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Livros para formar jovens leitores empáticos e abertos às diferenças

28/02/2020

Ser empático é usar os olhos do outro para ver o mundo. Pode até parecer simples, não é?

“Não é fácil ser empático de verdade”, nos conta, em uma conversa exclusiva para o Blog da Brinque sobre esse tema, a educadora e consultora literária Celinha do Nascimento.

Empatia requer uma boa dose de autoestima, de flexibilidade, de interesse, curiosidade, criatividade, generosidade e, claro, respeito aos direitos que são de todos nós!

Essas são as palavras no novo milênio, capacidades e habilidades essenciais para a vida pessoal, profissional, emocional, intelectual e até espiritual de nossos filhos.

Estudos recentes mostram, por exemplo, que a empatia é positiva para a satisfação nos relacionamentos, para a habilidade de enfrentar desafios e até para a as finanças!

Empatia para ser feliz

Criar filhos empáticos é fundamental não apenas para vivermos num mundo melhor para todos, mas também para que nossas crianças tenham uma vida plena e feliz.

As artes e a literatura são importantes espaços para ampliar a capacidade subjetiva de “vestir os sapatos dos outros”.

Por isso, selecionamos aqui três livros muito muito muito especiais, com qualidade literária — alguns premiados — para alimentar essa habilidade nos jovens leitores.

1) Eu sou uma noz

Autora:Beatriz Osés
Ilustrador: Jordi Sempere
Temas: imigração / refugiados / solidariedade /
convivência social / identidade / astúcia
Faixa Etária: A partir de 8 anos

Eu sou Omar e sou uma noz! Omar “cai” no quintal de uma advogada, vindo de um lugar longínquo, num barco-noz que naufragou. Sua tarefa: sobreviver e convencer um juiz de que, por ser uma noz, precisa ficar com Marinetti, uma advogada solitária e briguenta que deseja cuidar dele. Quando a realidade é absurda, um menino-noz faz todo sentido.

>>POR QUE LER: Ganhador do selo Seleção da Cátedra Unesco de Literatura, esse livro trata do tema dos refugiados com muita delicadeza, bom humor e usando diversos recursos da linguagem gráfica. Além disso, a história se desenrola a partir de diversos pontos de vista e vozes. Sobrevivendo, Omar trouxe vida a uma comunidade e revelou não apenas suas origens, mas também a de todos nós: quem nunca teve asas de borboleta, voou feito passarinho ou se sentiu um pêssego ou, quem sabe, nasceu castanha sem saber?

>>SIM, NÓS TEMOS MATERIAL DE APOIO AO PROFESSOR: Clara de Cápua elaborou um rico projeto, sugerindo como trabalhar o livro em sala de aula, especialmente para o 4.o, 5.o e 6.o anos do Ensino Fundamental. Com atividades para antes, durante e depois da leitura, Cápua chama a atenção para temas como o uso das ilustrações na narrativa, História e produção textual. O manual está disponível em PDF.

também um PDF extra, com seis atividades criativas para complementar a leitura em sala de aula.

Ilustração de Jordi Sempere em Eu sou uma noz, com texto de Beatriz Osés

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2) Catando piolhos, contando histórias

Autor: Daniel Munduruku
Ilustradora: Maté
Temas: Ética / Meio ambiente / Pluralidade cultural / Relatos de experiências / Lenda / Índio / Indígena / Tradição oral / Dia do Índio (19 de Abril)
Faixa Etária: A partir de 8 anos

“Ali, contávamos para todos os adultos presentes tudo o que havíamos feito durante o dia. Embora não parecesse, todos nos ouviam com atenção e respeito. Aquele era um exercício de participação na vida de nossa comunidade familiar.” Memórias de infância de um menino indígena que nos fala das tradições de seu povo Munduruku transmitidas pela narrativa oral nos momentos felizes quando, sentado na aldeia, no colo dos mais velhos ou ao pé da fogueira, ouvia histórias enquanto eles catavam piolhos em seus cabelos e lhe faziam carinhos na cabeça.

>>POR QUE LER: São oito histórias, entre mitos, lendas, memórias e lições de vida. Falam diretamente da cultura de um povo, de seu imaginário, seus sentimentos, valores e subjetividades. Lindamente ilustradas por Maté, as narrativas nos mostram os Munduruku, a riqueza de sua comunidade e o quanto podemos aprender adotando outras perspectivas.

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3) Todo mundo é misturado

Autora: Beth Cardoso
Temas: Convivência social / Identidade / Geografia / Amizade
Faixa Etária: A partir de 8 anos

Pablo, o novo menino da classe de Júlia, é boliviano. Curiosa, ela logo quer saber mais sobre ele, mas seus colegas de classe não tem uma opinião tão favorável sobre o aluno novo que veio de longe. Uma série de mal-entendidos e palavras trocadas em português e espanhol armam um cenário nada amigável para Pablo. Será que Júlia conseguirá ajudar o novo amigo e fazer todos entenderem que, no fundo, somos todos “misturados”?

>>POR QUE LER: Finalista do Prêmio AEILIJ (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil) na categoria Texto Literário Juvenil, essa obra trata de diversidade cultural e de respeito ao diferente. Mostra também quanto é importante abrir-se ao outro — como forma de respeito, mas também para aprender. E trata disso tudo com uma linguagem e num cenário muito próximo dos jovens leitores.

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E você? Em que momento fala de empatia com seus filhos/as?

 


Comments ( 2 )

  • Ler nos humaniza . Gostei muito das dicas. Adoraria ler Catando piolhos contando histórias

    • oi, Paula, tudo bem? Que bom que gostou! Esse livro é muito bacana mesmo; traz esses relatos afetivos de uma infância tão diferente e, ao mesmo tempo, tão parecida. É libertador quando a gente percebe o quanto nos identificamos, mesmo — e até por causa — das diferenças. Um abraço. Equipe Blog da Brinque

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