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Para os maiores: seleção de livros para ler com pré-adolescente e jovens leitores

26/07/2019

Segundo a mais recente pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pela Fundação Pró-Livro, 86% dos pré-adolescentes -crianças com idades entre 11 e 13 anos- são leitores. Desse universo, 56% declarou ler por gosto.

Apaixonar-se pela literatura, refletir sobre as sensações que um livro, uma história, um personagem causam e ter momentos de leitura por prazer são essenciais para uma formação leitora sustentável.

Aqui, neste post, o Blog da Brinque ouviu especialistas sobre esse assunto e mostrou por que e como manter uma rotina leitora com e para crianças maiores.

A queda dos Moais, de Blandina Franco, Patricia Auerbach (texto) e José Carlos Lollo (ilustrações)

Abaixo, você confere uma seleção diversa de livros, feita pelo Blog da Brinque, para essa faixa etária. Há uma série popular de aventura com protagonistas jovens; um livro que ousa no formato, incorporando outras linguagens contemporâneas à narrativa literária; e um outro que, cheio de humor e irreverência, aborda com delicadeza um tema atualíssimo: os refugiados.

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O clube dos caçadores de códigos

Autora: Penny Warner (texto e ilustrações)
Tradutora: Regina Dell’Aringa
Temas: Aventura / Investigação / Amizade / Cooperação
Faixa Etária: A partir de 9 anos

São três os títulos já publicados no Brasil dessa série premiada da americana Penny Warner, ela mesma uma aficcionada por códigos desde a quinta série, quando aprendeu código Morse. A série conta as aventuras de Cody, Quinn, Luke e M.E., integrantes do Clube dos Caçadores de Códigos, que se dedicam a escrever e resolver mensagens codificadas. No primeiro volume, eles se juntam para desvendar estranhos sinais na janela do Homem Esqueleto, o vizinho sinistro de Quinn.

Já no segundo livro, é um misterioso e-mail fazendo alusão a um tesouro no ilha de Alcatraz que dispara a curiosidade – e o talento investigativo – do quarteto.

Recém-publicada, a terceira obra da série narra as tentativas do grupo de decifrar um intrincado mapa do tesouro de um famoso pirata da Califórnia.

As narrativas são organizadas de forma que os leitores vão decifrando os códigos e pistas junto com as personagens, enquanto leem o livro. Neste link, é possível fazer as carteirinhas de integrantes do clube com os dados do jovem fã.

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A queda dos Moais

Autoras: Blandina Franco e Patricia Auerbach
Ilustrador: José Carlos Lollo
Temas: Ficção em 29 tipos de texto (crônica, lista, mensagem virtual, gráfico e outros) / humor / curiosidades
Faixa Etária: A partir de 8 anos

Estreia da premiada dupla Blandina e Lollo na Escarlate, o livro é resultado de uma parceria com a também premiada Patricia Auerbach (de O lenço). A história conta a viagem da família de Joaquim à Ilha de Páscoa para ver as gigantes estátuas dos Moais. Ao chegar lá, no entanto, as obras estão todas tombadas, sem explicação aparente. A narrativa da aventura ousa no formato e é construída sem narrador: o trio de autores intercala 29 tipos de linguagem -incluindo mensagens de celular, folhetos de propaganda de agência de turismo e até HQs- para contar a experiência do menino e de sua família, no que ele considerou uma “viagem sem noção”.

Há um glossário definindo todas as narrativas utilizadas de forma divertida e bem humorada. E, ao final do livro, uma brincadeira: o jovem leitor e sua família podem se inscrever no PasNo, o clube de Pais sem Noção, do tipo que leva os filhos para uma ilha cheia de estátuas caídas de cara no chão.

>>Os autores contaram aqui como surgiu a ideia da obra e como foi o processo criativo coletivo.

>>Assista uma entrevista de Blandina Franco, Patricia Auerbach e José Carlos Lollo sobre A queda dos Moais.

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Eu sou uma noz

Autora:Beatriz Osés
Ilustrador: Jordi Sempere
Temas: imigração / refugiados / solidariedade /
convivência social / identidade / astúcia
Faixa Etária: A partir de 8 anos

Essa história começa durante um julgamento, em um tribunal: Marinetti, uma advogada, está pedindo o direito de manter com ela uma “noz”, que caiu em seu quintal. A questão que está deixando perplexo o juiz do caso é que a castanha, na verdade, é um menino chamado Omar, que não cansa de declarar que “eu sou uma noz”.

Conforme a história se desenrola, vai ficando claro que Omar está fugindo de um lar em guerra e procurando um local seguro para uma segunda chance de sobrevivência. Encontra em Marinetti uma chance de refazer a vida. Sobrevindo, o menino traz consigo uma nova vida a todo o vilarejo onde chega.

Alternando o discurso em terceira pessoa – nas cenas do tribunal – com os relatos em primeira pessoa – nos depoimentos das testemunhas, a obra constrói uma narrativa profunda, emocionante e delicada sobre um tema duro e atual: os refugiados.

As ilustrações também seguem o discurso do texto, alternando-se nas cores e formas nas duas situações discursivas.

>>Leia a resenha do livro, que analisa outros pontos da obra.

 


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