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Seleção de obras com folclore ou contos populares para jovens

21/08/2020

Saci, Boitatá, Cabra Cabriola, Labatut, Pé de Garrafa, Caboclo D’Água, Curupira, Boto, Iara… Lembra de mais algum personagem de nossas lendas populares?

São muitos, são ricos, diversos, variados, apavorantes, levemente assustadores ou divertidos! Como não amar?

O Boto é um dos suspeitos nesse romance policial em que o Saci não se deu nada bem. Imagem: Quem matou o Saci?, de Alexandre de Casto Gomes (texto) e Cris Alhadeff (ilustrações)

Mês do folclore

Geralmente originado nas tradições de contos orais populares, o folclore é esse conjunto diverso e rico de histórias e personagens que sobrevivem ao tempo.

Que nos contam a nossa história, nos trazem a nossa memória, nos levam por aventuras, divertem e nos ajudam a trabalhar medos e dúvidas, elaborando angústias coletivas — algumas que já não fazem sentido, mas seguem interessantes, outras que, mesmo com o passar do tempo, continuam por aqui.

Uma forcinha para leitores jovens

Seja um conto de tradição popular ou uma lenda do folclore, há sempre ali uma perspectiva que nos coloca em contato com um dos temas universais da humanidade.

Jovens leitores, em geral, estão naquela faixa etária em que essas questões começam a fazer parte das suas indagações mais profundas — e às vezes confusas, como é típico dessa fase de transformações e dúvidas.

Um bom livro sempre pode ajudar a “trabalhar” essas emoções, trazendo componentes que brilham os olhos desse tipo de leitor: suspense, aventura, superação, irreverência.

O escritor e crítico literário Italo Calvino dizia que:

 

“um clássico é um livro que não terminou de dizer o que tinha para dizer”_

 

Maravilhoso, né? Os contos de tradição oral e popular são desse tipo: ainda têm história!

Estamos em pleno mês do folclore. Por isso, nossa seleção aqui traz três obras com esse tema ou com contos da tradição oral e popular, do Brasil e de fora!

Chega aqui:

1) Quem matou o Saci?

Autor: Alexandre de Castro Gomes
Ilustradora: Cris Alhadeff
Temas: Folclore / Suspense / Humor / Dia do Folclore (22 de Agosto)
Faixa Etária: A partir de 8 anos

A detetive Billy Conrado e o detetive Joaquim de Jeremias colhem pistas e não poupam esforços para solucionar o misterioso assassinato de um conhecidíssimo personagem. Quem teria motivos para matar o Saci Perereira?

>>Por que ler:

Ganhadora do selo Cátedra 10 em qualidade infantojuvenil, a obra é uma instigante história de detetive, que surpreende pela forma como é contada — com ajuda das irreverentes ilustrações de Cris Alhadeff – e pelo irreverente passeio pelas personagens do folclore nacional.

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2) Novas histórias antigas

Autora: Rosane Pamplona
Ilustradora: Andrea Ebert
Temas: Contos / Tradição oral / Pluralidade cultural
Faixa Etária: A partir de 8 anos

Amor, astúcia, cobiça, honestidade, medo. Esses sentimentos e qualidades tão humanos alimentam há séculos histórias populares de tradição oral. Originárias de culturas tão distintas quanto a árabe, a russa e a francesa, as narrativas  reunidas em Novas histórias antigas trazem todo o fascínio desse mundo encantado, que nos acompanha praticamente desde sempre.

>>Por que ler:

Partindo de uma extensa pesquisa e fazendo uma delicada curadoria afetiva, Rosane Pamplona reuniu 14 histórias orais que ela mesma conheceu ainda criança — ou quando jovem leitora. Nessa seleção, equilibrou bem aventura, amor, perspicácia, astúcia e uma boa dose de filosofia.  Trablhou a linguagem e fez certeiras adaptações das originais para apresentar narrativas divertidas, surpreendentes e reflexivas.

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3) Diomira e o coronel Carrerão – A Sherazade do sertão

Autor: Ivana Arruda Leite
Ilustrador:
Temas: Ética / Pluralidade cultural / Clássico revisitado / Lenda / Humanos / Costumes / Folclore / Tradição oral / Amor / Respeito às diferenças
Faixa Etária: A partir de 8 anos

Era uma vez um homem muito bravo que vivia sozinho em sua fazenda sem ninguém pra lhe fazer companhia nem pra tirar um dedo de prosa. Sua rabugice espanta todo mundo. Esse era o coronel Carrerão, na casa de quem Diomira foi trabalhar. Cozinheira da boa que só, Diomira foi alimentando o coronel de comidas e de palavras. Cada noite, era um lanche e uma história!

>>Por que ler:

Divertido, o livro traz diversas narrativas da tradição oral brasileira, colhidas, lidas e selecionadas pela autora. Os leitores acompanhamos ao mesmo tempo a história de Diomira e os muitos causos que ela vai contando ao coronel. Com uma linguagem que remete o tempo todo à oralidade, é uma homenagem à essa tradição popular e a arte de narrar.

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E você? Que histórias contava ou ouvia do folclore?

 

 

 

 

 

 

 


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