceram de fato com você -ou com alguém bem próximo- e narrar para as crianças? Como se lesse um livro, como se encenasse uma peça, sabe como? Com entonação, com entusiasmo, com ênfases nas partes dramáticas, patéticas, poéticas, hilárias…

A ideia pode ser ampliada para mais pessoas: que tal chamar avós, primos, tios, tias? Vizinhos? Amigos de infância? Que tal ouvir os (bem) mais velhos? O que teriam para contar de uma época tão distante que surpreenderia nossas crianças?

>>Para se inspirar, dê uma olhada aqui, na Maritaca, uma rádio de música e histórias (reais e fictícias) para crianças.

5) Ser cinéfilo (de desenho animado): Pode ser nos serviços por demanda, na TV ou no cinema. Juntar a família, estourar (ou comprar) uma pipoca e assistir aquele desenho animado é das lembranças mais lindas e acolhedoras da infância. Se puder chamar os amigos então, melhor ainda! A cara das férias.


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