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Dia Mundial do Livro: lista de histórias imperdíveis para bebês, crianças e jovens

23/04/2021

Hoje, 23 de abril, se comemora o Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor. Um dia para a gente comemorar, sem dúvida, mas também para ler, ler muito, ler de novo! E, claro, para defender o livro em um momento em que ele pode se tornar menos acessível.

Já escolheu a leitura de hoje? Imagem: Até as princesas soltam pum, de Ilan Brenman (texto) e Ionit Zilberman (ilustrações)

Neste post, cheio de amor pelas histórias, vamos trazer:

  • Uma rápida reflexão sobre o direito ao livro
  • Alguns dados sobre a leitura nas classes C, D e E
  • Uma lista afetiva de livros que nos inspiram a ler mais e mais. São 9 obras: 3 delas para bebês, 3 para crianças pequenas e 3 para os leitores mais experientes

Vamos juntas e juntos?

O livro é um direito de todas e todos

O sociólogo e crítico literário Antonio Cândido (1918-2017) defendia que a leitura é um direito humano, tanto quanto outros direitos — como à vida e à liberdade, por exemplo.

Em uma entrevista concedida à Comunidade Educativa CEDAC e exibida pelo Itaú Cultural em virtude da Ocupação Antônio Cândido (2016), ele diz o seguinte:

“Literatura é uma necessidade universal experimentada em todas as sociedades”

Faz sentido, não faz? No Dia Mundial do Livro, esta é uma reflexão que precisa ser feita, concorda? Vamos imaginar, por exemplo, todo o conhecimento a que tivemos acesso até os dias de hoje. A imensa maioria chegou às nossas mãos através de um livro.

Mesmo quando “damos um google”, os dados que encontramos ali saíram de livros, de publicações, de pesquisas que já foram ou serão lidas como palavra impressa.

Além disso, o livro ainda é o mais importante suporte para termos acesso à nossa língua — e não apenas escrita. A leitura desde cedo, para os bebês e as crianças pequenas, ajuda na aquisição da fala e na melhora do vocabulário.

Por que ler para bebês, como ler e quais livros escolher em 5 perguntas e respostas

E as histórias, que nos uniram desde sempre e que são tão fundamentais para a nossa condição humana, estão contidas onde? Nos livros!

Dia Mundial do livro e a leitura: porque ler não é “coisa de rico”

Se as histórias são para todos e todas e todos e todas precisam ter direito a elas, não faz sentido torná-las mais caras, concorda?

Especialmente em uma país tão desigual quanto o nosso — e onde, por isso mesmo,  uma maior acesso à leitura é uma das formas de vencer essa desigualdade!

A Constituição Federal proíbe que se criem impostos sobre livros, periódicos, papel e insumos desses produtos. Isso justamente para facilitar a circulação e o acesso a esses bens.

Em 2004, uma lei federal isentou o livro de contribuições (que são diferentes de impostos) e é essa isenção que está sob risco com a nova Reforma Tributária, que pode criar uma contribuição com alíquota de 12% e elevar o preço desse tipo de produto para o consumidor.

São os mais ricos que estão lendo menos

Um dos argumentos de quem defende uma nova taxação para o livro é que ele é um “produto de rico”, como se fosse uma lancha ou um helicóptero — que, aliás, não são bens que a gente precise democratizar para melhorar a vida das pessoas.

Mesmo se isso fosse verdade, que livro fosse “de rico”, tornar mais caro não iria facilitar o acesso, não é mesmo?

Mas acontece que esse argumento não é comprovado nas pesquisas que estudam os hábitos de leitura no Brasil.

Por exemplo: entre os respondentes da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada em 2020 pelo Instituo Pró Livro, Itau Cultural e Ibope, 53% das pessoas da classe C eram leitores.

Entre os grupos socioeconômicos pesquisados, foi justamente na classe A — os mais ricos — que houve maior queda no total de leitores comparando-se os números de 2020 com os da pesquisa anterior, de 2015.

Em 2015, 76% da classe A poderia ser considerado leitor; em 2020, apenas 67% dos respondentes se encaixaram nessa definição.

A mesma pesquisa mostra que nada menos que 27 milhões de pessoas das classes C, D e E gostariam de ler mais, se pudessem.

“São brasileiros que não consomem mais livros porque o poder aquisitivo deles é baixo”, explica o presidente da CBL (Câmara Brasileira do Livro), Vitor Tavares, nesta reportagem publicada pela revista Veja.

Segundo dados da Flupp, a Festa Literária das Periferias, 97% do público do evento declara ser leitor assíduo de livros — e 68% dos quais se diz integrante das classes C, D e E.

Esses dados acima foram citados por Luiz Schwarcz, editor e presidente da Companhia das Letras, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo em 2020, quando a possibilidade de taxar o livro foi apresentada pela primeira vez.

“Nunca, em tantos deslocamentos e em momentos difíceis, vivi em uma casa sem livros. E transmiti a minhas filhas o conceito de que os únicos elementos indispensáveis numa casa são o colchão, o fogão e uma estante”

Quem conta essa história acima é Marina Colasanti, autora premiada sete vezes pelo Prêmio Jabuti, em entrevista que deu ao Blog da Brinque quando lançou o livro de poemas Tudo tem princípio e fim.

Nossa lista: os 9 livros para o Dia Mundial do Livro

Bom, bóra defender o direito à leitura para todas e todos? Para fechar essa reflexão tão especial neste Dia Mundial do Livro, deixamos com você uma lista afetiva com obras super bacanas, que nos inspiram a ler mais e mais.

Dividimos aqui por faixa etária e autonomia leitora, mas você sabe que vale ler para todas as idades, certo? 😉

Para bebês

De o a 3, o bacana é brincar com o livro, com as ilustrações, com a palavra. Interagir, descobrir as regras, repetir e subverter. Algumas ideias:

Dia Mundial do Livro Eu vi1) Eu vi

Autor: Fernando Vilela
Ilustrador: Fernando Vilela
Temas: Adivinhação / Meio ambiente / Livro interativo / Animais
Faixa Etária: A partir de 2 anos

Todos nós podemos ver formas fantásticas na natureza, nas asas nos pelos ou nas escamas de alguns animais. Essa obra brinca com esse interesse e com a perspectiva, surpreendendo o pequeno leitor em uma deliciosa surpresa, que se revela a cada página.

Ganhador do selo Altamente Recomendável FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e premiado pela Revista Crescer.

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Dia Mundial do Livro bruxa2) Bruxa, bruxa, venha à minha festa

Autor: Arden Druce
Ilustradora: Pat Ludlow
Tradutora: Gilda de Aquino
Temas: Leitor personagem / História cumulativa ou repetitiva / Bruxas / Seres fantásticos / Brincadeiras / Dia das Bruxas / Halloween (31 de Outubro)
Faixa Etária: A partir de 2 anos

Uma garota pede que toda sorte de seres assustadores compareça à sua festa. E lá vão: bruxa, gato, espantalho, coruja, árvore, duende, dragão, pirata, tubarão, cobra, unicórnio, fantasma, babuíno, lobo e, epa!, Chapeuzinho Vermelho?

Uma das obras clássicas da Brinque-Book, é daquelas que mostram o poder da literatura e da arte quando o tema é sentimento: que lugar mais seguro do que um colo e as páginas do livro para rir do medo?

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Dia Mundial do Livro Abra

3) Abra com cuidado

Autor: Nick Bromley
Ilustradora: Nicola O’Byrne
Tradutora: Gilda de Aquino
Temas: Humor / Medo / Leitor personagem / Interatividade / Metalinguagem / Clássico recontado
Faixa Etária: A partir de 2 anos (leitura compartilhada / 6 anos (leitura independente)

Algo estranho está acontecendo no conto O patinho feio. Um crocodilo furioso surge de repente e começa a se intrometer na narrativa. As palavras, as frases e as páginas estão em perigo!

O patinho vai precisar de toda ajuda possível para salvar a sua história. E você, leitor, terá de entrar em ação! O divertido Abra com cuidado! – em que um clássico é revirado, rasgado, mastigado – desafia o leitor a desbravá-lo, incentivando-o a enfrentar seus próprios medos.

Para crianças no Dia Mundial do Livro

Para os pequenos leitores, vale explorar as várias camadas do livro ilustrado. A conversa entre texto e imagem. Os sentidos que eles vão desvendando a cada nova leitura.

Separamos obras que trazem muitas possibilidades de leitura, que são diversas entre si e que, de alguma forma, colocam os livros e as histórias como protagonistas.

Dia Mundial do Livro obax4) Obax

Autor: André Neves
Ilustrador: André Neves
Temas: Pluralidade Cultural / Conto / Humanos / Convivência Social / Imaginação / África / Dia Nacional da Consciência Negra (20 de Novembro)
Faixa Etária: A partir de 5 anos

Quando o sol acorda no céu das savanas, uma luz fina se espalha sobre a vegetação escura e rasteira.  O dia aquece, enquanto os homens lavram a terra e as mulheres cuidam dos afazeres domésticos e das crianças. Ao anoitecer, tudo volta a se encher de vazio, e o silêncio negro se transforma num ótimo companheiro para compartilhar boas histórias.

Livro ganhador do Prêmio Jabuti em 2012.

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Dia Mundial do Livro princesa5) A princesa e o gigante

Autora: Caryl Hart
Ilustradora: Sarah Warburton
Temas: Rima / Humor / Onomatopeias
Faixa Etária: A partir de 3 anos (leitura compartilhada) ou 7 anos (leitura independente)

Em uma vila muito alegre, com árvores magníficas e jardins coloridos, vivia uma princesa irreverente. Seu mordomo? Um ratinho! Sua ajudante? Uma gata. Seu pai? Cozinhava. E a mãe? Lenhas cortava. No quintal, um pé de feijão. E, no alto dele, o que havia? Hum, isso você já deve imaginar: um gigante resmungão! A princesa Sofia não conseguia dormir, e tudo porque o gigante mal-humorado ficava marchando para lá e para cá a noite inteira. Mas, ao ler seu livro preferido de contos de fadas, ela logo teve uma ideia genial.

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Dia Mundial do Livro princesas

6) Até as princesas soltam pum

Autor: Ilan Brenman
Ilustradora: Ionit Zilberman
Temas: Ética / Clássico revisitado / Humanos / Princesas / Curiosidade / Relacionamento familiar
Faixa Etária: A partir de 3 anos

Laura é uma garotinha bem curiosa e uma das questões que mais a intriga (e a seus colegas de escola também) é saber se as princesas soltam ou não pum.

Ela recorre ao pai para esclarecer dúvida tão perturbadora, que, por sua vez, recorre ao antigo “livro secreto das princesas” e, com ele, a confirmação: “sim, Cinderela, Branca de Neve e até a Pequena Sereia sempre soltaram pum!”.

Um bestseller da Brinque-Book, o livro, que já foi premiado pela Crescer, traz uma visão crítica e divertida das princesas dos contos de fada.

Para os mais autônomos

E os maiores? Os leitores autônomos — se formos pensar em faixa etária, aqueles dos 8 em diante — podem mais desafiados. Seja por textos mais longos seja por gêneros e temas mais profundos e complexos. Ou mesmo por um humor com um tanto mais de nuances.

7) A poesia pede a palavra

Autor:Lalau
Ilustradora: Laurabeatriz
Temas: Poesia, rima, ritmo, humor, escrita criativa, natureza, cotidiano
Faixa Etária: A partir de 8 anos

Palavras miúdas e simples, como Até, Igual, Talvez, Quem e Se são o ponto de partida para uma obra poética cheia de rimas e metáforas. Da dupla Lalau e Laurabeatriz, que já assinaram 50 livros juntos, todos os 24 poemas do livro falam das coisas simples, bonitas, profundas e complexas da vida.

Do vaga-lume que brilha, sozinho, numa noite cheia de estrelas, à constatação ética e poética de que eu, tu, ele, nós, vós e eles somos iguais, afinal de contas. O humor também aparece – se há mais mistério entre o céu e o telescópio, o que há entre o olhar e o caleidoscópio?

E, como poesia boa deixa sempre aquele ponto de interrogação dentro da gente, aqui, a certeza fica em dúvida e nasce então um talvez!

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8) Poemas da minha terra tupi

Autora e ilustradora: Maté
Temas: Pluralidade cultural / Indígenas / Poesia / Índio / Dia do Índio (19 de abril)
Faixa Etária: A partir de 3 anos

Jaguaré, jururu, pirão e pororoca… Toda criança brasileira, quando aprende a falar, aprende também um bocado de palavras de origem tupi.

São palavras que falam da paisagem, dos bichos, das plantas e do jeito de ser da gente daqui. E não é que muitas delas vieram passear nos versos singelos deste livro de poemas, esperando que o leitor as reconheça?

Com texto e ilustrações de Maté, Poemas da minha terra tupi celebra, com curiosidades, histórias, cor e alegria, o significado de muitas palavras e expressões que usamos no dia a dia, 38 das quais são apresentadas em um glossário, no final do livro.

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9) A queda dos moais

Autoras: Blandina Franco e Patricia Auerbach
Ilustrador: José Carlos Lollo
Temas: Ficção em 29 tipos de texto (crônica, lista, mensagem virtual, gráfico e outros) / humor / curiosidades
Faixa Etária: A partir de 8 anos

Finalmente as férias chegaram, e Joaquim pode se divertir. Acontece que seus pais decidiram levar a família para conhecer a Ilha de Páscoa e, segundo o garoto, não há nada ali, além do fato de a grande atração do local ter caído de cara no chão.

Assim começa a saga do clube PaSNo – Pais Sem Noção – uma hilária e curiosa viagem pelo mundo dos moais e pelas mais diversas formas de escrita. Em uma narrativa ficcional que percorre 29 tipos de texto, A queda dos moais trata, principalmente, de grandes momentos compartilhados com quem mais amamos, da perspectiva de um pré-adolescente.

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E você? Que livros colocaria nesta lista especial de Dia Mundial do Livro?


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