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5 dicas de… como organizar a biblioteca e o acervo de livros das crianças

08/02/2019

Volta às aulas, começo do ano… Dá uma vontade de organizar tudo e deixar o quarto e a vida das crianças em ordem, não dá? E neste ano ainda teve novidade nesse quesito: a bestseller Marie Kondo ganhou série no Netflix para mostrar, passo a passo, seu método KonMari de organização. Virou assunto e colocou em pauta a organização doméstica.

Onde guardar os livros das crianças? Deixar à mão ou colocar lá no alto da estante? As obras dos pequenos ficam no quarto ou na sala, junto com as dos adultos? Como conservar os livros? E como organizar nas prateleiras?

Se você está querendo dar aquela arrumada no acervo dos seus pequenos, chegou no post certo. Essas e outras perguntas, respondemos aqui, em 5 dicas de… organização e exposição para a biblioteca infantil que você tem em casa -ou que quer formar.

Lembrando que é sempre mais divertido se as crianças participarem das etapas – ao menos das que elas derem conta, se ainda são pequenas.

 

Os imaginários, de A. F. Harrolds (texto) e Emilly Gravett (ilustrações)

 

1) Desorganize sem dó: desça tudo das prateleiras, dos armários, das gavetas, de onde os livros estão armazenados hoje. Espalhe no tapete, chão, sofá; na cama ou na mesa. A ideia aqui é visualizar todo o acervo de livros das crianças e quantificar e qualificar. Quer dizer: saber direitinho quantas obras os pequenos têm em casa, de que espaço vão precisar, e se há livros que podem ser doados entre a biblioteca já formada.

“A gente sabe que livros para crianças vão mudando conforme a fase. Vale a pena rever se as obras combinam com as crianças”, avalia a arquiteta e organizadora pessoal Margo Belloni.

Obras de qualidade literária, independentemente da faixa etária a que se destinam, devem ficar. Sempre. São obras atemporais, que, a cada leitura, vão revelar novas camadas. São elas, aliás, que fazem ser tão importante montar um acervo pessoal para filhas e filhos.

Entram aqui os clássicos, por exemplo, mas não só. Há muitas obras contemporâneas com qualidade literária para ganhar espaço em qualquer estante. A produção para crianças e jovens, hoje, é muito ampla e muito boa. Algumas obras são premiadas, outras escolhidas em listas de revistas e blogues especializados, outras indicadas por canais de literatura. Enfim, o que é bom, fica.

>>Aqui, selecionamos dois posts do blogue que tratam justamente de escolha de livros de qualidade e de formação de um acervo inicial bem bacana para os pequenos. SE você quer uma forcinha nisso, recomendamos este link e este outro post.

Obras de afeto -aquelas que a gente ama, que os filhos sempre pedem ou pediam para ler, o primeiro livro- também recomendamos que fiquem. Consulte sempre as crianças.

Mas se há aquele livro de que a criança não gosta muito, um livro-brinquedo que não faz mais sentido ou um muito bacana, mas que a família acha que fará bem a outra criança, sempre têm as bibliotecas que recebem doação, um amigo, um parente e as feiras de trocas 😉

Definido o acervo que fica, vamos para o próximo passo.

 

A árvore de bebês, de Sophie Blackall

 

2) Defina o local e a razão: não há regra quanto ao local. Tem quem prefira colocar tudo o que for da criança em um mesmo lugar, o quarto, por exemplo. Mas tem quem ache que o acervo pode ficar na estante ou outro local que a família definiu para armazenar as próprias obras. E tem ainda aqueles que defendam que os livros podem ocupar vários espaços, acompanhando as crianças em todos os cantos que ela vai na casa.

Aqui, vale avaliar o hábito de leitura da família ou das crianças e organizar o acervo em função disso. E lembrar de que as crianças precisam saber onde encontrar os próprios livros.

Por exemplo: se a família separa  algumas obras para ler à noite, na hora de dormir, e deixa as “mais animadas” para os pequenos lerem ao longo do dia, pode ser interessante colocar as primeiras no quarto, como “livros de cabeceira”, e deixar as demais em outros locais.

Se as crianças gostam de ler na varanda, por que não reservar um canto numa prateleira ou mesmo em um revisteiro com as obras preferidas delas?

“É legal ter sempre um espaço em cada ambiente para estimular o interesse e a leitura de crianças e adultos”, sugerem Daniela Portella e Letícia Seles, da seção infantil da Livraria da Vila, unidade Fradique Coutinho (Vila Madalena, São Paulo, SP).

E, claro, obras podem transitar de um local ao outro. Os queridinhos da noite hoje podem ser os mais lidos na sala em outro momento e vice-versa.

O único “veto” aqui é o chão. Daniela e Letícia fazem essa ressalva, pois no chão é mais fácil empoeirar, receber a visita de pragas e estragar.

 

Cadê o juízo do menino?, de Tino Freitas (texto) e Mariana Massarani (ilustrações)

 

3) Deixe sempre à mão, num ambiente confortável: seja na sala, no quarto, na sala-e-no-quarto, na varanda, no corredor e até na cozinha – sim, onde ficam seus livros de culinária? 😉 – três coisas são absolutamente importantes:

a) as crianças precisam saber onde encontrar as obras. Tem de haver, então, um critério nessa arrumação / distribuição e ele precisa ser claro para os pequenos.

b) os livros devem estar todos ao alcance das mãos leitoras. Nada de livro escondido no armário ou láááá no alto, onde só os adultos chegam. Se as obras forem colocadas na estante da sala, por exemplo, reserve um espaço acessível, baixo, de onde seus pequenos possam retirar e devolver os livros (devolver no lugar é importante também).

Para as obras que forem morar no quarto, vale prateleiras baixas, algumas perto da cama, acomodar as obras numa caixa de brinquedos, num baú bacana…

Claro que há obras que talvez tenham valor afetivo, que sejam raras, que a família deseje preservar enquanto os filhos são muito pequenos. Nesse caso, tudo bem uma exceção. Mas que essas obras inacessíveis sejam realmente uma exceção e logo percam o “veto”.

c) crie uma atmosfera gostosa e aconchegante perto dos livros. Quando a gente vê uma estante linda, repleta de obras, com uma cadeira confortável ali do lado e uma luminária incrível oferecendo a luz direta na medida certa, dá uma vontade de ler sem parar, não dá?

O mesmo vale para os pequenos. Na estante, do lado do espaço reservado às obras infantis, que tal um pufe pequeno e uma luminária? Na varanda, um tapete fofo pode dar o contorno para aquele revisteiro que está servindo para abrigar os livros. No quarto, as obras podem ficar, por exemplo, dentro de uma cabana, pertinho de uma almofada confortável e com alguma iluminação direta suave.

 

Bibioteca?, de Lorenz Pauli (texto) e Kathrin Schraer (ilustrações)

 

4) Organize para ajudar a encontrar: na hora de acomodar nas prateleiras, estantes, baús, a dica é: organize por livros preferidos e, a partir disso, pelo tamanho. Daniela e Letícia, da Livraria daVila, explicam que esse tipo de distribuição facilita o acesso das crianças, pois elas logo visualizam os preferidos e também conseguem identificar mais facilmente os demais.

Além disso, a prateleira fica mais bonita quando se organiza por tamanho, e o conforto visual e essa classificação visual  são importantes para as crianças menores.

Acomode os livros em pé. Eles estragam se colocados deitados, uns em cima dos outros, principalmente os mais de baixo.

Outra dica é: mantenha, sempre que possível, as capas à vista. Algumas prateleiras ou expositores de louças, que tem sido muito usados como apoio para livros e brinquedos em quartos de criança, são ideais para manter algumas obras acomodados de frente para o pequeno leitor.

“Com as capas à mostra, as crianças encontram facilmente o que procuram ou descobrem sozinhas um título novo”, explica Ricardo Amado, arquiteto que já projetou várias bibliotecas públicas infantis.

Nem sempre o acervo todo cabe nessas prateleiras, mas vale usar esse apoio e fazer um rodízio de livros em locais mais visíveis.

“A criança precisa perceber o universo que habita, na maioria das vezes é o quarto. Tem que ser uma coisa que seja fácil para a criança, não para o adulto”, recomenda Margo Belloni.

 

A princesa e a ervilha, de Caryl Hart (texto) e Sarah Warburton (ilustrações)

 

5)  Limpeza e conservação: para manter o acervo sempre em dia, as dicas de Daniela e Letícia são: prateleiras sempre limpas e secas, casa arejada e limpar prateleiras e livros com pano seco a cada 5 ou 10 dias.

“Um truque que sempre usamos é colocar três gizes de lousa em um saquinho fofo ao lado dos livros. Isso ajuda a manter as traças longe”, contam elas.

Espanador também pode ajudar, diz Margo. E o uso, né?  “Se estiver sendo usado sempre, não vai ficar empoeirado”.

 

5)

 


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